Fundo imobiliário de escritórios lucrará milhões com venda de imóvel para incorporadora; prédio virará empreendimento residencial
O FII HGRE11 receberá R$ 70 milhões por um edifício e seu respectivo terreno localizado na cidade de São Paulo

Dois fundos imobiliários do segmento de escritórios atraem os holofotes da indústria nesta quinta-feira (15) após anunciarem vendas de ativos do portfólio.
A maior transação foi a divulgada pelo CSHG Real Estate (HGRE11), que receberá R$ 70 milhões por um edificio localizado na cidade de São Paulo. O fundo assinou ontem (14) o contrato para a venda do prédio, atualmente vago, e seu respectivo terreno de área locável total de 19 mil metros quadrados.
O valor acertado representará um lucro total de pouco mais de R$ 11 milhões, ou cerca de R$ 0,93 por cota para o FII. A cifra também é 18,7% superior ao investimento original e 20,5% maior que o valor contábil do imóvel, com base no laudo de avaliação do ano passado.
O nome do comprador não foi revelado, mas o fundo indicou que a companhia é uma incorporadora e que desenvolverá um empreendimento residencial no local. Com isso, parte do pagamento pela transação será realizado por meio da receita das vendas das unidades.
Mas a gestão destaca que, independentemente do volume de vendas alcançadas no empreendimento, a
compradora efetuará pagamento total acordado.
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Por falar nisso, o dinheiro só começará a cair no caixa do HGRE11 após a conclusão de condições precendentes ao negócio, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a diligência da incorporadora.
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Vencidas essas etapas, o fundo receberá R$ 3,5 milhões em quatro prestações semestrais e outros R$ 66 milhões serão pagos de acordo com o fluxo de recebimento da compradora com as vendas do futuro empreendimento residencial. A soma deverá ser quitada até 60 meses após a emissão da escritura.
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Fundo imobiliário BMLC11 também vende ativo
O segundo fundo de escritório a negociar imóveis foi o BM Brascan Lajes Corporativas (BMLC11). O FII vendeu um de seus dois pavimentos no edifício homônimo, também localizado na capital paulista, por pouco mais de R$ 9 milhões.
Vale relembrar que esse é um dos únicos ativos no portfólio do fundo, que também é dono de quatro andares da Torre Rio Sul, no Rio de Janeiro.
A proposta para a aquisição havia sido recebida em abril deste ano e foi analisada em assembleia convocada para o mês seguinte. Com a aprovação dos cotistas, o fundo imobiliário assinou ontem o contrato de compra e venda.
É importante relembrar que, com a concretização do negócio, o BMLC11 deixará de receber o aluguel do espaço. A gestão calcula um impacto negativo de cerca de R$ 0,0633 ao mês nos dividendos.
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