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O presidente brasileiro também falou — de novo — do projeto de uma moeda para o comércio entre os países do bloco e vendeu o novo PAC aos investidores
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poupou os países ricos no discurso desta terça-feira (22) no Fórum Empresarial do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e mandou um recado duro, em especial, para os europeus.
“Não podemos aceitar um neocolonialismo verde que impõe barreiras comerciais e medidas discriminatórias sob o pretexto de proteger o meio ambiente”, afirmou.
A mensagem foi direto no alvo da União Europeia (UE), que vem ampliando leis nas quais produtos de países em desenvolvimento poderiam ser barrados ou sobretaxados caso não cumpram certas determinações ambientais.
O Brasil insiste que a punição não pode ser uma ferramenta para os países lidarem entre si com questões sobre o meio ambiente. Neste sentido, Lula reforçou hoje que o Brics trabalhará para promover um comércio justo, equitativo e previsível.
Lula também aproveitou o palco internacional para defender — de novo — a adoção de moedas nacionais no comércio entre os membros do Brics.
“Ao diversificar fontes de pagamento em moedas locais, expandir sua rede de parceiros e ampliar seus membros, o NDB [Banco dos Brics] constitui uma plataforma estratégica para promover a cooperação entre os países em desenvolvimento”, disse Lula.
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Essa não é a primeira vez que o petista tenta emplacar essa ideia. Na cúpula da Amazônia, o presidente brasileiro já havia mencionado o projeto.
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Lula também usou o fórum para vender obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O presidente brasileiro disse que o novo PAC é “um programa amplo, com muitas oportunidades que podem interessar aos investidores dos países do Brics”.
“Esperamos mobilizar US$ 340 bilhões para modernização da nossa infraestrutura logística com investimento em ferrovias, rodovias, hidrovias, portos e aeroportos”, disse.
Lula falou sobre a integração econômica com a África e defendeu a ampliação das comunicações marítimas e aéreas entre os dois lados do Atlântico.
“É inexplicável que ainda não tenhamos voos diretos entre São Paulo e Joanesburgo, Cairo ou Dakar, essenciais para o aumento do fluxo de pessoas, comércio e turismo”, disse.
Nesse sentido, ele relembrou a proposta do Conselho Empresarial dos Brics para um acordo multilateral de serviços aéreos do grupo contando com as principais autoridades nacionais de transporte de aviação.
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