🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Audiência em queda

Netflix (NFLX34) decepciona o mercado, perde assinantes no primeiro trimestre e desaba mais de 20% em NY

A Netflix (NFLX34) viu sua base global de assinantes encolher no primeiro trimestre e reportou receita líquida abaixo das expectativas

Victor Aguiar
Victor Aguiar
19 de abril de 2022
17:08 - atualizado às 12:14
Imagem mostrando uma mão segurando um controle remoto apontado para uma TV; na tela, aparece o logo da Netflix (NFLX34)
Imagem: Unsplash

O inferno astral da Netflix (NFLX34) não se resume à perda do Oscar de melhor filme para a Apple: há pouco, a pioneira no setor de streaming de séries e filmes reportou seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2022 — e o mercado não gostou nada do que viu, com a receita líquida ficando aquém das expectativas e as projeções para os próximos meses mostrando um cenário sombrio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, ainda mais preocupante: houve um decréscimo na base de assinantes, criando uma nuvem de dúvida sobre a cabeça dos investidores. Será que a competição com Disney+, Apple TV, Amazon Prime e outros serviços finalmente atingiu a Netflix?

Indo aos números: a empresa registrou receita líquida de US$ 7,89 bilhões nos três primeiros meses de 2022. O dado representa um crescimento de 9,8% na base anual, mas está abaixo das projeções do mercado, que estimavam uma cifra em torno de US$ 7,95 bilhões, segundo dados da Bloomberg.

O lucro por ação (EPS), de US$ 3,53, até superou as projeções dos analistas, de US$ 2,91. No entanto, o que realmente chamou a atenção dos investidores foi o comportamento da base de assinantes: ela encolheu em 200 mil usuários na comparação com o trimestre anterior.

Como resultado, as ações da Netfilx despencam no after market de Nova York — uma espécie de prorrogação do pregão regular. Por volta de 18h15, os papéis NFLX recuavam 26%, a US$ 257,94.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sem desculpas para a fraqueza

Chama a atenção o tom sóbrio adotado pela Netflix (NFLX34) em sua mensagem aos acionistas. Logo na primeira linha, a empresa diz que "o crescimento de nossa receita desacelerou consideravelmente"; ainda no primeiro parágrafo, a administração reconhece que "há desafios para o crescimento", incluindo a competição crescente na arena dos streamings.

Leia Também

É claro que, por já ter uma base de assinantes muito grande, é de se esperar que a Netflix mostre taxas de crescimento muito mais suaves que a de seus rivais. Dito isso, a empresa começa a esbarrar em alguns obstáculos relevantes, especialmente o compartilhamento de contas.

Ao todo, a Netflix tem pouco mais 220 milhões de assinaturas residenciais; no entanto, a empresa estima que outras 100 milhões de casas tenham acesso ao conteúdo de sua plataforma por meio do compartilhamento de contas — somente nos EUA e no Canadá, os principais mercados consumidores, seriam 30 milhões de residências com esse perfil.

Ou seja: há um problema na monetização do acesso ao conteúdo — por mais que as visualizações de séries e filmes estejam apresentando métricas positivas, isso não necessariamente se traduz em mais receita.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Gráfico de barra mostrando as principais fontes de tempo de TV nos EUA; a Netfilx (NFLX34) fica com 6,4% do total
Tempo de uso da TV nos EUA, por serviço de conteúdo. Repare que, entre maio de 2021 e fevereiro de 2022, a Netflix (NFLX34) ganhou 0,4 ponto de participação de mercado, taxa semelhante à do Prime Video; por outro lado, o Disney+ e outros serviços se expandiram num ritmo maior.

"Nosso plano é reacelerar nossas visualizações e crescimento de receita, continuando a melhorar todos os aspectos da Netflix", diz a empresa, em mensagem aos acionistas. "Em particular, a qualidade de nossa programação e recomendações, que são os aspectos que nossos membros mais valorizam".

E o que fazer em relação ao compartilhamento de contas? Segundo a companhia, rachar a senha com seus amigos ou familiares foi um fator importante para o crescimento da Netflix no passado, ajudando a popularizar o serviço; agora, no entanto, é hora de monetizar essa prática — e já há uma série de iniciativas sendo testadas.

Apesar de não conseguirmos monetizar tudo [do compartilhamento de contas] no curto prazo, acreditamos que há uma grande oportunidade no médio/longo prazo

Netflix, em mensagem aos acionistas

Netflix (NFLX34): nuvens pesadas no horizonte

Dito isso, fato é que o mercado se preocupa com o curto prazo — e as coisas não parecem particularmente animadoras para a Netflix (NFLX34) num horizonte mais breve.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja, por exemplo, as projeções da companhia para o segundo trimestre de 2022: a receita estimada é de US$ 8,05 bilhões, um aumento de apenas 2% em relação aos três primeiros meses do ano; o lucro por ação deve encolher ao nível de US$ 3,00.

Mas, novamente, o dado que realmente preocupa vem do front dos assinantes: a Netflix projeta um encolhimento de cerca de 2 milhões em sua base global de usuários — uma tendência que já vinha sendo alertada por alguns analistas, que se mostram cada vez mais céticos quanto à estratégia de publicar todos os capítulos de uma série de uma só vez.

Se, por um lado, esse método gera um pico de audiência e um enorme buzz nas redes sociais, por outro ele também eleva o chamado 'churn' — a prática de cancelamento das assinaturas num curto período de tempo. Em outras palavras: as pessoas veem o que lhes interessa e, em seguida, interrompem o serviço; não há retenção.

"Nossas previsões assumem que as tendências atuais persistam (como a expansão mais lenta das novas assinaturas e o impacto das mudanças de preço), além da sazonalidade típica (o segundo trimestre costuma ser menos movimentado)", diz a empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto ao resultado do primeiro trimestre em si, a Netflix faz uma observação pertinente: o período foi impactado pela interrupção dos serviços na Rússia, em retaliação à guerra conduzida pelo país contra a Ucrânia. Essa decisão, sozinha, retirou cerca de 700 mil assinantes da base da companhia.

Portanto, se esse efeito for desconsiderado, teríamos uma ligeira expansão de 500 mil usuários na base da Netfilx — um dado que em nada alivia a decepção do mercado. A própria empresa projetava um crescimento líquido de cerca de 2,5 milhões de novos assinantes entre janeiro e março; no mesmo período do ano passado, houve um acréscimo de 4 milhões.

Netflix (NFLX34): sucesso de público...

Em termos do conteúdo em si, a Netflix (NFLX34) destaca que o primeiro trimestre teve sucessos de audiência: a segunda temporada de Bridgerton, com 627 milhões de horas de exibição, tornou-se a maior série em língua inglesa da história da companhia. Inventando Anna, O Golpista do Tinder e O Projeto Adam também foram bem recebidas.

Outro foco da companhia é a internacionalização do conteúdo, com produções sendo feitas em mais de 50 países e que têm tido impacto para além de suas respectivas fronteiras — caso das coreanas Round 6 e All of Us Are Dead, e da espanhola La Casa de Papel. "Um foco importante é estender nossa liderança nessa área", diz a Netflix.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

...ou fracasso de crítica?

Por mais que as séries e filmes sejam bem recomendadas, fato é que, na bolsa americana, as ações NFLX estão num mau momento: com a queda vista no after market desta terça (19), os papéis romperam o piso dos US$ 300 pela primeira vez desde março de 2020, ainda no início da pandemia.

Gráfico de linha mostrando o comportamento das ações da Netflix (NFLX) em nova York desde 2020

Na B3, os recibos de ações (BDRs) da Netflix (NFLX34) fecharam o pregão em forte queda de 12,4%, a R$ 27,40; como a bolsa brasileira funciona até às 18h, os investidores locais tiveram tempo para reagir ao balanço da companhia, publicado pouco depois das 17h.

No acumulado de 2022, os ativos NFLX34 amargam perdas de quase 60% na B3.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

Para quem o GPA (PCAR3) deve R$ 4,5 bilhões? Lista de credores vai de Itaú a Casas Bahia

11 de março de 2026 - 12:45

Varejista entrou em recuperação extrajudicial e suspendeu os pagamentos por 90 dias para tentar reorganizar suas finanças

CAMINHO TORTUOSO

Como a Raízen (RAIZ4) chegou até a recuperação extrajudicial? As discussões que levaram a gigante dos combustíveis a renegociar dívidas de R$ 65 bilhões

11 de março de 2026 - 11:04

A maior produtora global de açúcar e etanol de cana já havia dito que estava avaliando a reestruturação da sua dívida e que uma recuperação extrajudicial estava entre as possibilidades

EM BUSCA DE FÔLEGO

Raízen (RAIZ4) tenta parar o relógio de R$ 65 bilhões em dívidas: empresa pede trégua em pedido de recuperação extrajudicial

11 de março de 2026 - 7:44

Joint venture de Cosan e Shell busca 90 dias de suspensão de pagamentos enquanto negocia reestruturação com bancos e investidores

DE CARA NOVA

De ex-CEO do Banco do Brasil a ex-S&P: os três conselheiros que devem ajudar a acelerar a transformação do Bradesco

10 de março de 2026 - 19:48

A movimentação, que já havia sido antecipada ao mercado no mês passado, traz nomes de peso do setor financeiro para o colegiado

VEREDITO DO MERCADO

A Vale ainda tem espaço para subir mais? O tripé que chama atenção do gringo para os ADRs da mineradora

10 de março de 2026 - 18:15

Analistas do Itaú BBA e do Citigroup reforçam a tese positiva para a mineradora após encontro com o CEO e o diretor de RI da companhia

MRV DAY

MRV (MRVE3) quer pôr uma pedra no ‘problema Resia’ para focar no futuro: “certeza que será maravilhoso”, diz CEO

10 de março de 2026 - 16:43

No MRV Day, gestão contou os planos para acabar de vez com o peso da operação nos EUA. O objetivo é concentrar esforços no mercado brasileiro para impulsionar margens e retorno aos acionistas

SUBIU DEMAIS?

Hora de tirar o pé das Havaianas? Citi rebaixa ação da Alpargatas (ALPA4) após rali de quase 120% na B3

10 de março de 2026 - 14:41

Analistas dizem que o turnaround funcionou — mas o mercado já parece ter colocado essa melhora na conta; veja a tese

CONFIANÇA RENOVADA

Embraer (EMBJ3) pode voar ainda mais alto: JP Morgan eleva preço-alvo e vê potencial de alta de 30%

10 de março de 2026 - 13:09

Banco revisa estimativas após resultados do 4º trimestre e mantém recomendação de compra para a fabricante brasileira de aeronaves

CRISE FINANCEIRA

Cosan (CSAN3) trava queda de braço com Shell sobre capitalização da Raízen (RAIZ4): “Formato atual não resolve”, diz CEO

10 de março de 2026 - 11:58

Cosan diz que modelo proposto não ataca o nó estrutural da Raízen e defende mudanças mais profundas na companhia de energia e combustíveis

TENTATIVA DE RESPIRO

Após rombo bilionário do Master, Banco de Brasília (BRB) tenta captar R$ 8,9 bilhões para reforçar o caixa

10 de março de 2026 - 11:24

Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações

DÍVIDAS BATENDO À PORTA

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) fecha acordo de recuperação extrajudicial com credores para negociar dívidas de R$ 4,5 bilhões; o que deu errado?

10 de março de 2026 - 9:08

A rede varejista afirmou que ficam de fora dessas negociações os débitos com fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas

BALANÇO DO 4T25

Conta da crise na Raízen (RAIZ4) chega à Cosan (CSAN3): prejuízo da holding de Ometto vai a R$ 5,8 bilhões no 4T25

10 de março de 2026 - 7:58

Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de quase 40% em relação ao 4T24; veja os detaques do balanço

BALANÇO

Direcional (DIRR3) tem recorde de rentabilidade no 4T25: “é o nosso maior mérito no resultado”, diz CEO; lucro sobe a R$ 211 milhões

9 de março de 2026 - 20:07

Direcional reportou lucro líquido de R$ 211 milhões em outubro e dezembro, alta de 28% na base anual, e atingiu ROE recorde de 44%; CEO Ricardo Gontijo atribui avanço à demanda resiliente e aos ajustes no Minha Casa Minha Vida

CÂMBIO

Dólar mergulha no fechamento: como uma única declaração de Trump desarmou a tensão no mercado

9 de março de 2026 - 19:17

A moeda norte-americana terminou o pregão em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641, menor valor de fechamento desde 27 de fevereiro

EFEITO DA GUERRA

Até quando a Petrobras (PETR4) vai aguentar? Petróleo acima de US$ 100 aumenta a pressão sobre o reajuste da gasolina

9 de março de 2026 - 19:00

Alta da commodity reacende questionamentos sobre defasagem nos combustíveis e coloca em dúvida a estratégia da estatal para segurar os preços no Brasil; veja o que dizem os analistas

QUERIDINHO DOS ANALISTAS

Ação deste banco “novato” na bolsa pode dobrar de valor — e quatro casas de análise já recomendam a compra

9 de março de 2026 - 17:15

Modelo híbrido que combina atendimento físico e banco digital para aposentados do INSS chama a atenção de analistas; descubra qual a ação

SOB PRESSÃO

Em busca de fôlego: por que a Oncoclínicas (ONCO3) está pedindo mais tempo para pagar suas dívidas

9 de março de 2026 - 13:19

Companhia chama credores e debenturistas para discutir extensão de prazos e possível waiver de alavancagem; entenda

NOVA PREFERIDA

Esqueça a Vivo (VIVT3): para o JP Morgan, há ações de telecom ainda mais interessantes na bolsa brasileira e no exterior

9 de março de 2026 - 11:49

Mesmo após melhorar as projeções para a Telefônica Brasil, banco diz que o preço da ação já reflete boa parte do cenário positivo e revela uma alternativa mais atraente

CONVERSAS AVANÇADAS

A joia da coroa: Chevron negocia compra de 30% da Ipiranga com a Ultrapar (UGPA3), diz jornal

9 de março de 2026 - 10:39

A Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio da Ultrapar; é, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.

REESTRUTURAÇÃO

Para não entrar pelo cano, a Dexco (DXCO3), dona da Deca e Duratex, reduz linhas de produtos e vende ativos

9 de março de 2026 - 10:02

O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram bastante as despesas com empréstimos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar