Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Danielle Fonseca

SONHO GRANDE

Petrobras (PETR4) faz 70 anos: CEO fala em ver empresa integrada, “do poço ao posto” e analisa volta à Venezuela

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, falou durante cerimônia de aniversário da companhia hoje e deu entrevista ao programa Roda Viva ontem

Danielle Fonseca
3 de outubro de 2023
14:27
Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, sorrindo e acenando com positivo em evento do aniversário da estatal
Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, em aniversário de 70 anos da estatal - Imagem: Divulgação

Os últimos dias foram cheios para o presidente da Petrobras (PETR4), Jean Paul Prates, que tem dado uma série de entrevistas em meio à comemoração de 70 anos de existência da estatal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assunto não faltou, com declarações sobre a possível recompra de refinarias, a política de preços de combustíveis, uma eventual volta ao mercado venezuelano, a exploração da Margem Equatorial, o futuro da Braskem e a transição energética.

Prates ainda disse que o sonho de uma empresa integrada, “do poço ao posto", segue vivo, ao participar de evento de comemoração de aniversário da empresa no centro de pesquisas da empresa, no Rio de Janeiro, há pouco.

O Seu Dinheiro separou os principais pontos falados pelo executivo no evento e na entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira (2), que dão pistas do direcionamento que a petroleira está tomando sob a nova gestão, indicada pelo governo Lula.

Petrobras estuda como a Chevron entrou na Venezuela

Um dos temas que veio à tona foi uma eventual entrada no mercado da Venezuela, que é um dos principais produtores mundiais de petróleo, mas cuja economia entrou em colapso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Prates, a Petrobras está estudando como a Chevron Corp. conseguiu retomar as operações na Venezuela para ver se faz sentido para a estatal brasileira voltar a atuar no país.

Leia Também

Oportunidades de negócios não só no mercado venezuelano, mas na Bolívia, estariam sendo avaliados por causa do potencial dos dois países no setor petrolífero. O executivo negou que a questão seja influenciada por visões políticas.

"Faz sentido para a Petrobras voltar a olhar para os países mais ricos em reservas de hidrocarbonetos", afirmou durante entrevista no programa Roda Viva.

Ainda em relação à Venezuela, o executivo afirmou que a deterioração da indústria petroleira local torna o país atrativo para a Petrobras. "[O cenário] não é bom para o país, embora seja algo a se olhar, mas não é a Petrobras que vai carregar a Venezuela nas costas", afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto à Bolívia, destacou a importância de parcerias com o país na área do gás. "Nós temos um gasoduto, temos uma ponte ligando a Bolívia, e os regimes contratuais foram se deteriorando a ponto dos investimentos terem caído. Aparentemente, as reservas locais acabaram, mas ainda há reservas de gás no país."

Política de preços de combustíveis da Petrobras

Uma das principais preocupações de investidores quando há mudanças na gestão da Petrobras, a política de preços dos combustíveis adotada pela companhia também foi alvo de perguntas de jornalistas. 

Sobre isso, Prates reiterou que a estatal tem total independência na definição dos preços. "O governo não manda a gente subir, nem descer, nem segurar, nada disso", afirmou.

O presidente da Petrobras também disse que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nunca prometeu que os preços dos combustíveis não subiriam mais e que o país deixaria de lado referências internacionais ao "abrasileirar" as tarifas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O executivo avalia que não levar em consideração os preços internacionais do petróleo "seria uma temeridade, porque nós não só importamos ainda parte dos produtos, como estamos inseridos na comunidade internacional."

E a recompra de refinarias da Petrobras?

Jean Paul Prates afirmou concordar com o entendimento do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre a necessidade de recompra de refinarias. 

Ele mencionou haver uma análise em curso para a recuperação da capacidade de refino da estatal, mas sem dar detalhes sobre o tema.

"Eu concordo politicamente com as falas do ministro de Minas e Energia sobre recomprar refinarias. A análise está em curso, mas não podemos falar publicamente", afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Questionado sobre a acusação de a estatal estar realizando práticas predatórias de mercado, vendendo petróleo com preços diferentes entre as refinarias próprias e unidades privadas, o executivo acrescentou que a Petrobras tem o direito de fazer a integração vertical de seus negócios.

Prates acrescentou ainda que estuda, dentro do mercado de refino, a expansão da capacidade de produção de biocombustíveis, destacando o plano de investimentos realizado pela Acelen, empresa criada pelo Mubadala Capital.

