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Mais cedo, a Petrobras (PETR4) anunciou que vai pagar R$ 24,7 bilhões em dividendos, apesar do medo de que os proventos fosse cortados
Em sua primeira divulgação de resultados sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a Petrobras (PETR4) informou um lucro líquido de R$ 38,156 bilhões no 1T23 nesta quinta-feira (11). Apesar da queda anual de 14,4%, o resultado veio melhor do que o esperado pelo mercado.
De acordo com o consenso da Bloomberg, a expectativa era de que a Petrobras apontaria lucro de R$ 28 bilhões nos três primeiros meses deste ano.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) foi de R$ 72,5 bilhões, uma baixa de 6,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2022, mas também acima do consenso, que previa R$ 68,5 bilhões.
Já a receita líquida foi de R$ 139 bilhões, um recuo de 1,8% ante o mesmo período do ano passado e pouco acima do consenso do mercado, que esperava R$ 138 bilhões em faturamento.
De acordo com o balanço arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o lucro bruto da petroleira foi de R$ 73,311 bilhões entre janeiro e março deste ano, 1,9% menos do que o observado um ano antes.
As despesas operacionais da Petrobras somaram R$ 13,295 bilhões no período, alta de 18,9% na comparação com 2022. Os investimentos da estatal chegaram a US$ 2,5 bilhões durante os primeiros meses do ano, 40% a mais do que o valor aportado em igual período do ano passado.
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Por fim, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre de 2023, enquanto houve ganhos de R$ 2,9 bilhões nos mesmos meses de 2022.
De acordo com a estatal, os acionistas devem receber R$ 1,893577 por ação ordinária e preferencial em circulação, como antecipação relativa ao exercício de 2023, declarada com base no balanço de 31 de março de 2023.
O valor será distribuído da seguinte forma:
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Vale lembrar que, a partir de 13 de junho, as ações serão negociadas "ex-direitos" e passarão por um ajuste na cotação referente aos proventos já alocados. Então você pode optar por comprar a ação agora e ter direito aos dividendos ou esperar a data de corte e adquirir os papéis por um valor menor, mas sem o direito ao provento.
Parte do mercado acredita que essa valorização poderia ser ainda maior se não fosse pela Alea, subsidiária da construtora. É realmente um problema?
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