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Investidor que comprar as ações da Via na oferta levará junto bônus de subscrição; papéis reagem em queda na B3

Dona das redes Casas Bahia e Ponto, a Via (VIIA3) decidiu apelar para uma espécie de "promoção" na tentativa de atrair investidores para sua oferta de ações.
Isso porque o investidor que comprar os papéis da varejista levará "de graça" bônus de subscrição — títulos que darão direito a comprar mais ações da companhia, nas mesmas condições.
Com base nas cotações de fechamento de ontem (R$ 1,26), a Via pode colocar R$ 981 milhões no caixa com a oferta de ações.
A empresa pretende emitir 778.649.283 novos papéis, o que equivale a uma diluição de quase 50% para os acionistas que não colocarem dinheiro novo no negócio. Isso, é claro, sem considerar o eventual exercício dos bônus de subscrição.
Enquanto isso na B3, a reação das ações da Via ao anúncio da oferta foi bem negativa. Os papéis VIIA3 fecharam em queda de 7,14%, a R$ 1,17. Apenas no último mês, a varejista perdeu mais 30% do valor na bolsa.
A Via vai entregar aos investidores que aderirem à oferta quatro bônus de subscrição para cada cinco papéis. No total, a empresa pretende emitir 622.919.426 bônus.
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Cada bônus dará ao investidor o direito de comprar uma ação da Via (VIIA3) pelo mesmo preço da oferta, em um prazo de até 12 meses. Haverá um período específico para o exercício dessa opção, nos meses de outubro de 2023 e janeiro, abril, julho e setembro de 2024, de acordo com a companhia.
Para um gestor de fundos com quem conversei, a "promoção" da Via na oferta de ações é uma boa medida. "É justo dar um incentivo para quem está correndo o risco de colocar dinheiro na companhia neste momento."
A expectativa é que uma parte da demanda da oferta venha dos fundos que estão com posições vendidas (short) na companhia. Mas a reação inicial das ações hoje na B3 sinaliza que a Via precisará aceitar um desconto no preço para levar a operação adiante.
Os atuais acionistas têm direito de prioridade na operação. A Via não possui um controlador com mais de metade do capital. Mas a família Klein, fundadora da Casas Bahia e hoje com pouco menos de 18% das ações, informou que pretende exercer o direito de prioridade.
A definição do preço por ação na oferta da Via acontece no dia 13 de setembro. Aliás, os acionistas da companhia têm até o dia anterior (12) para decidir se vão exercer o direito de prioridade.
Também no dia 12 acontece a segunda convocação da assembleia de acionistas para dar aval ao aumento do limite de capital.
Os bancos Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA e Santander são os coordenadores da oferta da Via.
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