🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

TEMPORADA DE RESULTADOS

Temporada de balanços do segundo trimestre deve ser marcada por pressão de custos; saiba o que esperar

A safra de resultados financeiros do segundo trimestre começa nesta terça-feira (19); setores com maior peso no Ibovespa concentram as atenções

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
19 de julho de 2022
6:09 - atualizado às 0:16
Fachada do prédio da B3, em São Paulo
A temporada de balanços do segundo trimestre começa hoje. Imagem: Divulgação

Nesta semana o mercado se prepara para o início de mais uma temporada de balanços das empresas brasileiras. As divulgações começam em meio a um clima nada amigável de inflação alta no mundo todo e de uma recessão que parece cada vez mais inevitável. E, claro, com aquele tempero brasileiro de eleições à vista, algo que deixa o horizonte um pouco mais nebuloso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gestores e analistas entrevistados pelo Seu Dinheiro acreditam que a atual safra de balanços tende a ser morna. Não esperam grandes surpresas negativas nem positivas. Também não imaginam grandes fatos capazes de arrastar um setor inteiro para qualquer direção que seja.

Continue a nadar...

Mas uma coisa é consenso: quem soube nadar melhor no mar da alta da inflação e for capaz de continuar assim nos meses seguintes, repassando o aumento de custos e ganhando mercado, tende a sair melhor desse período tão turbulento.

E os balanços das empresas devem trazer informações relevantes que indicam quem já está conseguindo ganhar alguma vantagem.

Pressão sobre os custos

"A grande pergunta é: 'Essa empresa vai conseguir repassar a pressão de custos para o preço final?'", questiona Ricardo Peretti, estrategista da Santander Corretora. Ele observa que essa pressão de custos atinge todos os setores e que este ponto é o que merece grande atenção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A principal análise aqui é ver se as companhias terão capacidade ou não para manter margens estáveis e sem perder fatia de mercado", diz.

Leia Também

Olho nos balanços de shoppings e empresas de varejo alimentar

Entre os setores que ele acredita serem capazes de cumprir essa tarefa estão o de varejo alimentar e de shoppings centers. Afinal, todo mundo precisa consumir, seja um alimento ou uma roupa para voltar ao trabalho presencial.

E basta entrar em um supermercado para observar que os preços não param de subir e são repassados com frequência ao consumidor final, preservando as margens.

No caso dos shoppings, afirma Ricardo Peretti, as prévias operacionais do setor já anteciparam bons resultados, com melhor desempenho nas vendas e destaque para a recuperação dos aluguéis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O lojista aceitou pagar um aluguel mais caro porque viu suas vendas melhorarem recentemente", explica o estrategista sobre o momento melhor que o setor vive após meses de corredores mais vazios por conta da pandemia.

E os balanços dos bancos?

Mas claro que se o brasileiro está gastando, isso não quer dizer que ele tenha dinheiro de sobra. Pelo contrário. E por isso mesmo o setor bancário merece atenção nos dados referentes à inadimplência.

Ainda assim, o mercado prevê resultados sólidos para as grandes instituições financeiras, reconhecidas pela capacidade de atravessar períodos de crise com resiliência.

Na avaliação de Adriano Thiago, gestor da Tenax Capital, além de olhar os lucros dos bancos, o investidor precisa compreender também a dinâmica operacional e a "qualidade desse lucro".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Às vezes pode ser um lucro de baixa qualidade, por isso minha orientação é avaliar como está a dinâmica de inadimplência no período", afirma.

Na semana passada, o banco Julius Baer rebaixou as ações do setor financeiro dos países desenvolvidos diante do aumento do risco de inadimplência.

Logo, se os bancos de fora já estão sentindo esse impacto, é provável que o mesmo aconteça por aqui, acredita João Abdouni, analista de investimento da casa de análises Inv.

"Já vimos isso lá fora, então mesmo que os bancos venham com um lucro bom, o aumento de provisões também deve ser acompanhado de perto, especialmente pelo peso que o setor bancário tem na bolsa brasileira", aconselha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Empresas de saúde num cenário de pandemia

Muitas vezes a sensação é de que a pandemia acabou, mas infelizmente não foi o que aconteceu.

Para as empresas de saúde, um dos principais impactos é que agora os serviços contam tanto com a demanda de quem precisa de atendimento por conta do covid-19 quanto daquelas pessoas que interromperam tratamentos no passado diante do risco de contaminação.

"Os procedimentos eletivos que haviam sido postergados lá atrás foram retomados, enquanto uma nova onda de covid chegou ao Brasil, afetando os hospitais. E vale lembrar que o reajuste da ANS demorou para sair", conta Lucas Ribeiro, head de renda variável da Kínitro.

No fim de maio, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou um aumento de 15,5% nos planos de saúde individuais e familiares — o maior aumento desde o início da série histórica em 2000.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Ribeiro, mais essencial ainda é observar não apenas o registro dos últimos meses, mas principalmente o que está por vir.

"No caso do setor de saúde, já vemos os preços em recomposição, mas no geral, nem todas as empresas, seja de qual setor for, conseguem repassar essa pressão de custos generalizada. Para o investidor, o negócio é identificar quem consegue fazer isso ou não. Aí está a oportunidade", diz.

A Cielo (CIEL3) está na boca de todo mundo

Se o assunto é temporada de balanços, a Cielo (CIEL3) vai surgir entre os comentários dos especialistas.

Uma das ações com pior desempenho do Ibovespa nos últimos anos, ela parece ter deixado o pior momento para trás e a volta por cima ganha contornos cada vez melhores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As expectativas para o balanço da companhia são altos, principalmente por conta do maior volume de transações visto no setor, algo que beneficia a Cielo, além do bom momento para o negócio de emissões da Cateno — a joint-venture com o Banco do Brasil que atua na gestão de meios de pagamento.

Veja também: Nubank virou poupança? 3 contas rendeiras que ainda pagam 100% do CDI desde o primeiro dia

"Acredito que esse possa ser um destaque positivo dessa temporada de balanços, acima do que o mercado espera", diz Ricardo Peretti, estrategista da Santander Corretora.

Para ele, a fase em que a Cielo vinha perdendo espaço para as concorrentes é passado e investir em empresas assim acaba sendo uma proteção natural contra a inflação, uma vez que elas continuam ganhando em cima das vendas realizadas.

Na semana passada, foi a vez de o Itaú BBA reforçar suas estimativas positivas para CIEL3, da qual se espera um desempenho melhor na comparação com as concorrentes Stone e PagSeguro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relatório recente, a equipe de analistas do JP Morgan também apontou que vê como ponto positivo a estabilização da participação da empresa no mercado, que perdeu espaço para as concorrentes nos últimos cinco anos.

Quando todo vento sopra a favor

E há também aquelas empresas que conseguem se sair bem em praticamente qualquer cenário, principalmente porque comercializam bens essenciais, como as empresas de energia.

Mas, além disso, o analista de investimento da Inv, João Abdouni, comenta que essas empresas também vivem um bom momento por conta das novas concessões e mudanças regulatórias do setor energético.

"A Equatorial (EQTL3) é um exemplo de empresa que conseguiu concessões e ainda está com novos projetos que ajudam a gerar mais receita e geração de caixa, vem crescendo com boa taxa de retorno e vai bem apesar do cenário adverso", explica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma amostra disso foi dada na semana passada, quando a companhia anunciou sua entrada no setor de saneamento, onde será responsável pelos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário no Amapá pelos próximos 35 anos.

Os balanços das gigantes de commodities

E, claro, não dá para terminar sem falar das empresas de commodities, que também possuem um peso grande dentro do Ibovespa. Mas aqui, segundo analistas e gestores, não deve haver grandes surpresas.

"O setor de celulose pode ser o ponto alto entre as empresas de commodities nessa temporada", aposta Ricardo Peretti, estrategista da Santander Corretora.

Em relatório, a XP aponta que as empresas do setor devem apresentar bons resultados devido ao alto nível de preços, além do efeito positivo da sazonalidade do período, com maior produção, o que ajuda na diluição dos custos fixos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE COMPRAR?

