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Desde cedo, circulam informações de que a isenção determinada pelo governo de Jair Bolsonaro seria mantida por pelo menos 30 dias. Se isso não acontecer, os preços devem sofrer um aumento súbito a partir da posse de Lula no próximo domingo
Se o preço da gasolina e dos combustíveis em geral tirou o sono do presidente Jair Bolsonaro durante alguns meses, agora é a vez de o novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva se debruçar sobre a questão — que foi uma vilã para a inflação neste ano.
Antes das eleições de outubro, Bolsonaro determinou a isenção de alguns impostos sobre os combustíveis em uma tentativa de controlar os preços da gasolina. Agora, todo mundo quer saber como Lula tratará o tema.
Desde cedo, circulam informações de que a isenção concedida por Bolsonaro seria mantida por pelo menos 30 dias — para isso, precisa ser editada uma medida provisória (MP) ou um decreto, assinados pelo atual presidente.
Se a isenção não for prorrogada, a gasolina, o diesel e o gás de cozinha teriam um aumento súbito de preços a partir da posse de Lula, no próximo domingo.
O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, garantiu nesta terça-feira (27) que o martelo sobre o que o novo governo pretende fazer sobre a taxação dos combustíveis ainda não foi batido.
"Não despachei esse assunto com o presidente Lula ainda. Devo fazer isso entre hoje e amanhã. Então, nós vamos ter novidades entre hoje e amanhã", disse.
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Questionado sobre se a medida dos combustíveis poderia continuar valendo por mais um mês, Haddad afirmou que não há tendência porque ainda não despachou com o presidente.
"Ele vai ficar a par. Havia uma especulação em torno de uma possível MP (Medida Provisória) do atual governo. A gente soube, foi checar junto ao Ministério da Economia e vou levar pra ele para dar as orientações", afirmou.
Haddad admitiu que houve um entendimento entre a atual e a futura equipe econômica sobre o "estado da arte" dos combustíveis, mas que qualquer decisão precisaria ser levada para a consideração de Lula.
"Falei com a equipe do Guedes, ele não está em Brasília, o Gabriel [Galípolo, indicado para a secretaria-executiva] também entrou em contato e vou levar para o presidente Lula os cenários que a equipe atual está colocando para ele, em nome do governo eleito, endereçar o que ele considera a melhor solução", reforçou.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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