Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

CORRIDA DO TIJOLO

Fundos imobiliários buscam quase R$ 4 bilhões com ofertas de cotas em novembro. O que você precisa saber antes de investir?

O que está por trás do rali de emissões de cotas de fundos imobiliários? Conversei com dois especialistas em investimentos e um gestor para responder a essa (e outras) questões; confira na reportagem a seguir

Camille Lima
Camille Lima
16 de novembro de 2023
7:15 - atualizado às 18:48
Casas, moedas e gráfico de cotações - fundos imobiliários
Imagem: Shutterstock

O mercado de fundos imobiliários voltou a aquecer em 2023 e parece ter iniciado um novo rali de fim de ano. Por isso, não é incomum para quem acompanha o setor receber notícias de que outro FII decidiu fazer uma nova emissão de cotas, numa espécie de “follow-on”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só nas últimas duas semanas, oito fundos imobiliários anunciaram novas ofertas de cotas no mercado. Juntas, as emissões somam pelo menos R$ 3,73 bilhões — o mercado está tão acelerado que, enquanto eu escrevia esta matéria, várias ofertas novas foram anunciadas.

Confira abaixo as ofertas de FIIs anunciadas em novembro:

CÓDIGO DO FUNDONOME DO FUNDOSEGMENTO DO FIIVALOR TOTAL DA OFERTA
VISC11VINCI SHOPPING CENTERSShoppingsR$ 700 milhões
RPRI11RBR PREMIUM RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOSCrédito ImobiliárioR$ 255,79 milhões
RVBI11VBI REITS FOFFundo de FundosR$ 750 milhões
KNHF11KINEA HEDGE FUNDMultiestratégiaR$ 790,43 milhões
BTIR11BTG PACTUAL CRÉDITO PARA INCORPORAÇÃOIncorporaçãoR$ 484,54 milhões
PVBI11VBI PRIME PROPERTIESLajes CorporativasR$ 600 milhões
BLMG11BLUEMACAW LOGÍSTICALogísticaR$ 50 milhões
SNEL11SUNO ENERGIAS LIMPASEnergias LimpasR$ 100 milhões
TOTAL:R$ 3,73 bilhões

Fonte: Fundos.NET BMF Bovespa

É importante destacar que os fundos imobiliários parecem ter se descolado da tendência do restante do mercado brasileiro. Isso porque o mercado de capitais doméstico registrou uma desaceleração em comparação com 2022, com uma captação 28% menor em ofertas até setembro. O ano inclusive deve acabar sem nenhuma empresa nova abrindo o capital na B3.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto isso, o volume de novas ofertas de cotas de FIIs cresceu 23,3% no acumulado de 2023 até setembro, para R$ 16,4 bilhões, de acordo com dados da Anbima, a associação das instituições que atuam no mercado de capitais. 

Leia Também

Se todas as ofertas que estão na rua forem adiante, o volume levantado pelos fundos imobiliários vai superar a marca de R$ 20 bilhões do ano passado.

Mas o que está por trás do rali de emissões de cotas por FIIs? Vale a pena entrar nos “follow-ons” de fundos imobiliários? Para esta reportagem, eu conversei com Caio Nabuco de Araujo, analista da Empiricus e colunista do Seu Dinheiro, Luis Gustavo Pereira, head de investimentos da Guide, e Eduardo Mekbekian, sócio-fundador da Manatí Capital.

Por que os fundos imobiliários (FIIs) voltaram a captar?

Existem dois motivos principais para a retomada das captações de fundos imobiliários na bolsa brasileira. O primeiro deles é a taxa básica de juros (Selic).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Há uma demanda maior pelo produto. Os movimentos de queda de juros são, no geral, favoráveis para ativos de risco, e o fundo imobiliário se tornou um veículo interessante para capturar esse recuo das taxas”, afirma Caio Nabuco de Araujo, da Empiricus. 

A combinação de melhora do ambiente fiscal à inflação mais controlada e a uma abertura maior para o Banco Central cortar os juros fez com que os fundos imobiliários que estavam muito depreciados começassem a andar. Vale ressaltar que o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) acumula alta de 8,43% no ano.

“A melhora nos preços do mercado secundário torna a emissão no primário [de novas cotas] uma alternativa favorável, permitindo que fundos bem precificados captem recursos no mercado”, afirma Luis Gustavo Pereira, head de investimentos da Guide.

Para além dos juros, a consolidação da indústria também impulsionou as emissões de cotas de fundos imobiliários neste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque uma das estratégias de grandes gestoras de FIIs é adquirir fundos menores através de uma troca de cotas. Ou seja: ao invés de depositar todo o valor em dinheiro, o comprador opta por pagar parte do valor em cotas do fundo de investimento imobiliário.

