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A companhia teve um lucro líquido recorrente de R$ 522 milhões no primeiro trimestre, um crescimento de 33% na base anual
Uma das últimas empresas a divulgar seus resultados nesta temporada de balanços do primeiro trimestre, o PagBank, ex-PagSeguro, trouxe números que agradaram o mercado e impulsionam as ações da companhia de maquininhas de cartão, negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).
Os papéis subiram mais de 10% logo após a abertura do pregão. No fechamento do pregão, os BDRs PAGS34, negociados na B3, registravam avanço de 4,00%, a R$ 13,00. Nos Estados Unidos, as ações PAGS fecharam estáveis, a US$ 12,27. Confira a cobertura de mercados.
O PagBank teve um lucro líquido recorrente de R$ 522 milhões no primeiro trimestre, um crescimento de 33% na comparação com o mesmo período de 2023.
Já o lucro líquido contábil (GAA) foi de R$ 483 milhões no período, um crescimento de 31% na base anual. Os resultados ficaram acima das expectativas do mercado.
Outro destaque foi o volume total de pagamentos (TPV), que atingiu R$ 111,7 bilhões, uma alta de 26,8% na base anual, impulsionado pelo crescimento em todos os segmentos — e acima do volume registrado pela indústria de cartões, que teve alta de 11,4% no período.
Na avaliação da XP, a companhia está no bom caminho para cumprir o seu objetivo para o ano. “Olhando para as receitas, TPV e lucro líquido em relação ao consenso, o PagBank superou em todas as métricas”, escrevem Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Rafael Nobre, que assinam o relatório.
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Além disso, os analistas destacaram que a inadimplência acima de 90 dias continua a cair, devido principalmente à estratégia da PAGS de crescer em produtos com garantia.
A empresa encerrou o primeiro trimestre com 17,3 milhões de clientes ativos, uma alta anual de 2,6%.
Para o BTG Pactual, o TPV melhor do que o esperado, a concorrência racional, o crescimento dos lucros, a melhoria do retorno sobre capital investido (ROE) e o fluxo de caixa muito melhor reforçam a visão de que a dinâmica das ações das empresas de pagamento permanece favorável.
Com os resultados, BTG Pactual e XP mantiveram a recomendação de compra para as ações do PagBank.
O PagBank afirmou que existem chances de que as projeções para o TPV deste ano sejam superadas.
A projeção para o ano é de R$ 441 bilhões, enquanto cerca de R$ 112 bilhões foram alcançados no primeiro trimestre.
"Claramente há chances de alta, mas achamos que era cedo para mudar o guidance, foram três meses. Decidimos esperar e ver como as coisas evoluem", disse o CEO do Grupo UOL e principal executivo do PagBank, Ricardo Dutra, em teleconferência de resultados no primeiro trimestre.
Mas na visão do Santander, ainda é cedo para revisar as estimativas.
“Embora a empresa tenha ficado acima da orientação em todas as métricas no primeiro trimestre e a administração tenha reconhecido que há potencial de alta, especialmente para a orientação de crescimento de TPV, eles observaram que ainda é muito cedo para potencialmente revisar a orientação para cima”, escrevem os analistas Henrique Navarro, Arnon Shirazi e Anahy Rios, do Santander.
O banco considera outras preocupações relacionadas especialmente ao aumento do quadro de vendas, já que alguns concorrentes estão adotando estratégias semelhantes.
“O PagBank está reinvestindo seu excesso de capital na operação, focada no crescimento orgânico, e não discutindo nenhum programa de dividendos neste momento — embora ainda restem US$ 45 milhões do último programa de recompra”, escrevem os analistas do Santander.
A XP, por sua vez, vê o PagBank como uma das empresas que deve se beneficiar de uma eventual melhora do ambiente macroeconômico daqui para frente.
“Gostamos do posicionamento da empresa no segmento micro, pequenas e médias empresas (MSMB) e, neste cenário de concorrência menos intensa e de redução gradual das taxas de juro, acreditamos que o PagSeguro é o player do setor de pagamentos que mais se beneficiará”, diz o relatório.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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