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Exemplo do ETF que segue o índice de dividendos da bolsa brasileira mostra o efeito do reinvestimento dos dividendos para comprar mais ações
Quando se fala em dividendos ou investimentos que geram renda de uma forma geral, os olhos de muitos investidores brilham. Afinal, o brasileiro tem “fetiche” pela ideia de viver de renda.
Porém, para você começar a viver de renda passiva de investimentos, primeiro é preciso construir um patrimônio robusto, capaz de ser investido e gerar um retorno bacana. E para os brasileiros que ainda não chegaram lá, a ideia fixa passa a ser outra: ficar rico.
Nesse sentido, muitos desses investidores ignoram os ativos que geram renda, como as ações que pagam bons dividendos. Eles não querem centavos caindo na conta, querem valorizações altas capazes de fazer o patrimônio crescer o mais rápido possível.
Mas os dividendos também podem ser aliados na construção do patrimônio daqueles investidores que ainda estão no início da jornada. Eles podem ser reinvestidos, gerando um forte efeito multiplicador.
Além disso, ações que pagam bons dividendos geralmente são menos voláteis, por refletirem o desempenho de empresas maduras, que geram caixa e dão lucros consistentes.
O reinvestimento dos dividendos é outro fator que contribui para reduzir a volatilidade final da carteira de ações, uma vez que minimiza as quedas nos momentos ruins de mercado. Trata-se, portanto, de uma estratégia defensiva para o investidor.
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É possível verificar esse efeito multiplicador do reinvestimento de dividendos no desempenho do ETF It Now IDIV, fundo que acompanha o desempenho do Índice de Dividendos (IDIV) da B3 e mais conhecido pelo código de negociação DIVO11.
O IDIV é composto justamente pelas ações que pagam os melhores dividendos da bolsa brasileira e que respeitam determinados critérios de liquidez. Muitas delas, inclusive, estão no Ibovespa, o principal índice de ações da B3. O que o DIVO11 faz é investir em todas as ações do IDIV e também receber os dividendos pagos por todas elas.
Embora recentemente a bolsa tenha liberado a listagem de ETFs que possam distribuir dividendos, segundo a Itaú Asset, gestora do DIVO11, fazer essa distribuição não está nos planos do fundo. O que ele pretende continuar fazendo é o que já faz hoje: reinvestir automaticamente os dividendos nas ações que compõem o índice (e a carteira do fundo).
O efeito desse reinvestimento pode ser visto no gráfico a seguir, que compara o desempenho do DIVO11 nos cinco anos encerrados em 23 de junho de 2023 com os desempenhos do Ibovespa; do Índice de Fundos Imobiliários (IFIX), investimentos que costumam pagar rendimentos periódicos a seus cotistas; e do IHFA (Índice de Hedge Funds Anbima) e do IFMM (Índice de Fundos Multimercados), dois fundos que representam o desempenho do mercado brasileiro de fundos multimercados, veículos que podem investir em qualquer tipo de ativo.

Enquanto o DIVO11 subiu 105,92% no período, o Ibovespa avançou 61%, o IHFA valorizou 46%, o IFIX subiu 45% e o IFMM teve alta de 43%. Além disso, segundo a Itaú Asset, o DIVO11 apresentou menor volatilidade que o Ibovespa.
A Itaú Asset atribui o bom desempenho do seu ETF de dividendos justamente à estratégia de reinvestimento dos dividendos. Segundo o banco, nos últimos 12 meses o dividend yield (retorno com dividendos) do fundo foi de 9,50%.
É possível investir no DIVO11 comprando suas cotas na bolsa por meio de uma corretora de valores, do mesmo jeito que se compram ações. Sua taxa de administração é de 0,5% ao ano, e o imposto de renda é de 15% e cobrado apenas quando ocorrem vendas de cotas com lucro (20% caso se trate de uma operação de day trade).
Mas a estratégia de reinvestimento dos dividendos pode ser feita por qualquer investidor que tenha ações pagadoras de proventos na carteira, ou mesmo por aqueles que investem em fundos que distribuem rendimentos isentos de imposto de renda, como os fundos imobiliários e os fundos de debêntures incentivadas negociados atualmente na bolsa.
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