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O chefe do Palácio do Planalto chegou a condenar a forma como a autoridade monetária conduz o regime de metas de inflação e o nível das taxas de juro
As críticas de Luiz Inácio Lula da Silva à autonomia do Banco Central caíram mal para o mercado, que conseguiu fechar em alta nesta quinta-feira (19), é verdade, mas poderia ter avançado muito mais não fossem as declarações indigestas do presidente — e olha que o dia hoje foi marcado pelo pedido de recuperação judicial da Americanas.
À Globonews, em sua primeira entrevista concedida na quarta-feira (18) com exclusividade desde a posse, Lula qualificou como “bobagem” a autonomia do BC.
Aproveitou ainda para criticar a forma como a autoridade monetária conduz o regime de metas de inflação e o nível das taxas de juros. Segundo o presidente, a situação força um arrocho na economia.
Não demorou muito e o próprio presidente do Banco Central respondeu a Lula. Roberto Campos Neto disse que a independência do BC, formalizada em lei, ajuda a diminuir a volatilidade do mercado.
Ele lembrou ainda que a independência foi votada pelo Congresso e chancelada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
"Eu acho que em muitas entrevistas as coisas são tiradas de contexto. De um lado, Lula se orgulha de Henrique Meirelles ter sido independente no BC, e de outro diz que acha que não precisa da lei, porque ele garante a independência sem lei. Mas, olhando para o Brasil, vemos que o mercado seria muito mais volátil se não houvesse a independência em lei. Seria uma questão que adicionaria mais volatilidade na curva longa de juros", disse Campos Neto, em palestra na UCLA Anderson School of Management.
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Este texto faz parte do "Diário dos 100 Dias", uma série do Seu Dinheiro sobre as medidas e ações no início do governo Lula. Se você quiser relembrar como foi o começo da gestão de Jair Bolsonaro, baixe o nosso ebook gratuito.
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