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Super Semana dos bancos centrais testa fôlego dos investidores, mas sinalização do Fed pode ser boa para o Brasil

A semana representa um ponto crucial para os mercados globais, com destaque para a reunião do Federal Reserve

Jerome Powell, presidente do Fed, com efeito
Montagem com Jerome Powell, presidente do Fed - Imagem: Federal Reserve / Montagem Brenda Silva

Esta semana representa um ponto crucial para os mercados globais. Todos estão atentos à conclusão da reunião do Federal Reserve (Fed), agendada para quarta-feira (26), onde é amplamente esperado um aumento de 25 pontos-base nas taxas de juros.

Contudo, o foco principal está em saber se o Fed irá sinalizar o fim do ciclo de aumento de juros que já dura quase 16 meses, considerando os indícios de redução da inflação.

Uma pausa no ciclo de aumento de juros é vista como uma notícia positiva para os mercados de ações. Porém, antes de nos concentrarmos nos acontecimentos dos Estados Unidos, é importante observar outras regiões também relevantes.

Não é só o Fed

O Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão (BoJ), por exemplo, também estão na lista de autoridades monetárias com reuniões agendadas nesta semana.

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O que esperar do BCE

Na Europa, vale destacar que o BCE tem elevado as taxas há um ano. A campanha de aumento do BCE tem sido considerada a mais difícil de todas até o momento.

Ainda é esperado mais um aumento de 25 pontos-base na taxa de depósito, elevando-a para 3,75%, além dos 400 pontos de aperto monetário já decretados desde julho passado (será o nono aumento consecutivo).

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Os europeus são menos propensos a oferecer orientações futuras. Ainda assim, o BCE pode adotar uma postura mais dovish.

Tanto é verdade que alguns dirigentes têm dado sinais nessa direção, sugerindo que o ciclo de aperto pode estar chegando ao fim.

No entanto, a inflação na zona do euro ainda se mantém bem acima da meta de 2%, o que demanda atenção, mesmo tendo desacelerado bem desde o pico de 10,6% em dezembro. Alternativamente, outra medida que pode ajudar a combater a inflação é a aceleração do processo de redução das carteiras de títulos.

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Do Japão não se espera mudança de rumo

Por outro lado, no Japão, não se espera alteração na estratégia para o controle da curva de juros.

Os dirigentes preferem avaliar mais dados para garantir que os salários e a inflação continuem aumentando.

De qualquer forma, estamos prestes a testemunhar uma série de decisões monetárias que terão impacto significativo.

Fonte: Bloomberg

Voltando ao Fed

Falando novamente sobre os Estados Unidos, além dos resultados corporativos do segundo trimestre, a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) será observada de perto pelos investidores.

É praticamente certo que o banco central aumentará a taxa de juros nominal em 25 pontos-base. No entanto, a grande incógnita é o que acontecerá em seguida.

Prevê-se que o Fed sinalize uma abordagem de "esperar para ver", com a decisão de efetivamente pausar possivelmente adiada para o final de agosto, durante o simpósio de Jackson Hole.

Uma pausa após o aumento desta semana pode ser benéfica, já que uma política de aperto contínuo para desacelerar a economia pode levar a mais estresse corporativo, como já ocorreu com os bancos no início do ano.

Irá o Fed tolerar mais inflação?

Ao mesmo tempo, há crescentes esperanças de um "pouso suave" ("soft landing", em inglês) para a economia dos EUA, o que provavelmente dependerá da disposição do Federal Reserve em tolerar uma inflação significativamente mais alta do que preferiria.

Nesse contexto, as ações e os títulos tiveram uma forte alta neste mês, impulsionados pelo crescente otimismo de que o próximo aumento de taxa de juros pelo banco central dos EUA em 26 de julho poderia ser o último para este ciclo.

No entanto, ambas as classes de ativos tiveram momentos de incerteza desde a semana passada, devido a preocupações de que o presidente do Fed, Jerome Powell, possa adotar uma postura mais agressiva em relação à política monetária.

Fontes: Citi e Bloomberg

Como isso pode ser bom para o Brasil

A preocupação aumentou recentemente, à medida que os indicadores do mercado de trabalho destacaram o potencial de que as principais pressões de custo permaneçam presentes, mesmo com a desaceleração do ritmo da inflação.

Essa situação tem sido um desafio, pois a economia dos EUA parece estar desafiando a ideia de que o ciclo de aperto mais acentuado em 40 anos resultaria em desaceleração.

No final, porém, resiliência demonstrada pela economia pode levar a uma postura menos severa do Fed em relação às ações, com a expectativa de que os lucros das empresas voltem a crescer.

Interessante para outros países, como o Brasil, que já flertam com o início do ciclo de flexibilização (iniciado provavelmente na semana que vem). O fim do aperto americano pode deixar as coisas mais fáceis para nós.

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