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Analistas veem oportunidade de cross-seling e reforçam recomendação de compra da ação da companhia, que sobe
A Totvs (TOTS3) anunciou, na noite de ontem (30) que seu Conselho de Administração aprovou a compra da empresa de software-as-a-service (SaaS) Ahgora HCM por R$ 380 milhões.
Baseada em Florianópolis (SC), a Ahgora é especializada em soluções para Recursos Humanos (RH), como relógios de ponto por reconhecimento facial, gestão de escalas e férias, além de treinamento e desenvolvimento. Tem 280 colaboradores e mais de 18 mil clientes.
O contrato de compra e venda estabelece que a Totvs deverá pagar aos vendedores, na data de fechamento da transação, a quantia de R$ 341.550.693,37, devendo reter R$ 8 milhões para fins de ajuste de preço e R$ 10 milhões para fins de garantia.
O fechamento da aquisição depende da consumação de condições precedentes previstas no contrato de compra e venda e de aprovações regulatórias.
Na bolsa brasileira, os investidores reagem bem à notícia. Às 12h40, as ações TOTS3 subiam 0,54%, a R$ 33,49, enquanto o Ibovespa operava perto da estabilidade. Acompanhe nossa cobertura completa de mercados.
Em relatório, o BTG destaca que os produtos da Ahgora são 100% baseados na nuvem e que 95% das suas receitas são recorrentes.
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Sua receita anual recorrente (ARR) é de R$ 84 milhões, e sua receita líquida cresceu a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 45% de 2019 a 2022. A receita média por usuário (ARPU) é de cerca de R$ 390 milhões.
Assim, o pagamento de R$ 380 milhões feito pela Totvs avalia a empresa em 4,5 vezes a relação do seu valor de firma (EV) e sua receita anual recorrente (ARR), nas contas do BTG.
Na visão do banco, a Totvs está pagando um prêmio pela empresa, mas ele “se justifica, devido ao crescimento mais rápido da Ahgora e as oportunidades de vendas cruzadas [cross-sell]”, avaliam os analistas.
Já nas contas do Itaú BBA, a compra avaliou a Ahgora em 11,5 vezes o valor da firma sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) projetado para 2023, contra 14,5 vezes da Totvs; e 3,5 vezes o valor da firma sobre vendas, contra 3,9 vezes da Totvs. Para o banco, a avaliação está em um patamar “de justo a levemente atrativo”.
O BTG lembra que a Totvs, como provedora líder de softwares de RH no Brasil, processa a folha de pagamento de 10 milhões de vidas, enquanto os softwares da Ahgora processam as folhas de 1,8 milhão de vidas, o que corresponde a 18% da base da Totvs.
Assim, os analistas avaliam que as “oportunidades de cross-sell parecem consideráveis”, tanto com a venda de soluções complementares da Ahgora dentro de uma mesma vertical na Totvs, como para outras verticais.
O Itaú BBA também considerou a aquisição da Totvs positiva, por se tratar de um negócio de alto crescimento.
“Na frente operacional, nós recebemos bem o fortalecimento da posição da Totvs num segmento-chave para seu principal negócio, com algumas novas soluções nativas na nuvem no seu portfolio”, dizem os analistas em relatório.
No entanto, lembram, a transação não deve resultar numa grande expansão do mercado total endereçável da companhia, uma vez que a Totvs já operava no segmento.
Apesar da alta de quase 30% no acumulado do ano, as ações da Totvs continuam entre as queridinhas dos analistas.
O BTG se mantém otimista com os papéis, pois considera que a empresa equilibra bem um lado mais defensivo e a capacidade de oferecer crescimento e navegar os mercados de alta.
O Itaú BBA também gosta da ação e fiz esperar uma revisão para cima das estimativas da companhia em breve.
Ambas as casas reforçaram sua recomendação de compra para TOTS3, com preço-alvo de R$ 38 para o BTG e R$ 36 para o Itaú BBA.
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A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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