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Essa nova supermáquina terá capacidade para mais de 250 chips ultramodernos da Nvidia, que unem o processamento de grandes bancos de dados
Repleto de ironia, o livro Guia do Mochileiro das Galáxias já nos deu pistas do que seria uma inteligência artificial (IA) super avançada. E a Nvidia parece querer trazer a ficção para a realidade ao anunciar o projeto de uma espécie de Pensador Profundo — supercomputador da franquia com respostas para a vida, o universo e tudo mais.
A empresa fabricante de chips que tocou os US$ 1 trilhão de valor de mercado entrou no radar dos investidores após ser apontada como uma das principais no ramo de desenvolvimento de tecnologias focadas em IAs.
Em um evento na última segunda-feira (29) em Taipei, capital de Taiwan, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, revelou o projeto de um novo supercomputador projetado para ajudar no desenvolvimento de novas tecnologias focadas em IA para os clientes da empresa — entre eles, Google, Meta (dona do Facebook) e Microsoft.
Essa nova máquina poderia agregar até 256 chips do tipo Grace Hopper da Nvidia — também chamados de “superchips” e que combinam processamentos de CPU e GPU — para trabalhos de computação em larga escala.
Em resumo: seria uma supermáquina de poder computacional excepcionalmente alto — digna da comparação com a personagem do livro de Douglas Adams.
“Estamos agora no ponto de inflexão para uma nova era da computação impulsionada por IA, que foi adotada por quase todas as empresas de computação e nuvem do mundo”, disse Huang no evento.
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O anúncio impulsiona os papéis da Nvidia no pregão de hoje. As ações da empresa de tecnologia sobem 4,69%, negociadas a US$ 407,79 no pré-mercado em Nova York — o que parece pouco após o rali da semana passada, quando dispararam mais de 25%. Assim, o valor de mercado da companhia volta a encostar na casa de US$ 1 trilhão.
Quem não está familiarizado com o mundo tech pode achar que computação em nuvem, inteligência artificial e supercomputadores estão muito distantes do seu dia a dia. Na visão do CEO da Nvidia, isso também deve mudar.
Huang demonstrou na prática o que a IA pode fazer, incluindo obter um programa para escrever uma pequena música pop — naturalmente elogiando a Nvidia — com apenas algumas palavras de instrução.
“A barreira da programação está incrivelmente baixa. Nós fechamos a divisão digital, todo mundo é um programador agora — você só precisa dizer algo ao computador", disse.
Mas por que a Nvidia foi a escolhida como a empresa preferida para o setor de IA?
Recapitulando, o treinamento de IAs generativas — ou seja, aquelas trabalhadas para dar respostas com informações pré-existentes — exige uma grande capacidade de processamento de dados. E os chips da Nvidia estão na frente nesse sentido, na visão dos analistas.
Vale ressaltar que, recentemente, as placas de vídeo da Nvidia saíram do mundo dos jogos para realizar a mineração de bitcoin (BTC) devido à alta capacidade de processamento.
A pergunta que fica é: apesar desse supercomputador não ser voltado para público do varejo, alguém terá coragem de questionar se a resposta para tudo ainda é 42?
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