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Os acionistas, porém, não mencionam qualquer possibilidade de capitalização para a recuperação da empresa
Após 11 dias do fato relevante que derrubou as ações da Americanas (AMER3), resultou nas renúncias do presidente da companhia Sergio Rial e do diretor financeiro André Covre e colocou em xeque as operações "risco sacado" do setor varejista, os três maiores acionistas falaram pela primeira vez sobre o rombo na ordem de R$ 20 bilhões.
Em comunicado, divulgado há pouco, Jorge Paulo Lemann, Marcell Telles e Carlos Alberto Sicupira afirmaram que "jamais tiveram conhecimento" da inconsistência contábil.
Além disso, os três bilionários também garantiram que a empresa tem sido gerida, nos últimos 20 anos, por "executivos considerados qualificados e de reputação ilibada".
Portanto, assim como todos os demais acionistas, credores, clientes e empregados da companhia, acreditávamos firmemente que tudo estava absolutamente correto.
Por fim, os três acionistas mencionaram que a consultoria PwC e as instituições financeiras, com as quais a Americanas (AMER3) mantinha operações, denunciaram "qualquer irregularidade" nas contas da varejista.
Vale ressaltar também, em nenhum momento, o documento informa sobre alguma capitalização para a recuperação da empresa.
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Confira a nota pública na íntegra:
"Usamos dessa mesma clareza para esclarecer de modo categórico e a bem da verdade que:
1) Jamais tivemos conhecimento e nunca admitiríamos quaisquer manobras ou dissimulações contábeis na companhia. Nossa atuação sempre foi pautada, ao longo de décadas, por rigor ético e legal. Isso foi determinante para a posição que alcançamos em toda uma vida dedicada ao empreendedorismo, gerando empregos, construindo negócios e contribuindo para o desenvolvimento do país.
2) A Americanas é uma empresa centenária e nos últimos 20 anos foi administrada por executivos considerados qualificados e de reputação ilibada.
3) Contávamos com uma das maiores e mais conceituadas empresas de auditoria independente do mundo, a PwC. Ela, por sua vez, fez uso regular de cartas de circularização, utilizadas para confirmar as informações contábeis da Americanas com fontes externas, incluindo os bancos que mantinham operações com a empresa. Nem essas instituições financeiras nem a PwC jamais denunciaram qualquer irregularidade.
4) Portanto, assim como todos os demais acionistas, credores, clientes e empregados da companhia, acreditávamos firmemente que tudo estava absolutamente correto.
5) O comitê independente da companhia terá todas as condições de apurar os fatos que redundaram nas inconsistências contábeis, bem como de avaliar a eventual quebra de simetria no diálogo entre os auditores e as instituições financeiras.
6) Manifestamos mais uma vez nosso compromisso de integral transparência e de total colaboração em tudo que estiver ao nosso alcance para esclarecer todos os fatos e suas circunstâncias.
7) Lamentamos profundamente as perdas sofridas pelos investidores e credores, lembrando que, como acionistas, fomos alcançados por prejuízos.
8) Reafirmamos o nosso empenho em trabalhar pela recuperação da empresa, com a maior brevidade possível, focados em garantir um futuro promissor para a empresa, seus milhares de empregados, parceiros e investidores e em chegar a um bom entendimento com os credores.
Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira
A derrocada da Americanas (AMER3) começou no último dia 11, com a publicação de um fato relevante, após o fechamento de mercados.
No comunicado, apenas duas informações conseguiram abalar os dias seguintes da varejista: uma "inconsistência contábil" de R$ 20 bilhões e as renúncias do CEO, Sergio Rial, e o diretor financeiro, André Covre, que haviam assumido os postas a menos de 10 dias de casa.
No dia seguinte, a resposta não foi outra: os papéis da Americanas no Ibovespa ficaram em leilão por oscilação máxima permitida até o começo da tarde. Por volta das 14h25, as ações caíram 76% — o que, no final do dia, resultou em uma perda de R$ 8,4 bilhões em valor de mercado.
Desde então, as ações da varejista seguiram em queda — com alguns alívios, à espera de algum pronunciamento dos principais acionistas: Jorge Paulo Lemann, Marcell Telles e Carlos Alberto Sicupira. Até que, a dívida total foi novamente ajustada e agora está na ordem de R$ 43 bilhões.
Além disso, bancos credores — o BTG Pactual, por exemplo — conseguiram liminares para bloquear em recursos da varejista como garantia para não sofrerem o "calote".
Em resumo, a Americanas (AMER3), com apenas R$ 250 milhões em caixa, entrou com o pedido de recuperação judicial da empresa, que foi aceito na última quinta-feira (19). Com a oficialização, o processo tornou-se o quarto maior já visto no Brasil, ficando atrás somente das ações da Odebrecht (R$ 98,5 bilhões), da Oi (R$ 65,4 bilhões) e da Samarco (R$ 50 bilhões).
Por fim, os papéis da Americanas (AMER3) foram excluídas do Ibovespa e de mais 13 índices da B3. Mas, a história da recuperação judicial e novos desdobramentos da varejista devem seguir por um bom tempo adiante.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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