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Presidente do Banco Central se disse disponível para conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva

A troca de farpas entre o Banco Central e o governo Lula parecem longe de terminar. Na última sexta-feira, o presidente da entidade, Roberto Campos Neto, rebateu as críticas à Selic em 13,75% e disse que a culpa do crédito caro no Brasil é do governo.
"Se você, empresário, está tentando pegar um dinheiro e está caro, a culpa não é do BC, porque é malvado, a culpa é do governo, que deve muito", disse o chefe do BC em entrevista ao programa do empresário Abílio Diniz na CNN Brasil.
De acordo com Campos Neto, quando o governo faz uma emissão de títulos públicos longa, com taxa real acima de 6%, isso é uma percepção de longo prazo que mostra que existe um risco que justifica a taxa de juros real de 6%.
O presidente do BC também destacou que a meta de inflação, que vem sendo criticada pelo governo e por alguns participantes do mercado, é determinada pelo próprio governo e não pelo BC. Campos Neto garantiu que a missão da autoridade monetária é levar a inflação para a meta com o menor custo para as famílias e para as empresas.
"Sempre gostaríamos de ter juros baixos, estáveis e crédito crescendo", ressaltou.
O presidente do BC defendeu, ainda, que nem o Executivo nem a autarquia falem sobre a meta de inflação em público, pois isso pode ter impacto no mercado, principalmente nas expectativas dos participantes. De acordo com Campos Neto, se o Executivo fala sobre a meta, o mercado entende que ela será modificada.
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O mandatário do Banco Central aproveitou, ainda, para se colocar disponível para conversar com o presidente Lula a "qualquer hora e qualquer momento". Campos Neto disse que tem tentado marcar reuniões com ministros do governo, mas nem sempre consegue.
Ele também elogiou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dizendo que ele tem feito um "esforço grande" para reequilibrar as contas públicas e ressaltou que tem boa convivência com o chefe da pasta.
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