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No total, Bolsonaro acumulou 158 pedidos para se retirar do cargo durante o mandato, que se encerrou em 31 de dezembro do ano passado
Se Luiz Inácio Lula da Silva disputasse com Jair Bolsonaro os pedidos de impeachment que receberam antes dos 100 dias de governo, o petista levaria a pior.
Neste início de terceiro mandato, Lula já tem seis pedidos na Câmara dos Deputados solicitando a sua retirada do cargo. Na mesma época, em 2019, Bolsonaro tinha dois.
Metade dos pedidos contra Lula foi motivada por declarações públicas do petista. O último deles, feito na quarta-feira (22) pelo deputado Bibo Nunes (PL-RS), cita a afirmação do presidente de que, quando estava preso, queria "foder" o ex-juiz e agora senador Sérgio Moro (União Brasil-PR).
A declaração foi dada por Lula na terça-feira (21) durante entrevista ao vivo para o site 247. Confira detalhes da entrevista.
Outros dois pedidos citam uma declaração de Lula em sua primeira viagem internacional, que teve como destino a Argentina.
Aos hermanos, o petista voltou a dizer que o impeachment de Dilma Rousseff foi um "golpe de Estado", desprezando o processo legal que ocorreu em 2016.
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As duas solicitações, entretanto, foram arquivadas porque foram apresentadas no final de janeiro de 2023, sendo que a atual legislatura se iniciou no dia 2 de fevereiro.
Os outros três pedidos protocolados dispõem de um suposto processo de licitação para compra de móveis de luxo, da responsabilização de Lula pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro e da tentativa do petista em impedir a instalação de CPI e CPMI para investigar os ataques antidemocráticos em Brasília.
Assim como Lula, Bolsonaro também enfrentou pedidos de impeachment — só que em menor número. Na mesma época, o agora ex-presidente tinha duas solicitações para a sua retirada do cargo.
Segundo dados da Câmara dos Deputados, os pedidos alegavam crime de responsabilidade e omissão.
Um deles citava como motivação uma publicação de Bolsonaro "com forte conteúdo pornográfico, a pretexto de crítica ao Carnaval brasileiro".
No total, Bolsonaro acumulou 158 pedidos de impeachment durante o mandato, que se encerrou em 31 de dezembro do ano passado.
O primeiro pedido de impeachment foi apresentado em 5 de fevereiro de 2019, por Antonio Jocelio da Rocha — um cidadão comum —, segundo a assessoria da Câmara, e foi arquivado por problemas técnicos.
O último requerimento foi apresentado em 8 de novembro do ano passado, pelo então senador Jean Paul Prates (PT-RN), que assumiu o comando da Petrobras em janeiro deste ano.
Os pedidos pelo impeachment de Bolsonaro, no entanto, perderam o objetivo, já que ele não é mais o presidente, e a Câmara dos Deputados acabou arquivando todos no dia 31 de janeiro deste ano.
*Com informações da CNN e do Estadão Conteúdo
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