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MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Ibovespa cai com bancos e NY antes de resultados da Vale (VALE3); dólar sobe a R$ 5,14

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24 de abril de 2024
6:46 - atualizado às 17:15

RESUMO DO DIA: O Ibovespa está encarando uma montanha-russa nesta semana, com a temporada de balanços corporativos ganhando tração e Brasília voltando a dividir as atenções dos investidores.

Depois de começar o dia em alta, o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com queda de 0,33%, aos 124.740 pontos. Já o dólar recuperou o fôlego e fechou a R$ 5,1482, com alta de 0,35% no mercado à vista.

Por aqui, a expectativa ficou para o final do dia, com a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de Vale (VALE3). Ainda no cenário corporativo, PetroReconcavo (RECV3) liderou os ganhos do Ibovespa com potencial fusão com a Eneva (ENEV3).

Além disso, a Reforma Tributária entrou na segunda fase. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os projetos para a regulamentação da proposta já foram validados pelo Ministério da Casa Civil e o presidente Lula autorizou o encaminhamento dos textos para o Congresso.

Lá fora, os investidores seguiram mais um dia avessos ao risco, de olho na trajetória dos juros nos Estados Unidos. O mercado calibrou as expectativas antes do PIB e do PCE, dado de inflação preferido do Federal Reserve. O indicador de atividade econômica será divulgado amanhã (25), enquanto a inflação fica para sexta-feira (26).

Confira o que movimentou os mercados nesta quarta-feira (24): 

MAIORES ALTAS E QUEDAS DO IBOVESPA

Na ponta positiva, as ações da PetroReconcavo (RECV3) lideraram os ganhos do Ibovespa com alta acima de 4%.

Os papéis reagiram à potencial fusão da junior oil com a Eneva (ENEV3), reportada pelo jornal Valor Econômico mais cedo. 

Confira as maiores altas do Ibovespa:

CÓDIGONOMEULTVAR
RECV3PetroReconcavo ONR$ 22,094,74%
IGTI11Iguatemi ONR$ 21,412,10%
PCAR3GPA ONR$ 2,821,81%
ABEV3Ambev ONR$ 12,041,52%
VALE3Vale ONR$ 63,561,24%

Na ponta negativa, as ações da Petz (PETZ3) recuaram pela primeira vez desde o anúncio da fusão da companhia com a Cobasi.

Confira as maiores quedas do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEULTVAR
PETZ3Petz ONR$ 4,66-9,51%
BHIA3Casas Bahia ONR$ 5,68-4,86%
VAMO3Vamos ONR$ 7,00-4,11%
CVCB3CVC ONR$ 2,00-3,85%
USIM5Usiminas PNAR$ 8,76-3,74%
FECHAMENTO DO IBOVESPA

O Ibovespa fechou em baixa de 0,33%, aos 124.740,69 pontos.

O principal índice da bolsa brasileira reagiu aos balanços corporativos e ao avanço da segunda fase da Reforma Tributária.

FECHAMENTO DE NOVA YORK

As bolsas de Nova York operaram instáveis ao longo do dia com incertezas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos e à espera por novos dados de atividade econômica e inflação, em meio à temporada de balanços corporativos.

Em destaque, as ações da Tesla avançaram mais de 12% após o balanço do primeiro trimestre.

Os índices fecharam sem direção única:

  • Dow Jones: -0,11%, aos 38.460,92 pontos;
  • S&P 500: +0,02%, aos 5.071,63 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 15.712,75 pontos.
FECHAMENTO DO DÓLAR

O dólar fechou a R$ 5,1482, com alta de 0,35% no mercado à vista.

Mesmo com a alta, a moeda norte-americana não conseguiu zerar as perdas da semana.

A moeda reagiu aos dados de atividade econômica. As encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos subiram 2,6% em março ante fevereiro, a US$ 283,4 bilhões, segundo dados do Departamento do Comércio do país. O resultado superou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta de 2% do período.

Entre outros fatores, o avanço das encomendas dá uma prévia sobre a robustez da indústria norte-americana, principalmente após o PMI divulgado ontem — o PMI industrial teve queda a 49,9 em abril, ante a previsão de 52.

Sendo assim, o mercado voltou a reduzir as apostas de cortes nos juros dos EUA e agora projetam apenas uma redução de 0,25 ponto percentual até o fim do ano.

GOL (GOLL4) CAI 6%

As ações da Gol (GOLL4) negociadas fora do Ibovespa caem mais de 6% na B3.

Os papéis registram a baixa após a Latam afirmar que recuou das negociações para assumir contratos de leasing de aeronaves da Gol por "falta de interesse" dos credores da companhia que está em recuperação judicial nos Estados Unidos.

"Devido, principalmente, à falta de engajamento significativo dos credores em discussões comerciais com a Latam, a companhia determinou que a probabilidade das partes realizarem transações para aeronaves B737 é agora remota", afirma a Latam em posicionamento enviado à Justiça norte-americana.

FECHAMENTO DO PETRÓLEO

O petróleo fechou em queda após uma sessão volátil e com dados de estoques nos Estados Unidos. O conflito do Oriente Médio, sem novos desdobramentos, segue no radar e o dólar mais forte pressionou a commodity.

Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram 6,368 milhões de barris, a 453,625 milhões de barris, na semana passada, segundo o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Essa foi a primeira queda em cinco semanas e ficou aquém do avanço de 500 mil barris previstos.

Mas o recuo dos estoques não foi suficiente para dar sustentação à alta do petróleo.

Os contratos mais líquidos do petróleo tipo Brent com vencimento para julho fecharam com baixa de 0,40%, a US$ 87,04 o barril na Intercontinental Exchange (ICE).

Já os contratos futuros para junho do petróleo WTI recuaram 0,66%, a US$ 82,81 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).

JUROS FUTUROS EM ALTA

Os juros futuros (DIs) operam com viés de alta em toda a curva, acompanhando o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americana, os Treasurys.

Por aqui, os investidores monitoram o andamento dos projetos para regulamentação da Reforma Tributária. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o texto já foi avaliado pelo ministério da Casa Civil, mais ainda falta o respaldo do presidente Lula.

Confira o desempenho dos DIs:

CÓDIGONOME ULT FEC
DI1F25DI Jan/2510,34%10,32%
DI1F26DI Jan/2610,61%10,52%
DI1F27DI Jan/2710,92%10,82%
DI1F28DI Jan/2811,18%11,10%
DI1F29DI Jan/2911,36%11,29%
DI1F30DI Jan/3011,48%11,43%
DI1F31DI Jan/3111,54%11,49%
DI1F32DI Jan/3211,60%11,54%
DI1F33DI Jan/3311,60%11,56%
CLEARSALE (CLSA3) CAI 12%

As ações da ClearSale (CLSA3) lidera as perdas da B3, com queda de 10,26%, a R$ 6,82. Os papéis chegaram a cair mais de 22% mais cedo.

No início do mês, o mercado repercutiu rumores que a Experian está em negociações finais para adquirir a companhia. Na época, a ClearSale afirmou "que não estava em negociações finais ou firmou qualquer documento nem figura como parte de qualquer negócio vinculativo".

Hoje, os papéis tem quase 10 mil negociações com UBS, Ideal e Bank of America Merrill Lynch liderando a ponta vendedora e XP, Necton e Morgan Stanley na ponta vendedora.

REFORMA TRIBUTÁRIA

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que vai conversar com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva sobre a forma de encaminhamento do projeto que trará a espinha dorsal da regulamentação da reforma tributária ao Congresso.

Segundo o ministro, o texto já está validado pela Casa Civil e está pronto.

"Eu vou falar com o presidente sobre como ele autoriza que seja divulgado o texto. Provavelmente, haverá uma entrega antes da divulgação em respeito ao Parlamento, pelo menos o presidente da Câmara e o presidente do Senado vão ser informados e aí o presidente vai decidir como fazer (a publicação do texto)", afirmou o ministro aos jornalistas.

Questionado se a entrega do texto será nesta quarta-feira, Haddad não cravou uma data. "O texto está pronto. Eu vou despachar para o presidente o texto agora. Ele vai receber das mãos da Casa Civil e ele vai dizer como, se eu vou entregar, se vai para o sistema. Ele vai decidir a forma, mas o texto está pronto", disse Haddad. [Estadão Conteúdo]

BOLSAS EM NOVA YORK

As bolsas de Nova York opera instáveis na expectativa por novos dados de atividade econômica e inflação, em meio à temporada de balanços corporativos.

