O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O mau humor envolvendo as ações da empresa de mídia social tomou conta após a plataforma registrar um prejuízo de US$ 359,5 milhões no terceiro trimestre de 2022
Nem mesmo o efeito de cachorrinho é capaz de mascarar o novo balanço entregue pela Snap (Nasdaq: SNAP) no terceiro trimestre de 2022. Mais uma vez, a dona da rede social Snapchat decepcionou o mercado com números piores que o esperado, e as ações sentem o tranco nesta sexta-feira.
A rede social de fotos temporárias, que outrora incomodava Mark Zuckerberg por ser uma concorrente direta do Facebook e Instagram, hoje despenca quase 30% na bolsa norte-americana Nasdaq na abertura dos mercados em Wall Street.
A queda de hoje amplia as perdas no ano para 83%. Nos últimos 12 meses, a Snap amarga uma queda de 90% no valor de mercado.
Como se vê, o mercado já não botava muita fé na dona do Snapchat. Mas o mau humor envolvendo as ações da companhia foi renovado após o prejuízo milionário entregue pela Snap entre julho e setembro deste ano.
As perdas da plataforma de mídia social somaram US$ 359,5 milhões, um avanço de quase 400% frente ao registrado no mesmo período de 2021.
Se somados os resultados dos nove primeiros meses de 2022, porém, o prejuízo da companhia chega a US$ 1,14 bilhão, equivalente a mais do que o dobro das perdas acumuladas em igual intervalo do ano passado.
Leia Também
Não bastasse o resultado desanimador, a companhia decidiu não fornecer projeções para o próximo trimestre pela segunda vez seguida, o que intensifica os temores dos investidores quanto aos futuros balanços da Snap.
A receita da dona do Snapchat registrou crescimento na comparação anual. Ainda assim, ficou abaixo das projeções do mercado.
A companhia faturou US$ 1,13 bilhão no terceiro trimestre, correspondendo a uma alta de 6% em relação a 2021. No acumulado do ano até setembro, o número chegou a US$ 3,3 bilhões, aumento de 17% na mesma base.
“O nosso crescimento de receita continuou a desacelerar no terceiro trimestre e segue impactado por fatores registrados no ano passado, incluindo mudanças nas políticas da plataforma, ventos contrários macroeconômicos e aumento da concorrência", destacou a Snap, em carta aos investidores.
A empresa de mídia social informou que os parceiros de publicidade em diversos setores diminuíram seus orçamentos para marketing, devido às pressões sobre os custos.
O problema não é vivido unicamente pela Snap, porém. As rivais de redes sociais, como a Meta, dona do Facebook e Instagram, viram um aumento da dificuldade em encontrar clientes dispostos a gastar com anúncios após as mudanças de privacidade anunciadas pela Apple.
Isso porque, em 2021, a empresa da maçã decidiu alterar sua política de privacidade para "proteger" seus usuários. Acontece que plataformas como o Facebook e o Snapchat perderam a capacidade de rastrear usuários pela internet e criar anúncios direcionados aos interesses de cada um.
Apesar da falta de previsões para o quarto trimestre, a dona do Snapchat já sinalizou que provavelmente veremos uma continuação da desaceleração do crescimento da receita, uma vez que o período é marcado pela “dependência da receita de publicidade ligada à marca”.
Apesar dos números decepcionantes para o mercado, o balanço da Snap também entregou dados positivos no terceiro trimestre.
"Neste trimestre, tomamos medidas para focar ainda mais em nossas três prioridades estratégicas: aumentar nossa comunidade e aprofundar seu envolvimento com nossos produtos; reacelerar e diversificar nosso crescimento de receita; e investir em realidade aumentada", disse o CEO Evan Spiegel.
Um deles foi o aumento dos assinantes do Snapchat+, o modelo de assinatura da rede social lançado no fim de junho que contava com “lançamentos e serviços exclusivos”.
A versão paga da plataforma atingiu o patamar de 1,5 milhão de assinantes ao final de setembro, sendo oferecida em mais de 170 países.
Além disso, o número de usuários ativos diários do Snapchat cresceu 19% no terceiro trimestre frente ao mesmo intervalo de 2021, para 363 milhões de pessoas.
"O crescimento de nossa comunidade para 363 milhões de usuários ativos diários, um aumento de 19% ano a ano, continua a expandir nossa oportunidade de longo prazo à medida que navegamos neste ambiente macroeconômico volátil", destacou Spiegel.
Outro indicador que registrou crescimento relevante entre julho e setembro foi o tempo gasto pelos usuários assistindo o “Holofote”, um espaço do aplicativo para explorar os “snaps mais interessantes, não importando quem os criou”, que aumentou 55% na base anual.
Além do balanço do terceiro trimestre, a Snap ainda informou que irá desembolsar até US$ 500 milhões do próprio caixa para recomprar suas ações no mercado.
De acordo com a dona do Snapchat, as aquisições dos papéis classe A devem acontecer nos próximos 12 meses, mas o momento e o número exatos de ações recompradas dependerão de diversos fatores, incluindo preço das ações, volume de negociação, condições econômicas e de mercado.
A companhia destaca que o programa pode ser modificado, suspenso ou até mesmo encerrado a qualquer momento.
Existem diversos motivos que levam uma empresa a aprovar um programa de recompras como esse. Entre eles, estão:
No caso da Snap, porém, o objetivo do programa será utilizar o balanço patrimonial da empresa para “compensar, de forma oportuna, uma parte da diluição relacionada à emissão de units restritas aos funcionários como parte do programa global de remuneração”.
Vale destacar que, nos últimos nove meses, a dona do Snapchat gastou cerca de US$ 937 milhões em remuneração baseada em ações a seus trabalhadores, segundo informações do MarketWatch.
*Com informações de MarketWatch e CNBC
Em participação no Imersão Money Times, em parceria com a Global X, Caio Gomes, diretor de IA e dados do Magalu, explica quais foram as estratégias para adoção da tecnologia na varejista
Após a recuperação judicial nos Estados Unidos, quase fusão com a Azul e OPA, a companhia vai voar para longe da bolsa
Com papéis na casa dos centavos, varejista tem prazo para reagir; saída de presidente do conselho adiciona pressão
Após reduzir alavancagem, varejista busca agora melhorar a qualidade do funding; entenda
A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos
Companhia propõe cortar piso de distribuição para 1% do lucro e abre espaço para reter caixa; investidor pode pedir reembolso das ações
Pagamento anunciado pelo banco será realizado ainda em 2026 e entra na conta dos dividendos obrigatórios
Após tombo de mais de 90% desde o IPO, banco vê espaço adicional de queda mesmo com papel aparentemente “barato” na bolsa; entenda
Apesar de sinalizar uma possível virada operacional e reacender o otimismo do mercado, a Hapvida (HAPV3) ainda enfrenta ceticismo do Citi, que reduziu o preço-alvo das ações
Com o aumento dos investimentos, as margens continuam comprimidas, então o retorno para acionistas não deve vir no curto prazo, acredita o banco. Entrada no segmento farmacêutico também deve ser gradual, com projeto piloto lançado ainda neste ano
Banco vê espaço para revisões positivas de lucro, impulsionadas por minério mais caro, disciplina de capital e resiliência da demanda chinesa
Apple lança update com foco em segurança, entretenimento e acessibilidade, em sintonia com discussões como a Lei Felca
Fundo minoritário propõe injetar capital novo na operação, mas exige antes reconfigurar a governança da companhia; entenda
Empresas já estão renegociando dívidas com credores há muito tempo, mas, para algumas, o fôlego acabou. Guerra e juros altos podem levar a uma piora do cenário corporativo, segundo especialistas consultados por Seu Dinheiro
Gigante do e-commerce vê espaço para crescer e acelera aportes em logística e serviços financeiros; confira os detalhes do plano
Com base no desempenho do quarto trimestre de 2025, banco destaca quais empresas conseguiram driblar os juros altos e o consumo fraco no final do ano passado
BTG vê avanço operacional e melhora financeira após Investor Day, mas mantém cautela com juros altos e estrutura de capital
Ainda não é possível saber qual o tamanho do impacto do Imposto Seletivo sobre cervejas, que ainda não foi regulamentado; efeito sobre a Ambev deve ser neutro
Suspensão temporária no principal motor do negócio resulta em balanço “misto” no 4T25. Vale a pena manter o otimismo com as ações agora?
Nos últimos dias, diversos vídeos nas redes sociais mostram que a Zara reprecificou diversos produtos. A própria XP verificou, em levantamento, que os itens ficaram 15% mais baratos, com alguns cortes chegando a 30%