"Uma parceria com a refinaria da Bahia (Acelen) nos parece uma aproximação válida. Temos um projeto grande sobre biocombustíveis, onde a Petrobras tem terras na região", afirmou Prates.

Venda da fatia da Petrobras e Novonor na Braskem

Outra questão que está sem definição e segue sendo alvo de questionamentos é o que a Petrobras vai fazer em relação a uma eventual venda da Braskem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A estatal é sócia da Novonor (antiga Odebrecht) na petroquímica e se especula sobre ofertas de empresas interessadas em comprá-la já há alguns anos.

Prates disse que a petrolífera tem interesse em manter a sua posição acionária na Braskem e que a expectativa é que ocorra uma definição em relação à venda da fatia da Novonor, no máximo, até janeiro do ano que vem.

Questionado sobre a possibilidade da petroleira dos Emirados Árabes Unidos Adnoc comprar a Braskem, o executivo afirmou haver uma tendência global de empresas de exploração e produção em comprar companhias do setor petroquímico.

"A Adnoc é uma empresa integrada. Ela é petroleira e também petroquímica. A tendência global está no sentido desses negócios se reacoplarem", afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Petróleo em alta: por que a Petrobras (PETR4) não é recomendada para 'surfar o boom' da commodity?

Exploração de petróleo na Margem Equatorial 

Jean Paul Prates também voltou a defender o avanço da exploração de petróleo na Margem Equatorial, no litoral do Norte e Nordeste do Brasil, que vem sendo considerada a nova fronteira de reservas no país. 

Segundo Prates, a licença ambiental de perfuração de dois poços na Bacia de Potiguar (litoral do Rio Grande do Norte), que faz parte da Margem Equatorial e foi confirmada ontem pelo Ibama, é "um belíssimo começo em direção ao Amapá".

Para ele, a Petrobras ainda é “o melhor, se não o único, operador capaz de fazer a operação na Margem Equatorial com total segurança".

A eventual exploração da região próxima à foz do Rio Amazonas tem sido criticada por ambientalistas e o Ibama já negou um pedido de licença no local. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, o executivo ainda defende que "o Brasil tem direito de saber se há petróleo no país”, sendo que há expectativas de que os poços da Margem Equatorial tenham grandes reservas.

Relação da Petrobras com a China

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, reconheceu a China como um importante parceiro para a transição energética. 

O executivo destacou sinergias que podem ser aproveitadas entre a estatal e empresas chinesas na área petroquímica, química e de desenvolvimento de novas rotas tecnológicas para a descarbonização.

"Os chineses podem participar dos futuros projetos de descarbonização. Tivemos três acordos assinados com os três principais bancos da China", afirmou Prates durante entrevista ao programa Roda Viva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na área da indústria química, Prates avaliou sinergias em potencial entre empresas chinesas e a Petrobras para impulsionar a produção de combustíveis por meio do coprocessamento, que aproveita fontes renováveis em conjunto com produtos de origem fóssil.

O presidente da Petrobras acrescentou ainda a possibilidade de parcerias para a entrada de empresas chinesas, com direito a participação nos projetos, para a frente de eólicas offshore.

Com informações do Estadão Conteúdo e da Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PROTEÇÃO

Com R$ 1,3 bilhão em dívidas, Alliança Saúde (AALR3) pede socorro contra RJ e recebe liminar para negociar dívidas

20 de março de 2026 - 12:32

A Alliança, ex-Alliar, pediu uma suspensão de débitos por 60 dias, alegando a necessidade de evitar uma recuperação judicial

TRANSIÇÃO

Antigo conhecido do Santander: quem é Gilson Finkelsztain, que deixará a B3 para assumir o cargo de CEO no banco

20 de março de 2026 - 10:33

Entre 2017 e 2026, a B3 mais que dobrou sua receita, ampliou o número de produtos disponíveis ao investidor e abriu novas frentes de negócios

DINHEIRO NA CONTA

Proventos na veia: Lojas Renner (LREN3) e Cemig (CMIG) anunciam mais de R$ 875 milhões em JCP; veja detalhes

20 de março de 2026 - 9:30

Renner paga em abril, enquanto Cemig parcela até 2027; ambas definem corte em 24 de março e reforçam a volta dos proventos ao radar em meio à volatilidade do mercado

FALTA DE VISIBILIDADE

Como a guerra no Irã fez a Riachuelo (RIAA3) desistir de oferta de ações que ajudaria na expansão da companhia

20 de março de 2026 - 8:31

Com planos de expansão no radar, varejista pausou captação de até R$ 400 milhões diante da volatilidade global e mantém foco em execução operacional e crescimento da financeira

O BOM FILHO À CASA TORNA

Troca de guarda: Gilson Finkelsztain deixa a B3 para assumir a presidência do Santander Brasil

19 de março de 2026 - 19:55

A saída de Leão ocorre após quatro anos no posto; executivo deixa de herança um plano para o ROE do banco chegar a 20% até 2028. Saiba também quem pode comandar a B3.

ILUMINADA!

Os R$ 50 bilhões da Eneva (ENEV3): empresa flerta com valor de mercado inédito após leilão histórico

19 de março de 2026 - 16:43

Na véspera, as ações da companhia do setor elétrico subiram 15%, embaladas pelo sucesso do certame; CEO fala em oportunidades à frente

ENTRE QUEDA E OPORTUNIDADE

O ‘roxinho’ ficou barato? UBS eleva recomendação do Nubank e vê oportunidade de valorização à frente

19 de março de 2026 - 15:47

Ação do banco digital caiu em 2026, mas analistas enxergam descompasso entre preço e fundamentos — e oportunidade para o investidor

DESTAQUES DO MERCADO

PicPay supera expectativas no balanço do 4T25, mas não escapa de queda forte na Nasdaq. O que dizem os analistas?

19 de março de 2026 - 14:21

Apesar de lucro e receita acima do esperado na fintech, o mercado reage ao contexto geopolítico, com maior aversão ao risco no pregão

RECOMENDAÇÃO NEUTRA

Dívidas e inflação: o desafio está maior para frigoríficos, e BTG recomenda cuidado com ações da MBRF (MBRF3) e Minerva (BEEF3) após 4T25

19 de março de 2026 - 12:15

O BTG Pactual manteve recomendação neutra para MBRF (MBRF3) e Minerva Foods (BEEF3) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25)

DE SAÍDA

Dívidas, perdas e pressão: Nelson Tanure deixa conselho da Light (LIGT3) em meio a polêmicas e investigações

19 de março de 2026 - 11:32

Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia

DINHEIRO ESQUECIDO?

Quase R$ 800 milhões parados no FGC: milhares de investidores ainda não foram buscar dinheiro do Banco Master

19 de março de 2026 - 10:32

Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu

DIRETO PARA O BOLSO

Tim (TIMS3) pagará R$ 390 milhões em JCP aos investidores; veja quem recebe o benefício

19 de março de 2026 - 10:03

O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026

DÍVIDAS

CSN (CSNA3) confirma fase final de negociação de empréstimo, com a venda da CSN Cimentos como garantia

19 de março de 2026 - 9:22

A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas

BALANÇO

PicPay apresenta o primeiro resultado desde o IPO, com lucro 136% maior no 4T25

18 de março de 2026 - 19:51

O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024

DISPUTA NO LAST MILE

Na guerra do e-commerce, vence o mais rápido: FII fecha contrato com Mercado Livre (MELI34) para galpão logístico sob medida em São Paulo

18 de março de 2026 - 16:01

O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo

INVESTOR DAY

Rombo do FGC bate à porta de banco capixaba: Banestes terá que desembolsar R$ 120 milhões após crise no Master, diz CFO

18 de março de 2026 - 15:33

Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração

VEM MAIS UM RESFRIADO AÍ?

Hapvida (HAPV3) cai até 6% com prévia da ANS e expectativa pessimista para o balanço do 4T25; o que pesou nas ações?

18 de março de 2026 - 15:05

O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo

ADEUS AO BRASIL?

Café com pipoca: 3corações compra marcas Yoki e Kitano por R$ 800 milhões, e General Mills deixa operações no Brasil

18 de março de 2026 - 9:39

3corações reforça presença na mesa do brasileiro, do café da manhã ao jantar. Essa é a segunda vez que a General Mills vende suas operações no Brasil

NOVOS CEOS NO PEDAÇO

Cury (CURY3): troca no comando depois de três décadas traz algum risco? BTG Pactual responde

17 de março de 2026 - 18:39

Transição para modelo de co-CEOs com executivos da casa não preocupa o banco, que vê continuidade na estratégia e reforço na execução da companhia

DESDOBRAMENTO DAS CRISES

Adeus, Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3): dupla com recuperações extrajudiciais é cortada do Ibovespa

17 de março de 2026 - 17:45

Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar