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O recado mais duro do comunicado já seria razão suficiente para que os juros futuros brasileiros abrissem o dia em forte alta, mas ainda há também uma ressaca à decisão de política monetária do Federal Reserve, da tarde de ontem.
Para muitos, a decisão de política monetária do Banco Central brasileiro divulgada ontem (22) tinha tudo para ser o início de um sonho — com uma sinalização clara de que um corte nos juros estava perto.
É que apesar dos ataques incessantes do governo federal e de uma parcela da sociedade civil — incluindo associações de setores da economia —, o Comitê de Política Monetária (Copom) mandou um recado claro: não há queda dos juros no horizonte e se a inflação continuar em patamares elevados, com a desancoragem das expectativas persistentes, o BC não hesitará em retomar o ciclo de alta.
Ou seja: o sonho foi por água abaixo.
A confiança era tanta que, nas últimas semanas, a curva de juros brasileira passou a precificar uma queda certa da Selic já no segundo semestre do ano. Uma visão que está sendo revista após o balde de água fria deixado pelo Copom.
“Cabe destacar a elevação das projeções de inflação, o aumento da preocupação do Comitê com a desancoragem das expectativas, a manutenção da frase referente à possibilidade de voltar a elevar os juros e a não inclusão, como risco baixista, da possibilidade de o novo arcabouço fiscal ser visto como crível”, aponta Sérgio Goldenstein, estrategista-chefe da Warren Rena.
O recado mais duro do comunicado já seria razão suficiente para que os juros futuros brasileiros abrissem o dia em forte alta, mas ainda há também uma ressaca à decisão de política monetária do Federal Reserve, da tarde de ontem.
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Apesar dos juros americanos terem tido uma alta compatível com a expectativa do mercado — 0,25 ponto percentual —, Jerome Powell, presidente do Fed, acabou arruinando os sonhos de um corte nos juros ainda em 2023 na terra do Tio Sam.
Assim, o dia é de um ajuste duplo nas expectativas, com os juros se inclinando ao longo de toda a curva, mas principalmente na ponta mais curta. Acompanhe:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F24 | DI Jan/24 | 13,21% | 13,01% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 12,25% | 12,03% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 12,27% | 12,07% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 12,47% | 12,29% |
| DI1F28 | DI Jan/28 | 12,68% | 12,50% |
| DI1F29 | DI Jan/29 | 12,92% | 12,74% |
Se nas últimas semanas o alívio na curva de juros serviu para impulsionar as ações de setores muito dependentes de um patamar mais confortável da Selic para que seus negócios caminhem de forma mais saudável, hoje a reação é contrária — com empresas de varejo e tecnologia puxando as perdas do Ibovespa, com as ações em forte queda.
Isso acontece porque essas companhias dependem muito do crédito barato — seja para vender os seus produtos para famílias que hoje veem a sua renda sendo estrangulada, ou seja para financiar os seus projetos de crescimento. Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados.
Assim, o Magazine Luiza (MGLU3) despontam como o pior desempenho do dia, em queda superior a 10%. Outras varejistas acompanham, como é o caso da Petz (PETZ3) e da Via (VIIA3). Confira:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 3,16 | -11,98% |
| PETZ3 | Petz ON | R$ 5,95 | -5,25% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 1,87 | -6,03% |
| CASH3 | Meliuz ON | R$ 0,99 | -3,88% |
Veja a tabela completa com os piores desempenhos do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 3,16 | -11,98% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | R$ 6,71 | -6,68% |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 6,17 | -7,22% |
| MRVE3 | MRV ON | R$ 7,02 | -6,40% |
| AZUL4 | Azul PN | R$ 11,49 | -6,43% |
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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