Há pouco, os índices retomaram alta e tentam sustentar o tom positivo.

  • Dow Jones: +0,05%;
  • S&P 500: +0,16%;
  • Nasdaq: +0,31%.

PETZ (PETZ3) CAEM

As ações da Petz (PETZ3) recuam pela primeira vez desde o anúncio da fusão da companhia com a Cobasi. PETZ3 cai 3,69%, a R$ 4,95 no Ibovespa.

A combinação dos negócios foi formalizada na última sexta-feira (19). Leia os detalhes da operação.

PETRORECONCAVO (RECV3) LIDERA GANHOS DO IBOVESPA

As ações da PetroReconcavo (RECV3) lideram os ganhos do Ibovespa com alta acima de 4%, a R$ 21,95.

Os papéis reagem à potencial fusão da junior oil com a Eneva (ENEV3), reportada pelo jornal Valor Econômico mais cedo. As ações da Eneva operam em alta de 0,40%, a R$ 12,50.

Para o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, a combinação de negócios pode resultar em uma "entidade mais robusta e competitiva".

"No entanto, a complexidade dessas operações exige uma gestão cuidadosa para evitar a perda de processos e a diluição de sinergias. A experiência de outras empresas, como a Arezzo, que primeiramente incorporou a Reserva, enquanto do outro lado o Grupo Soma incorporou inicialmente a Hering, sugere que uma abordagem faseada pode ser mais prudente, permitindo uma integração mais suave e a consolidação de ganhos antes de prosseguir com novas fusões", diz Cruz.

OS NÚMEROS DO CARREFOUR QUE FAZEM ESSES BANCÕES RECOMENDAREM A COMPRA DAS AÇÕES CRFB3

Enquanto a temporada de balanços corporativos ganha tração por aqui, o Carrefour (CRFB3) anunciou na noite de terça-feira (23) os números operacionais preliminares do primeiro trimestre de 2024poucas semanas antes da divulgação oficial do resultado trimestral. 

A rede de supermercados e hipermercados somou R$ 27,8 bilhões em vendas brutas totais no período, um aumento de 2,5% no comparativo com o mesmo intervalo de 2023. 

Segundo o varejista, os números foram ajudados pela inflação de alimentação no domicílio (LTM), que encerrou o trimestre em +2,5% ao ano, “levando à recuperação dos preços e melhor dinâmica de volume com clientes B2B, que retornaram a um padrão de compra mais normalizado”.

Já o volume bruto de mercadorias (GMV, indicador de volume de receita gerada nos canais digitais) do e-commerce subiu 52% na base anual, a R$ 2,4 bilhões entre janeiro e março deste ano.

Leia mais.

FECHAMENTO NA EUROPA

As bolsas da Europa fecharam o pregão em queda, com os investidores reagindo a falas de autoridades do Banco Central Europeu (BCE).

Dirigente do Banco Central Europeu (BCE), Joachim Nagel disse que um eventual primeiro corte de juros pelo BCE em junho não será necessariamente seguido por uma série de reduções adicionais.

Em discurso feito em Berlim, Nagel, que também é presidente do BC alemão (Bundesbank), afirmou que o BCE não pode se comprometer antecipadamente com uma trajetória para os juros, "diante das incertezas" do comportamento da inflação.

  • DAX (Frankfurt): -0,35%, aos 18.073,62 pontos;
  • FTSE 100 (Londres): -0,06%, aos 8.040,38 pontos;
  • CAC 40 (Paris): -0,17%, aos 8.091,86 pontos;
  • Stoxx 600: -0,45%, aos 505,51 pontos.
COMO ANDAM OS MERCADOS

O Ibovespa perdeu os 125 mil pontos e opera em queda, pressionado pelos índices de Nova York e com o recuo dos bancos.

Por aqui, os investidores acompanham a participação do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento em São Paulo.

Galípolo afirmou que "estamos em um período de redução dos balanços dos bancos centrais e de juros mais altos", em evento em São Paulo.

A discussão, de acordo com ele, é sobre quão longo é o 'higher for longer' — ou seja, o período em que os juros precisarão ficar elevados por mais tempo —, especialmente nos Estados Unidos.

