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Jornais, sites e revistas chamam a atenção para o desempenho melhor que o previsto pelas pesquisas do presidente Jair Bolsonaro
O resultado do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil encontra-se estampado na capa dos principais veículos de comunicação do mundo nesta segunda-feira — como não poderia ser diferente, inclusive aqui no Seu Dinheiro.
Nos Estados Unidos, o jornal New York Times destacou o fato de o presidente Jair Bolsonaro (PL) ter conseguido uma votação bem maior do que sugeriam as pesquisas de intenção de voto.
Na avaliação do periódico, “a disputa de 30 de outubro entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é vista como um grande teste para uma das maiores democracias do mundo”.
Na Alemanha, a revista Der Spiegel nota que, “de acordo com especialistas, muitos entrevistados não identificaram seus verdadeiros favoritos ou decidiram apenas no dia das eleições”.
O jornal britânico The Guardian qualificou o resultado como “um grande golpe para os brasileiros progressistas que torciam por uma vitória enfática [de Lula] sobre Bolsonaro”.
Na França, o jornal Le Monde chama a atenção para o fato de o Congresso e os Estados brasileiros terem sido “varridos por uma onda ultraconservadora”.
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Na Argentina, o Página12 ressalta que, enquanto Lula mantém a esperança de uma vitória em segundo turno, “Bolsonaro e a ultradireita saíram vitoriosos” do primeiro turno.
Já o Clarín ressalta que a margem estreita deixa em aberto a disputa pela presidência.
O também argentino La Nación destaca o fato de Bolsonaro ter dito em pronunciamento feito depois da confirmação do segundo turno que "a mudança pode ser para pior; olhem para a Argentina, a Colômbia, a Venezuela".
O espanhol El País chama para a polarização política que deixa o país “na pendência de um desempate renhido”.
De volta aos EUA, o Washington Post ressalta que “eleitores, analistas e os próprios candidatos qualificam a eleição deste ano como uma escolha existencial” entre visões antagônicas de nação.
A BBC, por sua vez, viu a votação de Lula (mais de 57 milhões de votos) como uma “volta por cima notável”, levando-se em consideração o fato de o ex-presidente não ter concorrido em 2018 por estar preso.
Ainda de acordo com a emissora pública britânica, Bolsonaro deve se regozijar do fato de as pesquisas de intenção de voto terem subestimado seu desempenho (mais de 51 milhões de votos), algo que ele antecipava que aconteceria.
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