Assim, para garantir que haja papéis suficientes, o FII comprador emite novas cotas no mercado. 

Os fundos imobiliários que lideram as novas emissões na B3

Ainda que o mercado de fundos imobiliários como um todo tenha voltado a captar na bolsa brasileira, a força maior veio dos FIIs de tijolos — aqueles que investem diretamente em ativos como lajes corporativas.

“O segmento se valorizou e passou a negociar com o prêmio. Isso abriu uma janela para que esses fundos voltassem a captar novamente para expandir a carteira”, afirma Caio Araujo, da Empiricus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda que os fundos imobiliários de tijolos tenham dominado as captações do ano, no caso específico de novembro, a lista de FIIs que decidiram ir ao mercado para captar dinheiro é diversa. 

Isso significa que não há um único setor puxando a fila de novas ofertas de cotas na B3 em novembro. 

Até o momento, os fundos que anunciaram emissões na bolsa brasileira pertencem aos setores de shoppings, crédito imobiliário, fundo de fundos, multiestratégia e incorporação.

E por falar em shoppings, o chefe de investimentos da Guide acredita que o segmento será um dos grandes — e poucos — vencedores do rali de emissões de cotas na B3, impulsionados pela recuperação dos resultados após a pandemia da covid-19.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“No segundo semestre, vimos um número de operações muito alto no mercado, mas uma demanda relativamente reprimida. Por isso, devemos ter poucos e bons vencedores que conseguirão boas e saudáveis captações.”

Entre as gestoras que aproveitaram a janela para captar recursos de investidores no mercado está a Manatí Capital, que levantou quase R$ 180 milhões para dois fundos no mês passado.

“Nosso foco é direcionar esses recursos para operações em que a gente tenha boas empresas com bons recursos operacionais. A gente olha para o Brasil inteiro. Essa complementaridade e disponibilidade de busca por esse tipo de empresa é o que faz o nosso diferencial perante os concorrentes”, conta Eduardo Mekbekian, sócio-fundador da Manatí.

O Manati Capital Hedge Fund (MANA11), um dos fundos que concluiu recentemente uma nova oferta de cotas, entregou um rendimento de 14% em dividend yield aos cotistas nos últimos 12 meses. Na B3, o FII acumula variação de 5,34% em um ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atenção, investidor: o que é preciso analisar antes de entrar em uma oferta de fundos imobiliários

O ritmo acelerado do mercado de fundos imobiliários pode fazer com que o investidor perca o foco do que realmente interessa: quando vale a pena investir em uma oferta de cotas de FIIs?

Afinal, nem toda oferta representa uma boa oportunidade de investimento — e eu te conto abaixo quais os principais riscos a se analisar antes de investir em uma oferta de cotas.

Em primeiro lugar, é preciso avaliar para onde irão os recursos levantados com a emissão. Uma boa destinação do dinheiro é fundamental.  

“A oferta não pode ser um cheque em branco. A proposta deve estar bem detalhada, de modo que a gente consiga ao menos ter uma ideia de retorno e qualidade dos investimentos”, destaca o analista Caio Araujo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso das ofertas de novembro, alguns dos fundos imobiliários pretendem utilizar o dinheiro levantado com a oferta para novos investimentos, aquisições de ativos e para pagamento dos encargos dos FIIs.

Além do destino dos recursos, os investidores devem avaliar os custos do investimento e se atentar às promessas de proventos. Isso porque algumas emissões prometem um dividend yield (retorno com dividendos) inicial elevado, mas que não se sustenta no médio e longo prazo.

Para os especialistas, ainda é importante avaliar se o preço de emissão das cotas está mais vantajoso do que a cota do fundo imobiliário negociada na B3 e se oferece um desconto aos investidores em relação ao valor patrimonial da cota.

Por fim, o investidor deve avaliar a sua própria carteira de investimentos para evitar uma concentração de capital e garantir que a exposição esteja alinhada ao seu perfil de risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que esperar do mercado de fundos imobiliários

É consenso entre os analistas consultados para esta reportagem que a retomada da atividade do mercado de fundos imobiliários deve continuar nos próximos meses — especialmente com as perspectivas de uma taxa terminal da Selic próxima dos 10% ao ano.

“Para os próximos meses, devemos ver um ritmo menor do que a gente viu entre julho e agosto, mas a tendência é que o volume de ofertas de cotas continue superior aos anos anteriores”, afirma Caio Araujo, da Empiricus.

Já nas projeções da Guide Investimentos, o volume de novas ofertas de cotas no segundo semestre deste ano deve ser “muito melhor” do que a primeira metade de 2023 — e deve se estender para o próximo ano.

“A gente vai ter uma janela bem favorável em 2024 e isso vai continuar com essa tendência de recuperação de fundos imobiliários.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar