🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

ELEIÇÕES NOS EUA

Por que um grupo ligado a Trump se mobiliza para ocupar um cargo obscuro nas próximas eleições nos EUA

Políticos ligados a Trump tentam ganhar os cargos de ‘secretário de Estado de Estado’, função burocrática, mas decisiva para a supervisão das eleições

Ricardo Gozzi
8 de novembro de 2022
6:03 - atualizado às 10:20
estados unidos, eua, banana, trump
Imagem: Pixabay

Faz quase dois séculos que o governo francês incumbiu um aristocrata de viajar aos EUA para elaborar um estudo sobre o sistema prisional norte-americano. Alexis de Tocqueville voltou para a França com apontamentos suficientes para ir muito além do objetivo original da jornada. A viagem ao “Novo Mundo” no início da década de 1830 resultou em “A Democracia na América”, livro que com o passar dos anos foi elevado a clássico do pensamento político liberal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando Tocqueville embarcou na viagem, a França vivia o interregno entre as primeira e segunda repúblicas, passando do rescaldo da Revolução Francesa às consequências do bonapartismo. Interessou-se particularmente pelos princípios que regiam a então jovem nação da América do Norte, cujo território na época estendia-se apenas até a margem leste do Rio Mississippi.

Enxergou na igualdade de condições um valor fundamental ao pleno desenvolvimento de uma democracia. Ainda na avaliação de Tocqueville, o respeito genuíno à ordem, à ponderação entre os poderes, à liberdade e ao direito são os pilares que diferenciam qualquer república de uma ditadura da maioria.

EUA: uma democracia na encruzilhada

Quase 200 anos depois, os princípios celebrados na obra de Tocqueville atravessam uma encruzilhada.

Pode-se dizer que, nas eleições de meio de mandato de 2022 nos EUA, há candidatos ativamente empenhados em sepultar “democraticamente” os princípios que alavancaram a sociedade norte-americana a modelo a ser seguido por admiradores fora de suas fronteiras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Falamos dos candidatos ligados ao ex-presidente norte-americano, Donald Trump, a um cargo relativamente obscuro, o de secretário de Estado de Estado. Assim mesmo, repetido.

Leia Também

Se na política nacional norte-americana, o secretário de Estado é indicado pelo presidente e equivale à função de ministro de Relações Exteriores, na política local, a função é amplamente burocrática - e definida no voto popular.

Por que então candidatos ligados a Trump organizaram uma coalizão para tomar de assalto as secretarias de Estado nessas eleições?

Porque uma das funções do “secretário de Estado de Estado” é supervisionar o processo eleitoral. E a contestação ao sistema de votação é parte central do discurso - e da estratégia - de Donald Trump para voltar à Presidência dos Estados Unidos.

Nas eleições de meio de mandato (midterms) de 2022, a “America First SOS coalition” reúne-se em torno dos republicanos Mark Finchem, Kristina Karamo, Diego Morales, Jim Marchant e Audrey Trujillo. Eles são candidatos à secretaria de Estado dos Estados de Arizona, Michigan, Indiana, Nevada e Novo México, respectivamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O entendimento da relevância do cargo ficou mais claro no rescaldo das eleições de 2020, quando veio à tona uma gravação na qual Trump pressionava o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, a “encontrar” 11.780 votos para dar a ele a vitória no Estado.

A coalizão SOS, sigla em inglês para Secretaria de Estado, conta ainda com o apoio de Kari Lake, candidata ao governo do Arizona, e Doug Mastriano, que busca o governo da Pensilvânia.

Todos os Estados citados são considerados chave para o desfecho das eleições nos EUA.

Já os políticos envolvidos com o movimento carregam outras características em comum.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Todos eles alegam que as eleições presidenciais de 2020 teriam sido fraudadas em desfavor de Donald Trump.

Também compartilham profundas conexões com a disseminação de elementos da QAnon, uma teoria conspiratória adotada pela extrema-direita norte-americana segundo a qual Trump seria uma espécie de salvador da pátria.

Caso eleitos, esses políticos se comprometem a “consertar” o país. Por consertar, leia-se redesenhar distritos e alterar o processo eleitoral com o objetivo de levar Trump de volta à Casa Branca em 2024.

É preciso abrir dois parênteses aqui:

  • Ao contrário do que ocorre no Brasil, onde o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) centraliza as normas e a supervisão das votações, o sistema norte-americano é descentralizado. Cada Estado tem autonomia para definir as regras das eleições ocorridas dentro de suas fronteiras, mesmo nas votações para presidente.
  • Nos Estados Unidos, a votação para presidente é indireta. O que vale é o placar do Colégio Eleitoral. Em 2016, por exemplo, Hillary Clinton teve quase 3 milhões de votos a mais do que Donald Trump nas urnas, mas o magnata ganhou por 304 a 227 no Colégio Eleitoral. Em 2020, Joe Biden precisou de 7 milhões de votos a mais para bater Trump por 306 a 232 no Colégio Eleitoral

Um novo Capitólio à vista nos EUA?

Na avaliação de Rachel Orey, integrante do Projeto de Eleições do Centro de Política Bipartidária, os candidatos da coalizão estão empenhados em abalar a confiança da população no processo eleitoral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ela teme a repetição, em 2024, de cenas como as de 6 de janeiro do ano passado, quando partidários de Trump indignados com a derrota do republicano atacaram o Capitólio, em Washington, na tentativa de impedir a declaração da vitória de Biden. Pelo menos cinco pessoas morreram na tentativa de golpe.

Ainda hoje, pesquisas indicam que dois em cada três eleitores do Partido Republicano têm dúvidas sobre a legitimidade do resultado das eleições de 2020.

Bret Schafer, integrante da Aliança Internacional pela Preservação da Democracia, acredita que os EUA sofrerão as consequências da participação desses políticos no processo eleitoral independentemente do resultado.

Se os candidatos da coalizão forem derrotados, seus apoiadores já estarão condicionados a acreditar que só pode ter ocorrido uma fraude. Se eleitos, estarão em uma posição de poder e terão capacidade de influenciar diretamente o resultado das eleições de 2024.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Ganhem ou percam, isso vai levar mais gente a duvidar da integridade da democracia norte-americana", disse ele à BBC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TOP 5

São Paulo sobe em ranking global do mercado imobiliário de luxo; confira a nova posição da capital paulista

22 de janeiro de 2026 - 9:09

Um levantamento da CBRE mostra a capital paulista no top 5 entre os maiores mercados do mundo em residências de luxo associadas a marcas 

SAI HOT-DOG, ENTRA COXINHA

A bolsa brasileira vai continuar atraindo o estrangeiro em 2026; saiba quais foram as ações preferidas dos gringos em 2025 

21 de janeiro de 2026 - 19:53

Cálculos do JP Morgan mostram que cerca de US$ 25 bilhões poderiam entrar na bolsa brasileira vindos lá de fora

SEM MAIS GREEN CARD?

Fim do sonho americano? A partir de hoje, brasileiros estão proibidos de mudar para os Estados Unidos

21 de janeiro de 2026 - 9:54

Medida dos Estados Unidos barra novos vistos de imigrantes para o Brasil e outras 74 nações sob o argumento de evitar custos ao contribuinte americano

ESTREIA EM GRANDE ESTILO

João Fonseca estreia no Australian Open 2026 nesta sexta (19); veja horário e onde assistir

19 de janeiro de 2026 - 20:29

Número 1 do Brasil, João Fonseca estreia no Australian Open 2026 diante do norte-americano Eliot Spizzirri; partida acontece às 22h40, no horário de Brasília

TESOURO ENTERRADO

O trunfo do Brasil que está no radar de Trump — e as 3 ações para monitorar antes do ‘boom’ das terras raras 

19 de janeiro de 2026 - 19:51

A China domina o segmento dos minérios indispensáveis para fazer de smartphones até mísseis inteligentes, mas o Brasil ocupa o segundo lugar e pode se beneficiar com o “degelo” nas relações com os EUA

TRUMP NA MIRA

Bazuca comercial: o que é a ‘arma’ que a Europa pretende usar contra Donald Trump na disputa pela Groenlândia

19 de janeiro de 2026 - 11:46

Após ameaça de tarifas de até 25% feita por Donald Trump, União Europeia avalia acionar instrumento de anticoerção econômica que pode atingir empresas e investimentos dos EUA

CONCENTRAÇÃO DE RENDA

Super-ricos cada vez mais ricos — e o mundo nunca foi tão desigual, segundo a Oxfam

19 de janeiro de 2026 - 11:04

Relatório da Oxfam mostra que bilionários acumularam US$ 2,5 trilhões em um único ano, enquanto pobreza estagna e fome avança

TENDÊNCIA NO SETOR BANCÁRIO

Inter (INBR32) recebe a bênção do Fed para ter uma filial em Miami; entenda como a autorização mexe com os negócios do banco 

