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Vídeos em que agora ex-ministro do GSI aparece orientando invasores do Palácio do Planalto veio à tona nesta semana
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta sexta-feira (21) ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que entregue à Corte as imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto captadas durante o ataque de 8 de janeiro deste ano. O prazo para a pasta remeter os vídeos ao Supremo é de 48 horas.
O ministro também derrubou o sigilo do material. "Inexiste sigilo das imagens, com base na Lei de Acesso à Informação", escreveu em seu despacho.
As imagens do circuito de câmeras do Palácio do Planalto se tornaram um assunto politicamente sensível na última semana. A CNN Brasil divulgou registro do agora ex-ministro do GSI Gonçalves Dias interagindo com invasores no Planalto no dia do ataque. Dias deixou o cargo.
O caso tornou inevitável a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito sobre os ataques de 8 de janeiro. O governo inicialmente era contra a criação do colegiado, mas depois da divulgação das imagens de Dias passou a defender a investigação.
O despacho de Moraes também contém outras duas ordens, também para serem cumpridas em 48 horas. O magistrado determina que todos os servidores do GSI identificados nas imagens do circuito interno de câmeras do Planalto sejam interrogados pela Polícia Federal. Além disso, requisitou cópia da investigação interna do GSI sobre as condutas de seus agentes.
Mais cedo, Gonçalves Dias prestou depoimento na sede da Polícia Federal ao longo de 5 horas, após determinação de Moraes. Ele disse que não tem responsabilidade pelos atos de 8 de janeiro e disse que o depoimento é oportunidade de esclarecer os fatos.
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De acordo com a colunista Vera Rosa, do Estadão, o governo foi surpreendido com a divulgação das imagens. Isso porque Lula chegou a pedir a G Dias, segundo relatos de ministros do Planalto, acesso à câmera do circuito interno posicionada para o corredor que dá no gabinete presidencial, no Planalto. O então chefe do GSI alegou, contudo, que a câmera estava quebrada e por esse motivo não havia imagens daquele local durante a depredação em 8 de janeiro.
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