Além disso, os investidores aguardam a divulgação do balanço da Vale (VALE3) depois do fechamento dos mercados.

Na ponta positiva do Ibovespa é liderado por PetroReconcavo (RECV3) com a notícia de possível fusão com a Eneva (ENEV3).

Na ponta negativa, CVC (CVCB3) voltou a liderar as perdas com pressão do avanço do dólar.

Confira:

  • Ibovespa: -0,35%, aos 124.710 pontos;
  • Dólar: +0,55%, a R$ 5,1589;
  • A curva de juros futuros avança na esteira dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasurys.

FALA, GABRIEL GALÍPOLO

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que "estamos em um período de redução dos balanços dos bancos centrais e de juros mais altos", em evento em São Paulo.

A discussão, de acordo com ele, é sobre quão longo é o 'higher for longer' — ou seja, o período em que os juros precisarão ficar elevados por mais tempo —, especialmente nos Estados Unidos.

GIRO DO MERCADO

IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO PARA PRODUTOS DE AÇO AUMENTA 25% | AÇÕES DA TESLA (TSLA34) SOBEM PÓS RESULTADO

O comitê da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu aumentar o imposto de importação para alguns produtos de aço em 25%. A medida deve entrar em vigor dentro de 30 dias e valer pelo período de um ano.

O analista Henrique Cavalcante, da Empiricus Research, fala sobre os efeitos da medida e a expectativa do 1º semestre de resultados do setor.

A Tesla (TSLA34) divulgou seus resultados na terça-feira (23) após o fechamento do mercado. Os números vieram piores do que as expectativas do mercado, reportando uma receita de US$21,301 bilhões, queda de 9% na comparação com o mesmo trimestre de 2023.

O analista Enzo Pacheco comenta os números da empresa e revela suas expectativas para o futuro da companhia de Elon Musk.

ACOMPANHE AO VIVO:

ENEVA (ENEV3) E PETRORECONCAVO (RECV3) ESTUDAM FUSÃO, DIZ JORNAL; AÇÕES SOBEM

Depois da tentativa com a Vibra (VBBR3), a Eneva (ENEV3) não desistiu de uma fusão e começou a estudar uma combinação com a petroleira júnior PetroReconcavo (RECV3). A informação é do Valor Econômico, que ouviu fontes a par da negociação.

A operação mais provável seria uma troca de ações entre as companhias, ainda de acordo com a publicação. Procuradas pelo Seu Dinheiro, a Eneva diz que não vai comentar; PetroReconcavo ainda não respondeu o questionamento. Caso haja uma manifestação, o texto será atualizado. 

Em reação, as ações das empresas avançam na B3 a despeito do recuo do petróleo no mercado internacional — com queda e barril no nível de US$ 88. Por volta das 11h30 (horário de Brasília), os papéis da PetroReconcavo (RECV3) sobem quase 3%, a R$ 21,66; enquanto Eneva (ENEV3) tem alta menor, de 0,40%, a R$ 12,50. Siga os mercados.

Ainda segundo o jornal, as companhias já haviam iniciados conversas para uma eventual fusão em um passado recente.

Leia mais.

ABERTURA DE NOVA YORK

As bolsas de Nova York operam sem direção única após a abertura.

  • S&P 500: +0,30%;
  • Dow Jones: -0,10%;
  • Nasdaq: +0,77%.
SOBE E DESCE DA ABERTURA

Confira as maiores altas do Ibovespa:

CÓDIGONOMEULTVAR
RECV3PetroReconcavo ONR$ 21,702,89%
COGN3Cogna ONR$ 2,051,99%
CSNA3CSN ONR$ 14,681,80%
VALE3Vale ONR$ 63,751,55%
ALPA4Alpargatas PNR$ 9,421,29%

Confira as maiores baixas do Ibovespa até agora:

CÓDIGONOMEULTVAR
PETZ3Petz ONR$ 5,05-1,94%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 1,42-1,39%
RRRP33R Petroleum ONR$ 34,38-0,98%
CYRE3Cyrela ONR$ 21,11-0,89%
VBBR3VIBRA energia ONR$ 22,68-0,83%
ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa opera em alta de 0,24%, aos 125.448 pontos, após a abertura.

