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Confira os prazos para conseguir vender os ativos e receber o saldo correspondente; a partir de sexta-feira (20), novas transações não serão permitidas
*CORREÇÃO: Por um erro da redação, a matéria original informava de forma incorreta que a partir de 16 de outubro a Xtage fará a venda compulsória dos ativos. A data correta é 16 de dezembro. Segue a íntegra da nota corrigida:
Quando a Xdex, a corretora de criptomoedas criada pelos sócios da XP, anunciou que encerraria suas atividades em março de 2020, não demorou muito para que o bitcoin (BTC) disparasse.
Agora, a história se repete — não com o avanço do BTC, mas com o fim de outro negócio ligado ao mundo cripto e administrado pela corretora.
A Xtage, exchange de criptomoedas da XP, anunciou nesta quarta-feira (18) que encerrará suas atividades. Transações, saques e aberturas de contas serão suspensas a partir de 20 de outubro de 2023.
A corretora não informou os motivos para a decisão, mas o bitcoin e outras criptomoedas patinam junto com os ativos de risco em uma pista de juros altos, especialmente nos EUA, e de incertezas ligadas às guerras na Ucrânia e em Israel.
Com o encerramento das atividades da Xtage, não será possível comprar, vender ou até mesmo sacar criptomoedas que fazem parte da plataforma.
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Além disso, a Xtage não permitirá a portabilidade de saída dos usuários, ou seja, o saldo remanescente em criptomoedas não poderá ser transferido para outras plataformas.
Com isso, os clientes terão até 15 de dezembro deste ano para vender os ativos. A partir do dia 16 de dezembro, a Xtage fará a venda compulsória de todos os "ativos que não tiverem sido negociados e depositará o valor correspondente na conta digital do cliente mantida na XP".
A plataforma informa ainda que não haverá cobrança de tarifas ou corretagem em todas as operações nesse período e dará todo suporte necessário via assessores.
Quando encerrou as atividades da Xdex, em março de 2020, a XP disse ter tomado a decisão baseada em questões externas, competição de mercado e poucos avanços regulatórios.
Dois anos depois, a corretora criou a Xtage, que entrou no mercado de criptoativos com a promessa de oferecer uma plataforma de negociação inovadora e segura no Brasil, combinando a expertise da XP em serviços financeiros tradicionais com a crescente demanda por ativos digitais no país.
O fim das atividades no segmento pela segunda vez, pode ser um novo exemplo do tamanho dos desafios enfrentados pela empresa em consolidar a operação de ativos digitais no mercado brasileiro.
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