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Economista e ex-presidente do Banco Fator, Gabriel Galípolo atuou como interlocutor na campanha de Lula, mas o mercado não morre de amores pelo futuro secretário de Haddad
Fernando Haddad começou a escalar a equipe que formará no Ministério da Fazenda do governo Lula com Gabriel Galípolo no cargo de secretário-executivo.
O futuro ministro confirmou o nome do economista e ex-presidente do Banco Fator como número 2 da pasta em rápida conversa com jornalistas na saída da sede do Banco Central, em Brasília.
Haddad revelou que o economista seria o seu "número dois" à frente da pasta em reunião pela manhã com o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, e seus secretários.
Apesar da experiência de Galípolo no setor financeiro, o mercado não morre de amores pelo futuro secretário-executivo da Fazenda. A esperança dos investidores era que Haddad chamasse Marcos Cruz, com quem trabalhou quando era prefeito de São Paulo.
Seja como for, a confirmação do nome do economista teve pouco impacto no mercado. Por volta das 15h35, o Ibovespa operava perto da estabilidade e o dólar comercial registrava queda. Leia mais na nossa cobertura completa de mercados.
Gabriel Galípolo atuou na campanha como interlocutor entre a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), agora presidente eleito, e o mercado financeiro. Desde então, vinha sendo cotado para compor a equipe econômica antes mesmo de Haddad ganhar força como indicado a chefe da Fazenda.
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No fim de novembro, em evento organizado pelo Esfera Brasil, o economista avaliou que o teto de gastos já deixou de servir como âncora fiscal no Brasil. "A gente já passou do funeral, já está para a missa de sétimo dia da regra fiscal", ironizou.
Na ocasião, ele também defendeu a necessidade de uma discussão transparente sobre o Orçamento, pautada na qualidade da arrecadação e do gasto. Ele criticou o orçamento secreto, devido à falta de transparência do mecanismo.
Durante o governo de transição, Galípolo fez parte do grupo temático da área de Infraestrutura. O economista já trabalhou com o BNDES na estruturação financeira da privatização da Cedae, um marco no programa de saneamento. É especialista em instrumentos financeiros de política de crédito em articulação do público e privado para projetos de longa duração.
Inicialmente, o nome do economista era mais citado em conversas justamente para a presidência do BNDES. Mas o cargo pode parar nas mãos do ex-ministro petista Aloizio Mercadante, sob o guarda-chuva do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Do carro na saída do Banco Central, Haddad também disse que a reunião com o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, "foi ótima".
Com a aprovação da independência formal do BC, o mandato do presidente da autoridade não coincide mais com o do presidente da República. Assim, Campos Neto permanece à frente da autoridade monetária até o fim de 2024, no meio do governo Lula.
Agora Haddad deve seguir para o hotel. Mais tarde, às 18h30, o futuro ministro dará a primeira coletiva após ser anunciado no cargo.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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