O principal índice da bolsa brasileira ensaia recuperação depois de zerar os ganhos da semana ontem (23), na expectativa pelos resultados trimestrais da Vale (VALE3).

A mineradora deve divulgar o balanço após o fechamento dos mercados.

Além disso, as atenções ficam dividas com a segunda fase da Reforma Tributária. Ontem (23), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que os projetos para a regulação da reforma "tem quase 300 páginas", com possíveis mudanças na tributação dos itens da cesta básica.

O texto deve ser encaminhado ainda hoje ao Ministério da Casa Civil, por volta do meio-dia. A expectativa do governo é de que a matéria seja aprovada até o fim do ano.

ADRS DE VALE E PETROBRAS

Os recibos de ações (ADRs) das companhias brasileiras Vale e Petrobras operam em alta no pré-mercado em Nova York, na esteira dos índices futuros e forte recuperação do minério de ferro.

Além disso, há a expectativa pelos resultados do primeiro trimestre de Vale, que serão divulgados após o fechamento dos mercados hoje.

  • Petrobras (PBR): +0,11%, a US$ 16,97;
  • Vale (VALE): +2,13%, a US$ 12,21.
MERCADO DE COMMODITIES

O mercado de commodities opera sem direção única.

O minério de ferro encerrou com alta de 3,08%, com a tonelada cotada a US$ 122,55 em Dalian, na China.

Já os contratos mais líquidos do petróleo Brent recuam 0,11%, a US$ 88,31 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

ABERTURA DOS JUROS FUTUROS

As taxas dos Depósitos Interfinaceiros (DIs) abriram em linha de estabilidade em toda a curva de juros futuros brasileira, mas com viés de alta.

Por aqui, os investidores acompanham o envio dos projetos de regulamentação da Reforma Tributária pelo governo ainda hoje. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a proposta tem cerca de 300 páginas. A expectativa é que a proposta seja aprovada pelo Congresso até o fim do ano.

Confira como abriram os DIs hoje em relação ao fechamento anterior:

CÓDIGONOME ABE FEC
DI1F25DI Jan/2510,32%10,32%
DI1F26DI Jan/2610,54%10,52%
DI1F27DI Jan/2710,83%10,82%
DI1F28DI Jan/2811,10%11,10%
DI1F29DI Jan/2911,27%11,29%
DI1F30DI Jan/3011,45%11,43%
DI1F31DI Jan/3111,50%11,49%
MATHEUS SPIESS: MERCADO EM 5 MINUTOS

MAIS UM CAPÍTULO DA SAGA ENVOLVENDO A REFORMA TRIBUTÁRIA VAI COMEÇAR

No cenário internacional, o mercado de ações dos EUA está otimista, especialmente com a Tesla, que, apesar de uma significativa queda nos lucros, viu suas ações subirem mais de 10% no after hours devido aos planos de introduzir novos modelos de baixo custo.

Mais resultados serão divulgados hoje e poderão moldar ainda mais as expectativas dos investidores.

Paralelamente, no Brasil, onde a temporada de resultados também começou, destaca-se a Vale, que anunciará seus números após o fechamento do mercado. Entretanto, o mercado não vive apenas de resultados corporativos.

Por exemplo, no âmbito geopolítico, o Senado dos EUA aprovou uma legislação que proíbe o TikTok, a menos que seu proprietário chinês venda a empresa dentro de 270 dias.

Esse desenvolvimento não apenas impacta potencialmente a indústria de criação de conteúdo, mas também marca um novo episódio nas tensões entre os EUA e a China.

Ademais, o foco está hoje nos pedidos de bens duráveis de março nos EUA e na análise dos índices de sentimento empresarial da Alemanha e do Reino Unido.

Na Europa, o Banco Central Europeu se aproxima de reduzir as taxas de juros se os dados corroborarem as expectativas dos seus representantes.

Outros resultados financeiros são esperados do continente europeu, onde o mercado registra alta nesta manhã, assim como os futuros americanos. Isso ocorre após as bolsas asiáticas fecharem em alta significativa, reagindo ao fraco PMI dos EUA de ontem, que reacendeu esperanças de um possível corte de juros pelo Fed em breve.

