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O Banco Central acaba de publicar as diretrizes e regulamentações para os primeiros testes do chamado projeto piloto do real digital (ou Piloto RD, como é chamado pelo BC)
O desenvolvimento do real digital (RD) continua a todo vapor para ser lançado ainda em 2024. A chamada “criptomoeda brasileira” — ou, como é o nome oficial, a Central Bank Digital Currency(CBDC) — agora entrará na primeira fase de testes com empresas interessadas em desenvolver o projeto.
O Banco Central acaba de publicar as diretrizes e regulamentações para os primeiros testes do chamado projeto piloto do real digital (ou Piloto RD, como é chamado pelo BC).
Na prática, a autoridade monetária quer colocar em prática as aplicações da moeda virtual levantadas nas últimas rodadas de conversas com o mercado.
Serão selecionadas até 10 instituições, que precisam cumprir alguns critérios e procedimentos previstos no regulamento do Piloto RD.
Algumas entidades ainda poderão participar como observadores dessa etapa — elas também precisarão estar de acordo com as exigências específicas do Comitê Executivo de Gestão (CEG), grupo criado para coordenar o projeto.
Confira o episódio desta semana do quadro A Dinheirista, em que a repórter Julia Wiltgen resolve esse e mais casos cabeludos envolvendo dinheiro. Confira:
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O Comitê receberá as propostas das empresas e desenvolvedores interessados em participar do Piloto RD a partir da semana que vem, entre os dias 2 e 12 de maio.
É exigência do BC que as instituições interessadas tenham autorização da autarquia, capacidade de testes de emissão, resgate e transferência de ativos financeiros — dentro das especificidades do seu modelo de negócios, destaca o BC.
Além disso, será preciso conseguir simular fluxos financeiros e outros cenários de estresse do sistema.
A adesão só será formalizada após a assinatura do Termo de Participação e a submissão de proposta de candidatura no projeto-piloto. Os interessados podem fazê-lo pelo endereço de e-mail piloto.rd@bcb.gov.br dentro do período citado acima.
O real digital nada mais é do que a representação virtual da moeda corrente brasileira. Ele foi criado pelo Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (LIFT) do Banco Central, em uma edição especial chamada LIFT Challenge.
Essa moeda funciona com base na tecnologia que criou as criptomoedas, uma rede de tecnologia de registro distribuído (Distributed Ledger Technology, ou DLT em inglês). Esse é o nome chique usado para blockchain.
Para saber mais sobre o real digital, não deixe de conferir a nossa matéria especial com 7 perguntas e respostas — com direito a falas do Fábio Araújo, coordenador dos trabalhos sobre a CDBC.
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