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Historicamente, o campeão do mês costuma negociar com um prêmio médio de cerca de 2% em relação ao seu valor patrimonial, mas a situação mudou agora
O último mês não foi fácil para os fundos imobiliários. Com o fim do ciclo de queda dos juros e os ruídos fiscais, as cotas de FIIs — especialmente os de tijolo, que investem em ativos reais como galpões, shoppings e escritórios — despencaram.
Mas a queda abriu uma oportunidade única: a chance de comprar o fundo imobiliário favorito dos analistas com um desconto. O TRX Real Estate (TRXF11), campeão de indicações entre as corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro neste mês, recuou 2,59% em junho.
As cotas se recuperaram nos últimos dias, mas o FII focado em renda urbana ainda negocia com um desconto de cerca de 0,75% ante o valor patrimonial — uma medida de “valor justo” considerando os ativos que compõem o portfólio.
A diferença é sutil, mas a Empiricus, uma das casas a recomendar o TRXF11, afirma que, historicamente, ele registra um prêmio médio de cerca de 2% em relação ao indicador.
“Associado à perspectiva de geração de renda na casa de 14,5% para os próximos 12 meses, acreditamos que o fundo apresenta uma janela de entrada convidativa, o que reforça a nossa convicção na tese”, diz a Empiricus.
Já o segundo fundo imobiliário mais recomendado para o mês, o BTG Pactual Logística (BTLG11), fechou a distância entre o valor patrimonial e o preço de tela.
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Atualmente o FII negocia com um prêmio de cerca de 1,4%. Mas os analistas acreditam que vale a pena pagar um preço um pouco mais salgado por um portfólio considerado premium e um dos maiores do segmento de logística.
Confira abaixo quais fundos completam a lista dos favoritos de julho:
Entendendo o FII do Mês: Todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são suas apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 fundos imobiliários, os analistas indicam os seus três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações.
Quem acompanhou a seleção de fundos imobiliários do Seu Dinheiro nos últimos meses já está acostumado a ver o TRX Real Estate (TRXF11) e o BTG Pactual Logística (BTGL11) na posição de favoritos dos analistas.
Desde abril, os dois FIIs concentram as recomendações das corretoras e se alternam na liderança — ou até mesmo dividem o pódio, como ocorreu no mês passado.
Em julho é o TRXF11 que domina a ponta, com cinco indicações. Para a Guide, uma das casas a recomendar o fundo neste mês, as perspectivas para o segmento no qual ele atua chamam a atenção.
“A renda urbana tem sido um dos setores mais promissores desde o início da pandemia de covid-19”, afirmam os analistas, citando a renda estabilizada pelos contratos atípicos, em sua maioria de longo prazo, como uma vantagem competitiva.
Outro ponto positivo é a exposição do portfólio a um nicho que demonstrou resiliência contra os desafios dos últimos anos: o varejo alimentar.
A lista de maiores locatários dos imóveis do FII inclui grandes players dos setores de supermercados e atacarejos, incluindo o Assaí, o Grupo Mateus, o Pão de Açúcar e o Extra.
“Além de ter uma característica muito importante, que é o índice de vacância zerado, o que representa a força da gestão em negociar os contratos e firmar negócios”, acrescenta a corretora.
Já o BTLG11, segundo FII mais recomendado do mês, está focado na logística, como indica o nome. E é o preferido do Santander dentro desse segmento.
“Gostamos do trabalho ativo do time de gestão, com aquisições de galpões com características AAA/AA+ e com melhores localizações, e vendas de empreendimentos que já não comportam a tese do FII com ganho de capital”, cita o banco.
O Pagbank, por outro lado, destaca que a maior parte dos ativos do BTG Pactual Logística fica em São Paulo. A região concentra dois fatores essenciais para quem vive da renda de imóveis: a maior demanda e maiores aluguéis do setor.
“A localização diferenciada nos leva a acreditar que o BTLG11 conseguirá manter um bom nível de proventos e uma valorização dos ativos no longo prazo”, dizem os analistas.
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