16 de janeiro de 2026 - 19:45

Até então, o Inter operava nos EUA por meio da subsidiária Inter Payments e pela Inter US Holdings; BTG e Nubank também miraram o mercado norte-americano

ESCUDO PARA OS INVESTIMENTOS

A “proteção perfeita” para quem tem medo de a bolha da IA estourar um dia, segundo o Bank of America 

16 de janeiro de 2026 - 19:31

Os estrategistas do BofA selecionaram quatro setores que podem se beneficiar da inteligência artificial sem a exposição direta às empresas de tecnologia

INTERNACIONAL

O que acontece se Donald Trump invadir a Groenlândia? Otan prevê defesa contra inimigos externos, não internos

16 de janeiro de 2026 - 12:31

Declarações de Trump sobre a Groenlândia levantam dúvidas sobre os limites da defesa coletiva da OTAN quando a ameaça parte de um país-membro da própria aliança

QUEM ESTÁ NO PÓDIO?

A melhor oportunidade de investimento no exterior em 5 anos não está nos EUA. O Goldman Sachs revela a “mina de ouro”

15 de janeiro de 2026 - 19:47

O primeiro lugar do pódio com o maior potencial de retorno, segundo o banco, também é o primeiro no quesito volatilidade

BEM, PERO NO MUCHO

Fim do sufoco? Argentina ganha elogios do FMI, mas dívida segue no radar dos EUA

15 de janeiro de 2026 - 18:38

Fundo projeta um crescimento de cerca de 4,5% para este ano e destaca desceleração expressiva da inflação em 2025; mas norte-americanos alertam para possibilidade de calote

EUA DE OLHO

Do silêncio branco ao xadrez global: como é viver na Groenlândia, país que virou palco da disputa geopolítica de Donald Trump

15 de janeiro de 2026 - 11:29

Com sol escasso no inverno, dias intermináveis no verão e uma população menor que a de muitas cidades brasileiras, a Groenlândia saiu do isolamento e entrou no centro da geopolítica global

UNS CHORAM, OUTROS VENDEM LENÇOS

Ícone da moda de luxo, Saks pede falência nos EUA e abre espaço para a Macy’s na 5ª Avenida

14 de janeiro de 2026 - 18:37

A dona da Bloomingdale’s deve ser uma das poucas a se beneficiar com a entrada na rival no Chapter 11 — e os números mostram que ela está pronta para essa oportunidade

E O PRÊMIO VAI PARA...

Framboesa de Ouro: depois do Globo de Ouro, também tem Brasil entre os piores filmes do ano

14 de janeiro de 2026 - 17:01

Premiação que “celebra” os tropeços do cinema inclui nomes brasileiros na lista de indicados e mostra como sucesso e decepção caminham lado a lado 

BARRADOS DE ENTRAR?

Os 23 países com vistos suspensos por Trump que vão jogar a Copa do Mundo nos Estados Unidos

14 de janeiro de 2026 - 16:31

Suspensão de vistos atinge 75 países e inclui 23 seleções classificadas ou na repescagem da Copa do Mundo, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México

LISTA EXTENSA

Quais países tiveram o visto dos EUA barrado por Donald Trump? Confira a lista completa

14 de janeiro de 2026 - 15:36

Medida do governo Trump entra em vigor em 21 de janeiro, atinge 75 países e faz parte de uma revisão nos critérios de triagem e concessão de vistos pelos Estados Unidos

BARRADOS NO BAILE DE TRUMP

EUA barram emissão de vistos para brasileiros, idosos e pessoas obesas; confira os detalhes da medida que afeta 75 países

14 de janeiro de 2026 - 13:02

No total, Brasil e mais 74 países são alvo do endurecimento da política anti-imigração de Trump, que já revogou o recorde de mais de 100 mil vistos desde que voltou à Casa Branca, em janeiro do ano passado

MELHOR QUE SÃO PAULO E NOVA YORK

É uma ‘favela’, mas a qualidade de vida nela é maior do que a de muitas cidades pelo mundo

14 de janeiro de 2026 - 11:48

Bairros populares de Basileia desafiam estereótipos ao combinar renda mais baixa, serviços públicos eficientes, alto IDH e qualidade de vida acima da média global

SEM ROUANET

De onde veio o dinheiro para o filme O Agente Secreto? Spoiler: não teve Lei Rouanet

13 de janeiro de 2026 - 14:29

Filme brasileiro premiado no Globo de Ouro teve orçamento de cerca de R$ 27 milhões, apoio do Fundo Setorial do Audiovisual e coprodução internacional

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar