O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O banco conversou com 30 companhias e chegou à conclusão que a visão da maior parte delas ainda é positiva — mas o sentimento está “ligeiramente deteriorado”
As prévias e os balanços das construtoras permitem que os investidores olhem para uma fotografia do desempenho trimestral das companhias. Mas, como toda imagem, o retrato captura um momento do passado.
Para possibilitar ao mercado um vislumbre do futuro, o Santander conversou com empresas do setor e atualizou nesta segunda-feira (8) os resultados de sua pesquisa sobre as perspectivas das construtoras para o terceiro trimestre.
O banco consolidou as respostas de 30 companhias listadas e não listadas e chegou à conclusão que a visão da maior parte delas ainda é positiva — mas o sentimento está “ligeiramente deteriorado”.
“Observamos um aumento no número de empresas que planejam diminuir a quantidade de lançamentos frente à deterioração das expectativas de crescimento das vendas para os próximos 12 meses”, escrevem os analistas, em relatório divulgado hoje.
Além disso, cerca de 46,6% dos participantes estimam que os projetos desenvolvidos durante este ano terão uma rentabilidade menor do que os lançados nos últimos 24 meses.
“Como consequência, a maioria dos entrevistados projeta margens brutas estáveis, na melhor das hipóteses, nos próximos 12 meses”, cita o banco.
Leia Também
A maior fonte para o pessimismo observado nas construtoras ainda é a perspectiva de aumentos adicionais nos preços das matérias-primas. A preocupação com a inflação nos insumos construtivos foi apontada por 43,3% dos participantes.
Vale destacar que a maioria das empresas procuradas pelo Santander opera na capital paulista e na região metropolitana. Apenas 13,3% das construtoras estão no interior de São Paulo, enquanto outros 23,3% são de fora do estado.
“A acessibilidade financeira é a segunda maior preocupação, citada por 23,3% dos participantes”, diz o banco. Mas a instituição também reforça que mais da metade das empresas acredita que ainda há espaço para novos aumentos de preços no próximo ano.
Os distratos, por outro lado, seguem como uma das preocupações menos relevantes para as companhias.
Os analistas acreditam que, para o grupo que trabalha com o segmento de média a alta renda, essa tranquilidade está associada ao fato de que a maioria das unidades que serão entregues nos próximos 12 meses foram lançadas em 2020.
“Essa ‘safra’ teve uma significativa valorização do custo dos materiais, o que implicou em LTV menor do que o das unidades lançadas em 2021-22, pois a alta abrupta do INCC levou muitos consumidores a acelerarem os pagamentos durante a construção”, explica o banco.
O LTV, ou loan-to-value, determina qual porcentagem do valor total de um ativo poderá ser paga por meio de um financiamento ou concedida em empréstimos com garantia de imóvel, por exemplo.
Ou seja, quanto menor o LTV, menor a parcela financiada dos empreendimentos. Um financiamento mais baixo implica em menos dificuldades para os compradores e menos risco de cancelamento para as empresas no cenário atual, com a taxa Selic em patamares elevados.
Já para as incorporadoras voltadas para a baixa renda, os analistas afirmam que a preocupação é ainda menor. “As companhias conseguem vender unidades devolvidas a preços mais elevados, obtendo melhor rentabilidade, como é o caso da Tenda (TEND3)”, argumentam.
Por falar nas construtoras de baixa renda, o Santander também apurou o que essas empresas esperam das mudanças implementadas no Casa Verde e Amarela.
O governo aprovou em julho uma série de medidas para mitigar os efeitos da inflação e da alta dos juros para as famílias e incorporadoras que trabalham com o programa.
Entre as principais novidades estão o aumento no limite de renda familiar e uma alteração na regra de subsídios que deve aumentar em até 20% a concessão de dinheiro feita pelo governo.
“A maioria dos entrevistados espera um impacto positivo limitado nas margens, mas 50% planejam acelerar os lançamentos dentro do programa”, resume o banco.
Cerca de 66,7% dos participantes também pretendem aumentar os preços unitários dos empreendimentos em pelo menos 5%.
O resultado da pesquisa leva o banco a acreditar que as mudanças “serão usadas principalmente para compensar as pressões de custo e recompor as margens brutas”.
Além de trazer as perspectivas das construtoras para o próximo trimestre, o Santander também conta quais são as suas ações favoritas do setor.
O banco acompanha de perto 10 companhias listadas na B3 e indica compra para oito delas. Apenas Tecnisa (TCSA3) e Tenda (TEND3) têm recomendação neutra.
Entre os papéis com visão positiva, os analistas calculam que MRV (MRVE3) e Cury (CURY3) são os nomes com o maior potencial de alta. Veja abaixo:
| Empresa | Recomendação | Preço-alvo | Potencial de alta |
| Cyrela (CYRE3) | Compra | R$ 21 | 42% |
| Direcional (DIRR3) | Compra | R$ 18 | 38% |
| Even (EVEN3) | Compra | R$ 7 | 17,1% |
| EZTec (EZTC3) | Compra | R$ 18 | -0,5% |
| MRV (MRVE3) | Compra | R$ 19 | 68,6% |
| Tecnisa (TCSA3) | Neutra | R$ 3,30 | 12,6% |
| Tenda (TEND3) | Neutra | R$ 5,40 | -5,8% |
| JHSF (JHSF3) | Compra | R$ 9 | 53,1% |
| Cury (CURY3) | Compra | R$ 13,50 | 57,2% |
| Moura Dubeux (MDNE3) | Compra | R$ 9,50 | 52,2% |
Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas
Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora
A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas
Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano
Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes
A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos
A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão
Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026
Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação
Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice
Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas
Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente
A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa
O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados
O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor
Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público