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Herdeiro da indústria têxtil, Eduardo Saverin e família foram morar em Miami para fugir da crise política e econômica dos anos 1990
O Facebook, rede social que revolucionou — para o bem ou para o mal — a forma como nos comunicamos, costuma ser associada a Mark Zuckerberg. Mas o gênio da tecnologia provavelmente não teria saído dos dormitórios da Universidade de Harvard para se tornar um dos homens mais ricos e poderosos se não fosse pelo colega brasileiro Eduardo Saverin.
O papel fundamental na criação do Facebook rendeu a Savarin, de 40 anos, um patrimônio líquido de US$ 10,6 bilhões (R$ 49,2 bilhões), o que o coloca como vice-campeão na lista de bilionários brasileiros da Forbes.
O brasileiro deixou o Facebook ainda nos primeiros anos em um episódio ruidoso, mas ainda detém uma participação na companhia.
O apetite por inovação, contudo, permanece: ele é cofundador e sócio do fundo de capital de risco mundial B Capital Group. Saiba mais sobre a história e a construção da fortuna de Eduardo Saverin nesta edição da Rota do Bilhão.
O segundo homem mais rico do Brasil é paulista e herdeiro da indústria têxtil. Eduardo Saverin é neto do fundador da fábrica de roupas infantis Tip Top, Eugênio Saverin. Ou seja, dinheiro nunca foi problema.
Aos 11 anos, a família Saverin se mudou para Miami, nos Estados Unidos, para fugir da crise econômica que assombrava o Brasil no início dos anos 1990. Na época, o país vivia um cenário de hiperinflação e recuo recorde de 4,3% do PIB em 1990.
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Além disso, esse período foi marcado pela mudança de moeda — o cruzeiro substituiu o cruzado novo — e pelo confisco da poupança no governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
Já nos EUA, o pai Robert Saverin fundou uma empresa de exportação de remédios. Eduardo cresceu em Miami, concluiu o ensino médio na Gulliver Preparatory e se formou em Economia pela Universidade de Harvard, com a honraria magna cum laude. Também foi em Harvard que ele cruzou o seu caminho com o de Mark Zuckerberg.
O brasileiro se destacou durante a graduação como presidente da Associação de Investimentos da universidade: Saverin conseguiu lucrar US$ 300 mil em investimentos em petróleo, aproveitando algumas brechas na regulação sobre insider trading no Brasil, segundo informações publicadas pela imprensa.
E chamou a atenção do estudante de ciência de computação e psicologia que se tornou o CEO da Meta. Os dois se empenharam em um projeto que revolucionaria as relações sociais: o Thefacebook, que se tornou a rede social Facebook.
Em 2004, o grupo dos universitários de Harvard liderado por Zuckerberg lançou a rede social, que inicialmente era voltada para a comunicação interna e interação entre os alunos da faculdade.
Saverin, então com 22 anos, aportou cerca de mil dólares no projeto e se tornou responsável pela rentabilidade do novo negócio. A divisão inicial do negócio era: 70% para Mark, criador e programador, e 30% para o brasileiro, co-criador e gestor dos rumos da empresa recém-criada.
Outros três colegas de Harvard — Dustin Moskovitz, Andrew McCollum e Chris Hughes — entraram depois, mas a tempo de pegar o projeto “engatinhando”.
A ideia deu tão certo que, dois anos depois, a rede foi aberta para o público: qualquer pessoa acima de 13 anos de idade poderia criar uma conta e usar a rede social.
E uma curiosidade: o primeiro endereço empresarial do Thefacebook foi a casa dos pais do brasileiro em Miami.
Apesar do sucesso, a relação dos criadores não era uma das melhores, sobretudo entre Saverin e Zuckerberg. As tensões levaram à saida do brasileiro da empresa. O episódio foi recriado de forma ficcional no filme A Rede Social. Veja a seguir:
O site de notícias Business Insider trouxe uma visão mais próxima da realidade com uma série de reportagens sobre o tema. Às vésperas da abertura de capital da companhia (IPO, em inglês), em 2012, o site publicou e-mails e mensagens instantâneas de conversas de Zuckerberg com os advogados e demais sócios do Facebook para retirar o brasileiro da sociedade.
Mark ansiava pelo controle total sobre o negócio e, para isso, agiu estrategicamente entre julho de 2004 e janeiro de 2005 para diminuir o poder de decisão concentrado nas mãos do brasileiro.
Ainda segundo o site, Zuckerberg não foi o vilão retratado no filme: Saverin já não trabalhava diretamente no Facebook desde 2005, ou seja, um ano depois do lançamento da rede.
Além disso, nas palavras de Zuckerberg, “ele deveria criar a empresa, obter financiamento e fazer um modelo de negócio. Ele falhou em todos os três… Agora que eu não voltar para Havard, eu não preciso me preocupar em ser espancado por bandidos brasileiros”.
Vale lembrar que o CEO da Meta abandonou a graduação aos 20 anos, diante do sucesso do Facebook.
O brasileiro recorreu à Justiça americana para autenticar a sua colaboração no desenvolvimento da rede social e reconquistar o direito de sua participação na empresa. A quantidade exata dos papéis do Facebook nas mãos de Saverin nunca foi divulgada oficialmente.
Contudo, essa pequena, mais valiosa parte, foi o pontapé na construção do patrimônio de Saverin, que hoje também é sócio e cofundador de uma gestora de investimentos de escala global, a B Capital.
Em 2012, o cofundador do Facebook voltou a chamar a atenção da mídia ao renunciar à cidadania americana. Em meio a boatos, a decisão teria sido tomada para evitar o pagamento de 15% de impostos sobre ganhos de capital com a abertura das negociações do Facebook na bolsa de valores.
Ao comentar o episódio à Revista Veja, Eduardo Saverin alegou que a renúncia foi “apenas baseada no interesse em trabalhar e viver em Singapura”, local onde reside desde 2009.
“Sou obrigado e pagarei centenas de milhões de dólares em impostos ao governo americano. Paguei e continuarei a pagar as taxas devidas sobre tudo o que ganhei enquanto fui cidadão dos Estados Unidos”, afirmou o bilionário à revista brasileira.
Com a renúncia à cidadania, Saverin teria economizado cerca de US$ 700 milhões, de acordo o “The Wall Street Jornal”. Já segundo estimativas da Bloomberg, a quantia estava na margem dos US$ 225 milhões.
Uma coisa é certa: com a residência fixa no país asiático, o brasileiro se livrou de pagar os impostos à terra do Tio Sam, já que o país não cobra esse tributo.
Uma viagem a Singapura em 2009 para ajudar um amigo em um negócio mudou a vida de Eduardo Saverin. Ele acabou decidindo permanecer no país após reencontrar uma antiga colega de faculdade, a indonésia Elaine Andriejanssen, com quem acabou se casando.
Essa, pelo menos, é a versão oficial.
Mas de acordo com alguns jornais, Saverin teria uma vida de luxo, com festas e apartamentos caros em Singapura, o que o brasileiro nega.
De olho em negócios potenciais para investir, Eduardo Saverin fundou em Singapura o fundo de risco B Capital, com o veterano do BCG e da Bain Capital, Raj Ganguly.
O fundo de investimentos em startups foi fundado em 2015 e tem US$ 1,4 bilhão em ativos sob gestão, segundo a revista Forbes.
Com escritórios em Pequim, Hong Kong, Singapura, Nova York, São Francisco e Los Angeles, atualmente, o portfólio da B Capital é composto por quase 100 startups localizadas na Europa, Ásia e América do Norte, dos ramos de saúde, logística e comércio exterior.
Como co-fundador e sócio, Saverin gerencia a área de Early Ventures e Growth, ou seja, empresas de tecnologia em estágio de desenvolvimento e crescimento nas regiões do Sul da Ásia e da Índia.
Saverin já cogitou abrir o capital da B Capital por meio de uma fusão com uma empresa de aquisição de propósito específico (Spac).
Em fevereiro de 2021, a empresa de investimentos apresentou documentos à SEC — Comissão de Valores Mobiliários americana — para levantar US$ 300 milhões.
A abertura de capital era prevista para este ano, mas foi interrompida em maio com a piora no cenário para o setor de tecnologia com a alta de juros nos Estados Unidos.
Além de ser o segundo homem mais rico do Brasil, Saverin também ocupa a mesma posição no ranking da Forbes de Singapura. Por lá, ele entrou na lista no mesmo ano que renunciou à cidadania americana, em 2012.
Aqui no Brasil, Eduardo Saverin chegou a ocupar a liderança no ranking de brasileiros mais ricos. Mas perdeu a posição a posição após a divulgação do balanço do último trimestre da Meta em 2021, em fevereiro deste ano.
Em um único dia, os papéis da empresa comandada por Zuckerberg caiu 25%, cerca de US$ 252 milhões. O principal motivo para as perdas foi a queda de mais 500 mil usuários por dia entre outubro e dezembro do ano passado.
O impacto na fortuna de Severin foi imediato. O brasileiro perdeu US$ 4,3 bilhões em seu patrimônio, o que o fez deixar a liderança de homem mais rico do país para o empresário Jorge Paulo Lemann — sobre quem falaremos na Rota do Bilhão na próxima semana.
Saverin sabe que o nome dele será sempre relacionado ao do Facebook. Mas ainda que tenha alcançado uma posição privilegiada, ele segue perseguindo uma próxima tacada.
“Não importa quão sortudo ou abençoado eu possa ser, nunca vou me aposentar em uma praia.”
Eduardo Saverin à Forbes, 2019
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