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Apesar de terem retido mais eleitores, os petistas também perderam 23% das intenções, com o presidente Jair Bolsonaro agora detendo 8% dos eleitores de Haddad há quatro anos
Quanto tempo é suficiente para se arrepender de algo? Para os 39% dos eleitores que votaram no presidente Jair Bolsonaro (hoje no PL) em 2018, quatro anos foi o bastante. De acordo com a pesquisa PoderData, pelo menos 18% das pessoas que votaram em Bolsonaro no segundo turno das últimas eleições agora votarão em Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o levantamento feito entre 8 e 10 de maio, a fatia dos bolsonaristas do segundo turno que querem repetir sua opção de voto em Jair Bolsonaro é de 61%.
Outros eleitores que elegeram o atual presidente há quatro anos dividiram seus votos em Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB), com 4% das intenções cada um, e Simone Tebet (MDB) e André Janones (Avante), ambos com 2%.
No caso do ex-presidente, o percentual de arrependidos é menor. Em torno de 77% dos eleitores que votaram em Fernando Haddad (PT) há quatro anos pretendem eleger Lula nas eleições de outubro.
Ou seja, 23% dos que escolheram Haddad em 2018 não devem votar em Lula neste ano. A maior fatia dos remanejados, de 8%, pretende votar no atual presidente Jair Bolsonaro.
O restante das intenções passou para os pré-candidatos André Janones, com 4%, para Ciro Gomes, com 3%, João Dória e Leonardo Péricles (UP), cada um com 1% dos votos.
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Caso as eleições fossem feitas hoje, o ex-presidente Lula estaria com uma vantagem considerável frente a Jair Bolsonaro.
Segundo o PoderData, o petista renovou a liderança das intenções de voto para o primeiro turno, com 42%. O número representa um avanço de dois pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, uma oscilação dentro da margem de erro.
Enquanto isso, o atual presidente do país permaneceu estável contra a última leitura, com 35% das intenções.
Na retaguarda, vem Ciro Gomes, com 5%, seguido por João Doria (4%), André Janones, (3%) e Simone Tebet (2%).
A diferença entre Bolsonaro e Lula no primeiro turno é de 7 pontos percentuais, mas, na hipótese de um segundo turno entre os pré-candidatos, essa diferença aumenta ainda mais.
Se a disputa em segundo turno pelo cargo de chefe do Executivo fosse hoje, o ex-presidente sairia na frente com 49% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro contaria com 38% das intenções de voto.
O restante está dividido entre nulo ou branco, com 9% das intenções, e eleitores que ainda não definiram para quem irá seu voto, com 4%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
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