Enquanto isso, os preços do petróleo caem nesta manhã, mas o minério de ferro experimenta uma forte alta.

No Brasil, aguarda-se a apresentação do texto que regulamenta a Reforma Tributária, marcando mais um capítulo dessa extensa saga.

A ver…

00:51 — A arrecadação forte do primeiro trimestre não empolga

No mercado local, o Ibovespa apresentou uma queda ontem, porém se manteve acima dos 125 mil pontos, influenciado pelo declínio nos preços das commodities, particularmente o minério de ferro.

Hoje, observamos uma recuperação que poderia reforçar o índice. A performance negativa de terça-feira foi marcada pela queda das ações da Usiminas, que publicou um balanço do primeiro trimestre com projeções abaixo das expectativas, afetando negativamente o ânimo do mercado em relação ao setor.

A divulgação do resultado da Vale, prevista para esta noite, é esperada para esclarecer mais o panorama para os setores de mineração e siderurgia.

Um elemento crucial será o aumento da tarifa de importação de aço da China para 25% e a definição de cotas, o que, em teoria, deveria ser positivo para o mercado.

Na agenda econômica, estamos atentos à apresentação de Gabriel Galípolo, diretor de política monetária do Banco Central, considerado um dos principais candidatos a suceder Roberto Campos Neto no final do ano.

Ademais, o relatório Focus ajustou para cima as projeções para a taxa Selic em 2024 e 2025, passando de 9,13% para 9,50% ao ano, e de 8,50% para entre 8,50% e 9,00% ao ano, respectivamente. As expectativas para a atividade econômica e a inflação também foram revistas para cima.

Embora o relatório Focus tenha trazido notícias não tão animadoras, os dados de arrecadação de março contaram outra história.

A Receita Federal do Brasil reportou uma arrecadação de R$ 190,6 bilhões em março, alinhada às expectativas do mercado e acumulando quase R$ 658 bilhões no primeiro trimestre.

Destaca-se a contribuição dos fundos exclusivos, que geraram R$ 15 bilhões em arrecadação, superando as previsões.

Apesar disso, os números robustos de arrecadação ainda são insuficientes para compensar o aumento dos gastos, o que limita seu impacto positivo no mercado.

01:48 — Voltamos ao debate da Reforma Tributária

Hoje, teremos o envio dos projetos de regulamentação da reforma tributária ao Congresso. Existe a possibilidade de o presidente Lula ir pessoalmente entregar o documento, que, segundo Haddad, tem 300 páginas.

O ministro acredita na aprovação do texto até o final do ano e admitiu que pode haver alterações em alguns pontos, como a inclusão e exclusão de itens da cesta básica.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, prefere concluir a regulamentação da reforma neste semestre, porque o Congresso ficará esvaziado pelas eleições municipais a partir de agosto. Faz sentido. Quanto antes encerrarmos esse novo capítulo desta saga, melhor.

Aliás, um ponto importante é que a regulamentação da reforma será feita em dois projetos de lei complementares (aprovados pela maioria absoluta dos membros da Câmara e do Senado) e um projeto de lei ordinário (aprovado pela maioria simples de cada Casa).

O primeiro e principal projeto de lei complementar, que será enviado hoje ao Congresso, tratará das normas comuns do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) estadual e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) federal, novos impostos que serão criados pela reforma.

Já o segundo projeto de lei complementar, que ainda passa por diálogo entre as partes envolvidas e que deve ser apresentado em breve apenas, terá questões específicas da transição do ICMS para o IBS, como a forma de organização do Comitê Gestor, a distribuição federativa da receita do imposto e o contencioso administrativo do novo tributo estadual.

Olhando para o todo, estou otimista sobre o quanto a reforma do IVA levará a economia a crescer. Quando estiver plenamente implementada (o que pode demorar) vai melhorar o crescimento do País e até antes; afinal, um sistema tributário mais simples é sempre bem-vindo.

02:37 — Um novo ritmo de atividade

Nos Estados Unidos, os três principais índices do mercado de ações encerraram o dia em alta pelo segundo dia seguido, refletindo a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro em comparação com os picos de abril.

Essa tendência veio à tona após indicadores mostrarem um crescimento mais moderado da atividade empresarial no país neste ano. Especificamente, o rendimento dos títulos do Tesouro de 2 anos recuou para 4,93%, depois de ter alcançado 5% no início do mês, enquanto o de 10 anos diminuiu para 4,61%.

Embora dados recentes apontem para uma inflação acima do esperado, ainda considero improvável que o Federal Reserve (Fed) decida por novos aumentos nas taxas de juros.

Apenas um acentuado ressurgimento inflacionário, acompanhado de um aumento nas expectativas de preços, poderia justificar uma política monetária mais restritiva.

Em contrapartida, observo uma maior probabilidade de o Fed manter as taxas estáveis, especialmente se os indicadores de inflação e crescimento superarem as expectativas de forma positiva.

Além disso, se o cenário inflacionário permitir, antecipo a possibilidade de dois cortes nas taxas de juros em 2024, sendo o primeiro em setembro e o segundo em dezembro.

03:25 — Otimismo com a Tesla

Os destaques da semana até o momento incluem os resultados financeiros, com destaque para Spotify e General Motors, que apresentaram números favoráveis.

Embora a temporada de balanços esteja apenas começando, dados da FactSet indicam que, das cerca de 100 empresas do S&P 500 que já divulgaram seus resultados até ontem, 76% superaram as expectativas do mercado, o que é um indicativo positivo.

No entanto, nem mesmo as vendas de iPhones da Apple, que tiveram seu pior trimestre na China desde 2020, conseguiram desviar a atenção do mercado da Tesla.

As ações da Tesla experimentaram uma alta nas negociações pós-mercado na terça-feira, apesar de terem divulgado lucros e receitas abaixo das previsões pelo terceiro trimestre consecutivo. Os investidores estão focados nos planos da empresa de lançar modelos mais acessíveis.

A Tesla, que observou uma diminuição nas vendas, tem planos de iniciar a produção de veículos mais econômicos antes do segundo semestre de 2025, uma promessa anterior da empresa.

Atualmente, porém, a situação financeira da empresa mostra sinais de pressão, com uma queda de 47% no lucro anual, chegando a 45 centavos por ação, e uma redução de 9% na receita, totalizando US$ 21,3 bilhões.

Em resposta à queda, a Tesla também optou por reduzir 12% de seus empregados de fábrica no Texas, o que representa cerca de 2.700 funcionários. Apesar desses desafios, as ações da empresa conseguiram manter o otimismo do mercado nesta quarta-feira.

Ainda para esta semana, aguardamos os resultados da Meta e, posteriormente, de Microsoft e Alphabet.

04:12 — Intervenção no Japão

O Japão está à beira de intervir no câmbio se o iene continuar a enfraquecer. Com as taxas de juros dos EUA e do Japão permanecendo inalteradas, a rápida desvalorização do iene em relação ao dólar pode provocar uma ação oficial.

Além disso, a reação do mercado a recentes dados econômicos dos EUA poderá influenciar uma decisão de intervenção pelas autoridades japonesas.

O iene, que havia atingido os menores valores em 34 anos, se recuperou significativamente após relatos do Nikkei de que o Banco do Japão discutirá a fraqueza da moeda na próxima reunião de política monetária.

Mitsuhiro Furusawa, ex-vice-ministro das Finanças do Japão, considera a possibilidade de um aumento das taxas de juros pelo Banco do Japão já em julho, embora a maioria do mercado não preveja mudanças para a reunião desta semana.

O Japão experimenta um período peculiar: a economia mostra robustez, a inflação dá sinais de aquecimento após décadas de inatividade, e o mercado de ações alcançou recentemente novas máximas históricas.

Apesar disso, a vulnerabilidade do iene é motivo de preocupação, especialmente num contexto em que as taxas de juros nos EUA permanecem altas por um período prolongado. Isso mostra que não são apenas os países emergentes que enfrentam desafios cambiais.

ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO

O Ibovespa futuro amanheceu em alta de 0,45%, aos 127.145 pontos.

O índice acompanha o tom positivo das bolsas internacionais, que sobe em meio às perspectivas de que o Fed possa cortar os juros antes o esperado.

Além disso, balanços do 1T24 também impulsionam os mercados nesta quarta-feira.

ABERTURA DO DÓLAR À VISTA

O dólar à vista iniciou a sessão desta quarta-feira em alta de 0,02%, aos R$ 5,1316.

FUTUROS DE NOVA YORK OSCILAM SEM SINAL ÚNICO

Os índices futuros de Nova York começaram o dia em alta, de olho nos balanços divulgados na noite da última terça-feira (23) e dados regionais.

Contudo, os índices perderam força e devem sofrer ajuste após dois dias de alta. 

Na agenda do dia, as encomendas de bens duráveis em março é destaque lá fora. 

Confira:

  • S&P 500 futuro: +0,10%
  • Dow Jones futuro: -0,04%
  • Nasdaq futuro: +0,50%
BOLSAS DA EUROPA SOBEM

Os principais índices da Europa começaram o dia em alta, dando sequência aos ganhos do pregão anterior. 

Os balanços locais e a perspectiva de que o Fed possa cortar os juros antes o esperado impulsionam as bolsas.

Confira:

  • DAX (Frankfurt): +0,23%
  • CAC 40 (Paris): +0,39%
  • FTSE 100 (Londres): +0,58%
  • Euro Stoxx 600: +0,17%
BOLSAS DA ÁSIA FECHAM EM ALTA

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta quarta-feira, embaladas por Wall Street, que ontem subiu pelo segundo dia consecutivo.

O apetite por risco veio após as bolsas de Nova York avançarem pelo segundo pregão seguido ontem, em reação a PMIs fracos dos EUA, que melhoram as chances de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) adiantar planos de cortar juros, e também a balanços corporativos.

Veja como fecharam as bolsas por lá:

  • Xangai: +0,76%
  • Hong Kong: +2,21%
  • Taiwan: +0,97%
  • Tóquio: +2,26%
  • Kospi: +2,02%
O QUE ROLOU NOS MERCADOS ONTEM?

O Ibovespa até começou a semana com o pé direito, mas hoje faltou impulso para sustentar a continuidade de ganhos da véspera

O Ibovespa fechou com queda de 0,34%, aos 125.148 pontos. O dólar à vista segue enfraquecido e terminou o dia a R$ 5,1304, com baixa de 0,74%.

Por aqui, o Boletim Focus apontou o avanço das projeções para a Selic e para o dólar no fim de 2024. De acordo com a pesquisa semanal, a taxa básica de juros deve terminar o ciclo de cortes a 9,50% ao ano — há um mês, a projeção era de 9% ao ano — e a moeda norte-americana encerrar o ano a R$ 5,00.

No cenário corporativo, a temporada de balanços do primeiro trimestre começou oficialmente, com Usiminas (USIM5) dando uma largada pouco animadora. A companhia reportou resultados aquém do esperado e ações chegaram a cair quase 14%. A expectativa agora é pelos números da Vale (VALE3), previstos para amanhã (24) depois do fechamento dos mercados.

Lá fora, os investidores reagiram a novos dados de atividade econômica nos EUA, que renovaram as apostas de dois cortes nos juros neste ano, além dos balanços corporativos — com destaque para o Spotify, que reportou lucro acima das estimativas e avançou quase 14% na bolsa de Nova York.

Confira o que movimentou os mercados nesta terça-feira (23).

VALE (VALE3): O QUE ESPERAR DO BALANÇO DO 1T24

O salto com vara é uma modalidade olímpica clássica que virou sinônimo de prova com grau de dificuldade elevado. Nesta quarta-feira (24), a Vale (VALE3) divulga os resultados do primeiro trimestre de 2024 após o fechamento do mercado — e o sarrafo da mineradora está bem alto. 

Isso porque a companhia apresentou relatório operacional com dados de produção e vendas que surpreenderam positivamente o mercado, forçando muito bancão a rever em alta as projeções para o balanço do primeiro trimestre do ano

“Este é o primeiro trimestre de que lembramos, em muitos anos, no qual a Vale bate nosso modelo de maneira geral — é apenas um trimestre, mas ainda assim é um sinal encorajador de que o guidance pode estar conservador”, disse o Citi em relatório.

A divulgação dos dados de produção na semana passada foi um alento para a mineradora, que enfrenta um ano terrível na B3. No acumulado do ano, as ações VALE3 registram queda de quase 20% em meio a dúvidas do mercado sobre o crescimento da China e disputas internas no comando da companhia.

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