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O texto da PEC promulgada pelo Congresso encurta de dois para um ano o prazo de validade da ampliação do teto de gastos de R$ 145 bilhões

Primeiro foi a Câmara dos Deputados, depois o Senado. Finalmente, a novela da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição chegou ao fim no Congresso nesta quarta-feira (21).
Na Câmara, a PEC passou em segundo turno com 331 votos favoráveis e 163 votos contrários. Horas depois, os senadores aprovaram a medida com placar bastante favorável ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva — 63 a 11 — também em segundo turno.
Em seguida, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), convocou uma sessão para promulgar a PEC e encerrar os trabalhos no plenário.
A votação da PEC da Transição foi uma verdadeira novela que teve Lula no papel principal. As exigências de parlamentares por espaços no novo governo obrigaram o presidente eleito a entrar pessoalmente nas negociações.
O saldo final foi a aprovação de uma PEC que encurta de dois para um ano a ampliação do teto de gastos de R$ 145 bilhões e também prevê que até 6,5% das receitas extraordinárias ficarão fora da regra fiscal, o que pode chegar a R$ 23 bilhões. Assim, a proposta abre uma brecha de R$ 168 bilhões.
Confira abaixo alguns dos principais pontos da PEC da Transição:
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Após a aprovação na Câmara, o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), se disse satisfeito com a aprovação da PEC nos moldes atuais. Segundo ele, o prazo de vigência de um ano acelera o ritmo de construção de um novo arcabouço fiscal.
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que acabou com o orçamento secreto, levou os parlamentares a fecharem um acordo com o governo eleito para manter controle sobre parte dos recursos.
Eles acrescentaram trechos para realocar as emendas do relator, conhecidas como RP9. Dos R$ 19,4 bilhões previstos para a modalidade neste ano, a previsão na PEC é que R$ 9,85 bilhões sejam transferidos para despesas discricionárias (RP2) e R$ 9,55 bilhões para as emendas individuais impositivas (RP6).
Essa foi a mudança que fez a PEC ter de passar por uma nova análise no Senado. Por se tratar de PEC, o texto da matéria precisa ser igual nas duas Casas.
* Com informações do Estadão Conteúdo
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