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O desempenho robusto da Americanas vem na esteira de um balanço melhor que o esperado, enquanto a Oi recupera fortes perdas registradas na semana passada
Após uma semana de forte volatilidade, as ações de duas companhias em recuperação judicial voltam a chamar atenção nesta segunda-feira (18) pelo desempenho notável na bolsa de valores. Oi (OIBR3) e Americanas (AMER3) lideram as altas da B3 hoje.
Por volta das 12h20, as ações ordinárias da companhia de telecomunicações saltavam 109%, cotadas em R$ 2,08, enquanto os papéis preferenciais (OIBR4) subiam 36,4%, a R$ 12,21.
No mesmo horário, a varejista encontrava-se em leilão por oscilação máxima permitida após subir 41,6%, a R$ 13,33.
O desempenho robusto da Americanas vem na esteira de um balanço melhor que o esperado no terceiro trimestre de 2024.
O resultado financeiro foi publicado na semana passada e impulsiona AMER3 desde então, com os papéis acumulando um salto de 350% em cinco dias. Mas, apesar disso, as ações ainda registram uma queda de 93,4% em 2024.
De volta ao balanço, um dos pontos que mais chamou a atenção do mercado foi a entrega do primeiro resultado positivo desde a revelação de uma fraude contábil multibilionária nos resultados da companhia, em janeiro de 2023.
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Entre junho e setembro, a varejista registrou lucro líquido de R$ 10,279 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,630 bilhão apresentado no mesmo trimestre do ano passado. Veja outros destaques do 3T24:
Já o caso da Oi é o oposto. Não se trata de uma continuidade de ganhos, mas sim de uma recuperação após as ações despencarem mais de 75% na semana passada. Você confere com detalhes os quatro principais motivos por trás da derrocada de OIBR3 na B3 nesta matéria.
Vale destacar que os papéis ainda passam por ajustes após o aumento de capital bilionário da companhia, cujos papéis foram entregues aos investidores na semana passada.
A tele emitiu cerca de 264 milhões novas ações ordinárias, com 99% delas sendo destinadas aos credores. O plano de recuperação judicial da empresa previa o abatimento de dívidas em troca de uma participação acionária.
Com o aumento de capital, os acionistas atuais enfrentam uma diluição de aproximadamente 80%, ficando com uma participação minoritária na Oi.
Já os credores financeiros passam a assumir uma participação significativa na empresa. Um deles é a Ashmore Investment Advisors, que informou na última quinta-feira (14) ter alcançando uma fatia de 9,4% da Oi.
Além do aumento de capital, outra novidade no noticiário sobre a empresa é que ela já poderá dar o passo final para desligar os telefones fixos — um serviço que faz pressão sobre as finanças já apertadas.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou na semana passada a minuta do “Termo Único de Autorização” para exploração de serviços de telecomunicações. Essa era a última etapa para oficializar o acordo de mudança de regime firmado com a Oi em julho.
O acordo libera a companhia para sair do modelo de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) e entrar no modelo privado de autorização.
“O desfecho dessa etapa é um pilar fundamental na busca pela viabilidade operacional da companhia, com vistas à superação de sua atual situação econômico-financeira e à continuidade de suas atividades”, disse a Oi em comunicado divulgado na ocasião.
Com o aval da Anatel, a Oi retomará o processo de arbitragem que busca compensações pelos desequilíbrios históricos da concessão. Além disso, após a chancela, a Oi poderá "desligar" o serviço de telefonia fixa nas localidades onde o serviço dá prejuízo.
Mas apenas uma pequena parcela dos clientes passará por essa situação. Isso porque a maior parte dos usuários da Oi também possui a banda larga da operadora. Nesse caso, a empresa deve oferecer, sem custo adicional, a migração da linha fixa para a estrutura da V.tal, que adquiriu recentemente a estrutura de fibra da companhia.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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