Mercado Livre (MELI34): ação cai 10% após 4T25, mas isso não significa que a empresa está no caminho errado. O que explica o movimento?

25 de fevereiro de 2026 - 14:38

Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante

BALANÇO 4T25

Mercado Livre (MELI34) tem lucro menor no 4T25, mas frete grátis ‘mostra a que veio’ no Brasil; veja os números

24 de fevereiro de 2026 - 18:54

A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora

ESFRIOU NA BOLSA

Ação da dona da Brastemp cai mais de 14%: o que derrubou os papéis da americana Whirlpool (WHR)?

24 de fevereiro de 2026 - 17:22

Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado

ESTRATÉGIA DO GESTOR

O Ibovespa ficou caro demais? Gestores se mostram cautelosos e passam longe de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); saiba onde eles estão investindo

24 de fevereiro de 2026 - 14:32

Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro

MERCADOS HOJE

O Taco voltou: investidores ignoram tarifas de Trump — Ibovespa vai às máximas históricas e Nova York também avança

24 de fevereiro de 2026 - 13:49

Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados

DEU RUIM?

PicPay (PICS) desaba 18% desde o IPO: cilada ou oportunidade de compra? Citi dá o veredito

23 de fevereiro de 2026 - 18:12

Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis

SEM SINAL

Subiu no telhado? Acordo com a Claro fica travado e ação da Desktop (DESK3) chega a cair mais de 22%

23 de fevereiro de 2026 - 17:29

Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O capitão que mudou a rota do Bradesco (BBDC4), as novas tarifas de Trump e o que mais você precisa saber hoje

23 de fevereiro de 2026 - 8:32

Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente

DESCONTO E POTENCIAL DE ALTA

Dividend yield de 16%: por que este fundo imobiliário chamou a atenção do BTG

22 de fevereiro de 2026 - 17:37

Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa pega fogo com Trump e vai aos 190 mil pontos em novo recorde de fechamento; dólar bate mínima em quase 2 anos 

20 de fevereiro de 2026 - 19:09

O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%

LAJE CORPORATIVA NA CARTEIRA

Com dividendos turbinados no radar, fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11) entra na mira do BTG Pactual

20 de fevereiro de 2026 - 17:01

Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados

CHEGOU NO LIMITE?

Porto Seguro (PSSA3) já deu o que tinha que dar? BBI corta recomendação para as ações e mostra outras mais atrativas

20 de fevereiro de 2026 - 16:59

O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual

‘AGITOS’ DO MERCADO IMOBILIÁRIO

RBVA11 vende agência do Santander, Carrefour vende lojas, BLMG11 recompra cotas e MFII11 lança novo projeto: o que mexe com os FIIs hoje

20 de fevereiro de 2026 - 12:41

Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”

NEM SÓ PAPEL, NEM SÓ TIJOLO

O curinga dos fundos imobiliários: por que os FIIs multiestratégia podem ser um verdadeiro trunfo para os investidores em 2026

20 de fevereiro de 2026 - 6:03

Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas

GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

MAIS DILUIÇÃO

Azul (AZUL53): depois de emitir mais 45 trilhões de ações para sair da RJ o quanto antes, aérea desaba 50% na bolsa; entenda

19 de fevereiro de 2026 - 17:53

Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição

SUSTENTABILIDADE NA BOLSA

Investimento em ESG: C&A (CEAB3) e Allos (ALOS3) entram nas ações sustentáveis recomendadas pelo BTG em fevereiro

19 de fevereiro de 2026 - 15:40

As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)

O GRUPAMENTO ESTÁ VALENDO

Simpar (SIMH3) corta pela metade ações em circulação e amplia teto para novas emissões; veja o que muda para o acionista

18 de fevereiro de 2026 - 15:21

A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado

PORTFÓLIO EM EXPANSÃO

TRXF11 adiciona mais um galpão logístico ao carrinho, que será ocupado por gigante do e-commerce

18 de fevereiro de 2026 - 11:06

Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

De ressaca? O que esperar dos papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) hoje, depois de perderem valor em Wall Street no feriado

18 de fevereiro de 2026 - 10:48

ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar