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No levantamento geral, o petista segue liderando a corrida ao Palácio do Planalto com 53% dos votos válidos contra 47% do atual chefe do Executivo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando a corrida ao Palácio do Planalto com 49% dos votos totais contra 44% de Jair Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (27) — que traça exatamente o mesmo cenário da semana passada.
Brancos e nulos somam 5%, e indecisos, 2%. Considerando os votos válidos — aqueles que excluem da conta brancos e nulos — o petista tem 53% contra 47% de Bolsonaro.
O Datafolha ouviu 4.580 pessoas em 252 municípios entre terça-feira (25) e esta quinta-feira (27). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.
O instituto, no entanto, foi atrás dos eleitores de Simone Tebet (MDB) e de Ciro Gomes (PDT) para saber para onde vão os votos dos candidatos do terceiro e quarto lugar no primeiro turno nas eleições.
A caça aos eleitores de Tebet e Ciro começou ainda na primeira etapa do pleito — especialmente com Lula, que desejava liquidar a fatura no dia 2 de outubro, defendendo o chamado voto útil.
Considerada a joia da coroa na disputa do segundo turno, o apoio da senadora Simone Tebet acabou ficando com Lula — depois que o petista se comprometeu a incorporar algumas ideias da emedebista ao seu plano de governo, como aquelas ligadas à educação e às mulheres.
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Parece que a flexibilidade do petista em aceitar as propostas da senadora surtiu efeito. Entre os eleitores que votaram em Tebet — que recebeu 4% dos votos válidos —, 45% escolhem Lula no segundo turno, 23% optam por Bolsonaro e 27% pretendem anular, votar em branco ou em ninguém.
Já a história de Lula com Ciro Gomes é mais delicada. O pedetista não poupou o ex-presidente de críticas na reta final do primeiro turno e, quando seu partido fechou apoio ao petista no segundo turno, Ciro não mencionou uma vez sequer o nome de Lula no vídeo no qual chancelou a posição do PDT.
Diferente de Tebet, que participa ativamente da campanha de Lula neste segundo turno, Ciro acabou submergindo nessa reta final do pleito.
Entre os eleitores de pedetista — que obteve 3% dos válidos no primeiro turno —, as migrações são de, respectivamente: 45% para Lula, 26% para Bolsonaro e 23% pretendem anular, votar em branco ou em ninguém.
O cenário praticamente estável da disputa entre Lula e Bolsonaro a três dias do segundo turno, com oscilações apenas dentro da margem de erro, torna ainda mais dramático para as campanhas o dia 30 de outubro.
As expectativas ficam ainda mais elevadas quando se coloca nessa conta as expectativas sobre o que sairá das urnas em termos de votos nulos e brancos, além da abstenção — que costuma ser mais alta no segundo turno.
A decisão de não comparecer às urnas, embora o voto no Brasil seja obrigatório entre 18 e 70 anos, é tida como mais prejudicial a Lula caso atinja percentual negativo.
O eleitorado mais identificado com o petista está em segmentos de menor renda e menos escolaridade, que historicamente são os mais faltosos.
O combate à abstenção foi reforçado neste segundo turno com uma pressão para que prefeituras e governos estaduais liberassem o transporte público gratuito no domingo, no intuito de facilitar o deslocamento até as seções eleitorais. O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a medida.
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