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O sentimento dos investidores também segue positivo no mercado de criptomoedas. De acordo com o Fear & Greed Index, o mercado deixou a aversão ao risco de lado e está indo às compras
As maiores criptomoedas do mundo conseguiram registrar ganhos expressivos na última semana. A crise bancária na Europa e Estados Unidos abriu espaço para que os tokens voltassem a subir, em especial o bitcoin (BTC), que superou as máximas do ano duas vezes nos últimos 14 dias.
O sentimento dos investidores também segue positivo no mercado de criptomoedas. De acordo com o Fear & Greed Index (“índice de medo e ganância”, na tradução do inglês), o mercado deixou a aversão ao risco de lado e está indo às compras.
Confira o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:
| # | Name | Price | 24h % | 7d % | YTD % |
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 28.009,65 | -0,66% | 13,00% | 68,73% |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 1.762,89 | -0,95% | 4,41% | 45,99% |
| 3 | Tether (USDT) | US$ 1,00 | -0,25% | 0,35% | 0,25% |
| 4 | BNB (BNB) | US$ 335,05 | -1,30% | 8,16% | 36,67% |
| 5 | USD Coin (USDC) | US$ 0,9984 | -0,13% | 0,06% | -0,09% |
| 6 | XRP (XRP) | US$ 0,3931 | 2,36% | 5,65% | 14,63% |
| 7 | Cardano (ADA) | US$ 0,3397 | -1,32% | 2,65% | 35,71% |
| 8 | Polygon (MATIC) | US$ 1,13 | -2,42% | 5,26% | 46,40% |
| 9 | Dogecoin (DOGE) | US$ 0,0724 | -2,20% | 2,10% | 2,37% |
| 10 | Solana (SOL) | US$ 22,54 | -4,03% | 7,40% | 122,70% |
O principal evento desta semana é sem dúvidas a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano). O Fomc, equivalente ao Copom nos EUA, deve pesar na balança a atual crise nos bancos e a inflação galopante antes de decidir o futuro da política monetária.
Operadores do mercado financeiro estimam que o Fed decidirá por um aumento mais brando nas taxas, de 0,25 ponto percentual. Parte desse segmento entende que a manutenção do juros no atual patamar é mais provável.
Já uma elevação de 0,50 ponto percentual — que há algumas semanas era dada como certa — foi praticamente descartada.
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Analistas desse mercado entendem que o cenário que impulsionou o bitcoin para as máximas históricas pode se repetir.
Recapitulando: entre 2020 e 2022 o Federal Reserve injetou bilhões de dólares na economia para conter a crise gerada pela pandemia de covid-19. Como consequência, a inflação disparou e o BC dos EUA teve de aumentar as taxas de juros.
Mas esse montante de dinheiro também influenciou nos investimentos de maior risco, como ações e criptomoedas. Em novembro de 2021, o BTC atingiu os US$ 68.600.
E o Fed pode ser obrigado a despejar ainda mais dinheiro na economia norte-americana para ajudar na liquidez dos bancos em crise. Ao mesmo tempo, manter ou mesmo reduzir as taxas de juros também ajuda no alívio do setor — ao custo de também deixar a inflação correr solta.
Entretanto, vale ressaltar que o mercado de criptomoedas é altamente volátil e os investidores não devem manter uma parcela maior do que 5% do seu portfólio em ativos digitais.
A cada queda mais intensa do preço do Bitcoin (BTC), surgem novos “profetas” anunciando o fim da criptomoeda. Desta vez, foi Michael Burry quem falou em uma possível “espiral da morte”.
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