O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A expectativa do governo é de que a medida destrave US$ 4 bilhões da economia para pagar a dívida e estabilizar as mais de 19 cotações diferentes de dólar
O governo argentino anunciou no último domingo (23) um acordo com o FMI para a quitação da dívida bilionária com o fundo. Entretanto, o mecanismo já foi utilizado em outros momentos — e tende a não agradar muito a população local.
Recapitulando, em 2018, a Argentina fechou um acordo com o FMI ainda no governo de Mauricio Macri no valor de US$ 50 bilhões, em razão de dificuldades fiscais.
Em março de 2022, o presidente Alberto Fernández fez uma renegociação daquele acordo com o fundo no valor de US$ 45 bilhões.
No entanto, uma forte seca na lavoura argentina dificultou as exportações do país e o pagamento da dívida ficou praticamente impossível.
Agora, o país anunciou novas medidas para conseguir quitar os débitos: uma desvalorização cambial frente ao dólar.
A expectativa do governo é que a medida consiga destravar US$ 4 bilhões da economia para pagar a dívida e estabilizar as mais de 19 cotações diferentes de dólar.
Leia Também
O pacote consiste em elevar o preço do dólar para a faixa entre 464 a 490 pesos — próximo à taxa cobrada em transações com cartão de crédito —, sendo que algumas cotações serão usadas para fins específicos. Veja alguns exemplos:
A expectativa é de que a ação resulte em uma arrecadação de US$ 1,3 bilhão — ou 0,8% do PIB argentino.
Entretanto, o peso argentino já desvalorizou 54,78% em 12 meses, se contarmos apenas a cotação “oficial” do dólar — aquela praticada pelo Banco Central da Argentina (BCRA).
Em relação a outras cotações menos desfavoráveis, a força da moeda norte-americana é ainda maior.
O ministério da Economia ainda aumentará impostos de alguns produtos para auxiliar na desvalorização do peso.
O chamado PAIS (sigla de Impuesto Para una Argentina Inclusiva y Solidaria) terá uma taxa geral de 7,5% para todas as mercadorias, exceto medicamentos e materiais para combate a incêndio.
Combustíveis, lubrificantes, itens ligados à geração de energia, bem como insumos e bens intermediários ligados à cesta básica, continuarão sem pagar o imposto.
A desvalorização cambial não é algo novo — já foi, inclusive, utilizada pelo Brasil, em um passado não muito distante.
Em primeiro lugar, é preciso saber que as negociações internacionais são feitas majoritariamente com o dólar. Para quem vende, é interessante que essa moeda esteja mais cara.
A desvalorização cambial é interessante para impulsionar as exportações. No caso argentino, pode ser uma saída para ajudar a pagar a dívida com o FMI.
Segundo o ministro da Economia do país e candidato a concorrer nas eleições deste ano, Sergio Massa, as mudanças devem avançar nos próximos dias e, nas palavras dele, “evitar um pacote de medidas mais draconianas”.
Mas há um preço caro a se pagar por essa desvalorização forçada. Isso porque nenhum país é apenas vendedor e precisa importar alguns produtos.
Com o dólar cada vez mais caro, quem paga o preço é a população, que precisa lidar no dia a dia com uma moeda desvalorizada.
Em outras palavras, a inflação — que já está na faixa dos 115% ao ano — pode subir ainda mais.
Os acordos com o FMI costumam ter diversas cláusulas para evitar calotes — o caso argentino é mais especial, tendo em vista que já foram 11 vezes ao fundo.
O acordo de Facilidades Estendidas feito por Alberto Fernández com o FMI lá em 2018 exigia, entre outras medidas, uma “simplificação cambiária”. Em outras palavras, uma desvalorização do peso.
Em contrapartida, a dívida de 4 anos seria estendida para 10 anos. O acordo de facilidades estendidas do Fundo Monetário Internacional tem como expectativa de que “sejam realizadas reformas estruturais para corrigir deficiências institucionais ou econômicas, além das políticas que mantenham a estabilidade macroeconômica”.
Na prática, o FMI passa a ter maior controle sobre a política fiscal dos países devedores.
Em maio deste ano, o BCRA organizou um encontro com entidades financeiras locais para falar sobre os benefícios do uso do yuan como moeda de trocas internacionais e difundir a operação entre os entes do mercado financeiro local.
A Argentina usou uma linha cambial de US$ 18 bilhões, o que impulsionou as transações em moeda chinesa em US$ 285 milhões, o dobro do volume de maio — e isso apenas nos dez primeiros dias de junho.
O uso diário de yuan subiu de 5% em maio, para 28%, nesse mesmo período. Além disso, mais de 500 empresas na Argentina estão de olho no uso da moeda chinesa.
*Com informações do La Nación, Clarín e Chequeado
Governo cubano adota nova estratégia de sobrevivência diante de sanções dos EUA, que ameaçam causar um apagão total no país
De acidente natural a centro nervoso das tensões entre potências, Ormuz mostra como geografia ainda determina quem tem vantagem no tabuleiro mundial
A TAG Investimentos explica como a inteligência artificial está operando uma seleção natural no mercado de trabalho e o que isso significa para a bolsa
Brent sobe 12% em três dias com risco no Estreito de Ormuz; para o banco, Petrobras ganha fôlego para reforçar caixa e sustentar proventos
O Kospi vinha de uma valorização estrondosa de 75% no ano passado, impulsionado pelo hype da inteligência artificial
O banco avalia o choque da alta dos preços do petróleo na região e diz quem ganha, quem perde e como ficam inflação e juros no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no México; confira a análise
Com quedas de até 15% no ano, as empresas de software brasileiras estão no olho do furacão da IA, mas, segundo o Bank of America, a barreira de dados e a chance de proventos ainda pesam mais que o risco tecnológico
Queda de aeronave militar carregada com 18 toneladas de papel-moeda gera onda de saques e vandalismo
As agências de classificação de risco S&P Global, Fitch Ratings e Moody’s lançam um olhar sobre o Oriente Médio e dizem o que pode acontecer se o conflito durar muito tempo
O banco realizou algumas alterações na carteira de ações internacionais em março, com novas oportunidades de ganho em meio ao ciclo de juros do Fed
Bombardeio contra refinaria da Saudi Aramco coloca em xeque produção da petroleira, mas isso já aconteceu no passado — bem no ano de seu IPO bilionário
A disparada do petróleo pode reascender a inflação global, e alguns líderes de bancos centrais ao redor do mundo já estão em alerta
O gringo está injetando dinheiro no Brasil, México e Colômbia, atraído pelo tamanho desses mercados, mas, para o investidor brasileiro, a diversificação para EUA, Ásia e Europa seguem como o mantra dos bons retornos
Com o espaço aéreo fechado desde sábado (28), cidades dos Emirados Árabes Unidos se aliam com hotelaria para administrar milhares de turistas presos no país após ataques iranianos
Para o capital estrangeiro, o Brasil não é um debate político ou fiscal, mas um balcão de oportunidades de valor; entenda por que, para o gringo, o micro das companhias vence o macro do governo — mas não para sempre
Mesmo com os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã afetando o fluxo de petróleo na região, o grupo decidiu elevar a oferta em 206 mil barris por dia
Banco avalia que risco maior está na logística global da commodity e mantém recomendação de compra para ação do setor
Aiatolá Alireza Arafi assume interinamente enquanto Assembleia dos Peritos inicia processo para escolha do novo líder supremo
O aiatolá de 86 anos era o homem mais poderoso do Irã e o chefe de Estado mais longevo do Oriente Médio, ocupando a posição de líder supremo por 35 anos
Depois dos ataques coordenados de EUA e Israel ao Irã neste sábado (28), entenda qual deve ser o posicionamento do governo brasileiro e as implicações do conflito para o País