🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Meta de déficit zero em 2024 é irrealista, mas nem o mercado espera isso — então o que ele deseja afinal?

Deterioração da percepção fiscal e tendências negativas no exterior conduziram Ibovespa a queda de 5% em agosto, mas uma reversão de tendência é possível

5 de setembro de 2023
6:51 - atualizado às 10:07
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad - Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil

O mês de agosto finalmente acabou, deixando uma forte impressão negativa no mercado. O Ibovespa enfrentou um desafio considerável, registrando apenas cinco ganhos ao longo do mês e uma queda de 5%.

Esse desempenho foi amplamente afetado pela deterioração da percepção fiscal e pelas tendências negativas que afetam ativos de risco em nível global.

Não podemos deixar de considerar que o Brasil não ficou isolado das turbulências globais; afinal, agosto foi um mês desafiador para praticamente todos os mercados.

No cenário internacional, o setor de tecnologia, especialmente aquele vinculado à inteligência artificial, finalmente sofreu uma correção.

Para piorar a situação, no início do mês, a agência Fitch rebaixou a classificação de crédito dos Estados Unidos de AAA para AA+.

Controle de gastos não é desafio exclusivo do Brasil

Conforme discutimos anteriormente, o problema do aumento do endividamento público e a dificuldade de controlar gastos não são desafios exclusivos do Brasil.

Leia Também

Na verdade, a maioria dos países enfrentará a necessidade de uma profunda revisão de suas despesas nos próximos anos.

Embora as avaliações das agências de classificação de risco frequentemente sejam vistas como indicadores atrasados, a decisão da Fitch chamou a atenção do mercado para a questão fiscal nos Estados Unidos, levando a uma acentuada queda nos preços dos títulos do Tesouro.

Quando o preço de um título cai, a taxa de juros sobe, como foi o caso das taxas dos títulos de 10 anos, que superaram novamente a marca de 4,30%.

Outros fatores também podem explicar o aumento das taxas de juros nos Estados Unidos, como a venda de títulos pelo governo chinês por razões geopolíticas, o afastamento da perspectiva de recessão nos Estados Unidos em 2023 e a flexibilização do gerenciamento da curva de juros pelo banco central japonês, o que torna os títulos japoneses mais atrativos.

Leia também

No entanto, nada parece ser mais preocupante do que a falta de controle de gastos e o crescimento da dívida pública nos países desenvolvidos.

Todos esses países precisam adotar um novo quadro fiscal para enfrentar esse desafio, com foco em tornar a relação entre dívida e PIB mais sustentável.

Caso contrário, o que ocorreu recentemente no Reino Unido, com uma dinâmica que se assemelhou à de mercados emergentes, pode se repetir em todos os outros países desenvolvidos.

Essa preocupação fundamental foi o principal impulsionador do aumento dos rendimentos dos títulos de dívida em agosto, com implicações para os fluxos de capital internacionais e a avaliação de ativos de risco.

Dados apresentados em proposta de orçamento preocupam

No cenário doméstico, o retorno do recesso legislativo reavivou as preocupações relacionadas à agenda econômica, e os dados fiscais se mostraram piores do que o esperado.

O governo enfrenta desafios significativos para atingir suas metas propostas, e os mercados aguardam ansiosamente um plano que ainda não foi apresentado.

Além disso, surgiram preocupações adicionais em relação aos dados de arrecadação e à apresentação do Projeto de Lei Orçamentária de 2024.

Este projeto segue a meta do arcabouço fiscal de atingir um déficit primário zero e, surpreendentemente, apresenta até mesmo um pequeno superávit de R$ 2,8 bilhões. Tudo isso parece mais uma obra de ficção do que uma realidade econômica concreta.

O governo está altamente dependente da receita, o que parece um desafio significativo nas atuais circunstâncias, em linha com o que comentamos na semana passada.

A arrecadação de receitas não está se aproximando das expectativas e o novo projeto de Lei do Carf é amplamente questionado quanto à sua capacidade de gerar os mais de R$ 50 bilhões que o governo alega ser possível.

Para sustentar os gastos públicos propostos pelo governo, o Ministério da Fazenda requer um montante de R$ 124 bilhões, uma tarefa que se apresenta desafiadora.

O que o mercado espera do governo

A ideia de alcançar um déficit zero não é vista como realista por praticamente ninguém.

No entanto, o mercado financeiro não está buscando necessariamente um cenário de déficit zero no próximo ano (as estimativas de analistas apontam para a realização de um déficit zero apenas entre 2028 e 2029).

O que o mercado realmente deseja é um plano fiscal crível e sólido.

Caso contrário, as perspectivas para a trajetória da dívida pública brasileira podem rapidamente se deteriorar, aumentando para mais de 100% do PIB até 2031, o que seria um cenário preocupante.

Fonte: BCB.

Ninguém deseja esse cenário.

O objetivo ideal seria permanecermos abaixo do patamar de endividamento em torno de 70%, que atualmente mantemos.

No entanto, para alcançar essa meta, é fundamental que o Ministério da Fazenda tenha êxito com todas as medidas de arrecadação que foram propostas até o momento, como as relacionadas às contas no exterior (offshore), fundos exclusivos, dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio).

O grande obstáculo reside na aparente falta de apoio no Congresso para aprovar as medidas necessárias que possam recompor a receita, e a reforma ministerial do governo Lula ainda não se materializou.

Nesse sentido, a perspectiva de alívio fiscal dependerá das complexas dinâmicas políticas em Brasília, que podem ou não avançar com a agenda econômica essencial.

Ao mesmo tempo, mantenho uma visão positiva sobre o Brasil.

A desaceleração da inflação e suas consequências favoráveis para a política monetária, a resiliência do crescimento após anos de reformas e uma visão otimista para o setor de commodities, sem mencionar os impactos extraordinários da expansão do pré-sal, parecem sustentar um clima de otimismo.

A surpresa do PIB

O PIB brasileiro surpreendeu ao crescer 0,9% no segundo trimestre, superando as expectativas.

O destaque veio do setor agrícola, que registrou uma queda de apenas 0,9%, contrariando as previsões de uma redução de cerca de 5%.

Além disso, o consumo das famílias surpreendeu com um crescimento de 0,9%, quando se esperava um aumento em torno de 0,5%.

Com base nesse resultado, o carrego estatístico aponta para um crescimento de 3,1% no PIB brasileiro neste ano.

Em outras palavras, se não houver crescimento nos trimestres restantes, esse será o aumento anual. 

Diversas instituições revisaram suas projeções de crescimento para o Brasil neste ano, elevando a expectativa para um sólido patamar de 3%.

Se esse ritmo persistir, é possível que o Brasil recupere sua oitava posição no ranking global de economias já no próximo ano.

O Brasil é uma história de beta alto.

Após um mês complicado como agosto, podemos vislumbrar uma possível reversão de tendência, o que poderia tornar o ambiente minimamente mais otimista.

A incógnita, no entanto, é se conseguiremos cumprir as metas necessárias e não nos tornarmos um obstáculo enquanto o mundo se recupera em direção a um desempenho mais saudável.

  • Quais ações mais podem subir com o bull market da Bolsa brasileira? A Empiricus Research selecionará um grupo restrito de investidores para ter acesso à lista de 10 ações com maior potencial de valorização para o 2º semestre de 2023. Clique aqui para fazer parte.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar