O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
Sempre que começa o ano, a principal dúvida de qualquer investidor é onde colocar dinheiro para conseguir o melhor retorno possível no ciclo que se inicia.
Não à toa, a equipe do Seu Dinheiro preparou um evento muito especial, justamente com o intuito de mostrar para você Onde Investir em 2026.
Parabéns aos colegas do SD pela iniciativa, mas eu resolvi fazer diferente. Inspirado pelo clima de inverno de São Paulo em pleno verão, eu decidi fazer uma abordagem oposta na coluna de hoje: onde NÃO investir em 2026!
O ano de 2026 mal começou e o Ibovespa já está renovando recordes mais uma vez. O primeiro motivo é a preocupação dos investidores com a governança dos Estados Unidos, após episódios como o tarifaço e uma suposta perseguição do governo norte-americano a membros do Federal Reserve (Fed).
Outro fator que também atrapalha um pouco o sentimento é o valuation esticado das teses ligadas à Inteligência Artificial (IA).
Pelo menos por enquanto, o Brasil tem se beneficiado desse fluxo saindo dos Estados Unidos, e aqui vem a primeira decisão do que não fazer em 2026: não invista uma parcela muito representativa do seu capital em Bolsa norte-americana.
Leia Também
Como você pode ver no gráfico abaixo, nos últimos dez anos fez muito sentido colocar todo o seu dinheiro nas bolsas dos Estados Unidos.

Esse não é mais o caso. É claro que ainda vale a pena ter alguns papéis de empresas gringas selecionadas a dedo pelo especialista em ações internacionais da Empiricus, Enzo Pacheco. Mas eu não teria mais do que 15% disso na minha carteira.
Outro peso pesado que tem deixado o Ibovespa na lona nos últimos anos é o Tesouro Selic.

Mas a sorte dos rentistas está prestes a mudar, porque a Selic deve começar a cair a partir de março. Usando projeções do Relatório Focus (que costumam ser conservadoras em ciclos de afrouxamento), a Selic cairá de 15% para 10% no fim de 2027 — um nível ainda interessante, mas 50% mais baixo do que o atual!
Então, aqui lá vai a segunda conclusão do que não fazer em 2026: não ter todo ou quase todo o dinheiro em Tesouro Selic (fundo DI, etc), porque seus rendimentos vão começar a diminuir a partir de março.
Uma alternativa é diversificar para outros títulos de renda fixa, como NTN-B, ou então enviar parte desses recursos para a classe de ativos que mais se beneficiará dessa queda de juro: ações brasileiras.
Aqui já temos a deixa para a terceira conclusão do que não fazer em 2026: não ficar de fora da bolsa brasileira, porque se além desses fatores (fluxo para fora dos Estados Unidos e queda de juros no Brasil) o mercado começar a cogitar a possibilidade de um governo mais fiscalista a partir de 2027, poderemos estar diante de uma das maiores janelas de valorização da história do Ibovespa.
Quanto ter de ações brasileiras na carteira vai depender do apetite ao risco de cada um, mas algo entre 30% e 50% já pode servir como um bom guia.
Para fechar a lista do que não fazer, não vá para o tudo ou nada em 2026, enchendo a carteira de ações de empresas problemáticas. O ano de 2025 foi ótimo e, a depender das condições, 2026 pode ser melhor ainda.
Mas no mercado as coisas podem mudar rapidamente. Um conflito geopolítico, uma agenda menos truculenta de Trump ou uma piora do sentimento com as eleições e o fiscal no Brasil podem mudar drasticamente o cenário base de 2026.
Diante disso, foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado — ações pagadoras de dividendos são uma boa escolha nesse cenário.
Agora que passamos pelo que não fazer neste ano, deixo o convite para você conferir o Onde Investir em 2026, que está imperdível.
Um abraço e até a próxima,
O Nubank arrematou recentemente o direito de nomear a arena do Palmeiras e mostra como estratégia de marketing continua sendo utilizada por empresas
Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados
Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.
Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026
Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?
Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs
Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais
Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa
Conheça a história da Gelato Borelli, com faturamento de R$ 500 milhões por ano e 240 lojas no país
Existem muitos “segredos” que eu gostaria de sair contando por aí, especialmente para quem está começando uma nova fase da vida, como a chegada de um filho
Cerveja alemã passa a ser produzida no Brasil, mas mantém a tradição
Reinvestir os dividendos recebidos pode dobrar o seu patrimônio ao longo do tempo. Mas cuidado, essa estratégia não serve para qualquer empresa
Antes de sair reinvestindo dividendos de qualquer ação, é importante esclarecer que a estratégia de reinvestimento só deve ser aplicada em teses com boas perspectivas de retorno
Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro
Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?
A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio
Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic
Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais
O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo
Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras