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ELEIÇÕES 2022

Primeira disputa eleitoral de Sérgio Moro não será pelo Planalto: ex-juiz vai brigar por uma vaga ao Senado pelo Paraná

As pesquisas eleitorais já divulgadas apontam que Moro (União Brasil) briga pela vaga com seu “padrinho político”, o senador Alvaro Dias (Podemos)

Sérgio Moro de braços cruzados em frente à um fundo azul
O ex-juiz Sergio Moro - Imagem: Shutterstock

A primeira disputa eleitoral do ex-juiz federal Sérgio Moro (União Brasil) não será pela presidência como era o plano inicial do ex-ministro e sim por uma vaga ao Senado pelo Paraná. 

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Quase um mês após anunciar que seria candidato pelo Estado, ele acabou com o suspense sobre o cargo e confirmou a pré-candidatura na manhã desta terça-feira (12), em entrevista coletiva em um hotel, no Centro de Curitiba.

"Sou pré-candidato ao senado pelo Paraná, a minha terra", disse Moro, em um vídeo logo na abertura do evento. 

Na sequência, ele relembrou o início da Operação Lava Jato para explicar sobre a escolha ao Senado.

Moro estava ao lado do presidente do diretório municipal do União Brasil, o deputado federal Ney Leprevost. 

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Os presidentes estadual e nacional do partido, os deputados Felipe Francischini e Luciano Bivar, não estiveram presentes. Francischini teve um problema de saúde e precisou de atendimento médico antes da coletiva.

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Os rivais de Moro no Senado

Na disputa ao Senado, as pesquisas eleitorais já divulgadas apontam que o ex-juiz e o senador Alvaro Dias (Podemos) brigam pela vaga. 

Entre a última semana de junho e a primeira de julho, três pesquisas de institutos diferentes mostraram que o cenário está indefinido para o Senado.

A diferença entre os dois pré-candidatos oscila entre 7% e 10% das intenções de voto. Moro apareceu à frente apenas no levantamento do Real Time Big Data, com 30% a 23% sobre Dias. 

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A pesquisa Ipespe mostrou o senador na dianteira, 31% a 24%. Já o levantamento da IRG Pesquisas indicou Dias com 32%, contra 22% do ex-juiz.

A rejeição a Moro

A sondagem do Ipespe mediu também a rejeição dos candidatos ao Senado no Paraná.

Moro lidera com 31% daqueles que não votariam "de jeito nenhum". Dias aparece em terceiro, atrás de Dr. Rosinha (PT), com 17%. 

Outro fator a ser considerado nas pesquisas é a quantidade de indecisos e daqueles que não votariam nos pré-candidatos apresentados, que varia de 20% a 30%.

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Veja também: Riscos para a economia no segundo semestre — Lula x Bolsonaro, inflação, juros e recessão nos EUA?

Disputa contra padrinho político

Alvaro Dias articulou a entrada de Moro no Podemos, ainda antes da mudança do ex-ministro para o União Brasil, no fim de março. 

Três meses e meio depois de desistir da candidatura à Presidência, que era apoiada pelo senador, o ex-juiz vai disputar contra o "padrinho político".

No mês passado, entre a possível corrida pelo Planalto, como representante da chamada terceira via, e a pré-candidatura ao Senado pelo Paraná, Moro viu frustrados os planos de se candidatar a uma vaga no Congresso por São Paulo. 

Ele teve a transferência de domicílio eleitoral negada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por não ter vínculo com o Estado. À época, o ex-juiz discordou, mas disse que respeitava a decisão.

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O ex-ministro nasceu em Maringá (PR) e foi o responsável por julgamentos da Operação Lava Jato como juiz federal de primeira instância, de 2014 a 2018. 

Depois, deixou a magistratura para assumir o Ministério da Justiça do recém-eleito, à época, presidente Jair Bolsonaro. Moro anunciou a saída do cargo em maio de 2020.

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