Agora vai? Americanas (AMER3) fecha acordo com parte dos credores e revela como fará aumento de capital bilionário
Varejista obteve o apoio formal de credores que representam mais de 35% da dívida da companhia ao plano de recuperação judicial

A Americanas (AMER3) ficou mais perto de colocar de pé o complexo plano de recuperação judicial. Após uma longa negociação, a varejista anunciou que obteve o apoio formal de credores que representam mais de 35% da dívida da companhia ao plano de recuperação judicial.
A adesão pode aumentar, já que outros credores com os quais a empresa negocia indicaram interesse em apoiar o plano, de acordo com a companhia. Se isso acontecer, a Americanas pode contar com o voto de mais da metade dos credores na assembleia (AGC) que acontece no dia 19 de dezembro.
Em linhas gerais, o plano de recuperação da Americanas prevê um aumento de capital de pelo menos R$ 24 bilhões.
Parte dos recursos virá da conversão de até R$ 12 bilhões da dívida em ações pelos credores. Os outros R$ 12 bilhões virão dos acionistas de referência — o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira — que se comprometeu a colocar dinheiro novo para tapar parte do rombo contábil bilionário.
Se tudo ocorrer conforme o plano, a Americanas reduzirá o endividamento de R$ 42,5 bilhões para R$ 1,875 bilhão, de acordo com os cálculos da companhia.
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Americanas (AMER3): aumento de capital com bônus de subscrição
Junto com o acordo com os credores, a Americanas deu mais detalhes sobre como fará o aumento de capital dentro do processo de recuperação.
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O preço por ação será equivalente à cotação média de mercado ponderada por volume (VWAP) nos últimos 60 dias corridos que antecederem a véspera da assembleia de credores.
Além disso, a empresa vai conceder um bônus de subscrição para cada 3 ações emitidas, como vantagem adicional, com preço de exercício de R$ 0,01.
As ações da Americanas (AMER3) recuperaram uma pequena parte das perdas e subiram 25% nos últimos dias, após a divulgação do balanço atrasado de 2022.
Na sexta-feira, a empresa era avaliada em R$ 1 bilhão na B3, com os papéis cotados a R$ 1,10. Desde a revelação do rombo contábil, em janeiro deste ano, a varejista perdeu mais de 90% do valor na bolsa.
Vale destacar a Americanas precisa aprovar as condições do aumento de capital com os acionistas. Aliás, essa é uma das condições que os credores colocaram para apoiar o plano de recuperação na AGC.
Americanas consegue linha de crédito extra
Além do apoio formal ao plano de recuperação, a Americanas conseguiu desses credores garantia firme para uma linha de fianças bancárias ou seguros-garantia num volume de R$ 1,5 bilhão.
Essa linha ficará disponível por um período de dois anos após a conclusão da reestruturação ou até o encerramento da recuperação judicial, o que ocorrer primeiro, ainda de acordo com a companhia.
Em contrapartida dessa garantia firme, esses credores vão assegurar o direito de receber uma parcela também de R$ 1,5 bilhão. Esse valor se refere ao pagamento antecipado com desconto de até R$ 6,7 bilhões aos bancos previsto no plano de recuperação judicial.
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