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CEO da Tesla compartilhou os planos ambiciosos com os investidores nos últimos dias e anunciou o lançamento de um produto misterioso chamado de X para o próximo ano
Sonhar baixo pode até ser uma realidade para muita gente, mas definitivamente não é a de Elon Musk. Os sonhos do executivo miram nas estrelas e são de outro planeta — literalmente. O mais recente objeto da ambição do bilionário é o futuro do Twitter (TWTR34), e o novo dono da rede social estabeleceu metas agressivas para a plataforma.
Os gigantescos planos de Musk foram anunciados durante uma apresentação aos investidores compartilhada com o The New York Times, que prevê números robustos para os próximos anos da empresa.
As constelações que o dono da SpaceX quer atingir começam pelo faturamento da companhia de mídia social.
Elon Musk quer multiplicar a receita anual que o Twitter registrou no ano passado, de US$ 5 bilhões, por mais de cinco vezes até 2028, para US$ 26,4 bilhões.
Atualmente, a rede social é extremamente dependente de publicidade para geração de receita, que representou 90% do faturamento total da empresa em 2020. Porém, o CEO da Tesla quer reduzir esse percentual em cerca de 45% até 2028.
O bilionário espera que, daqui a seis anos, a publicidade gere cerca de US$ 12 bilhões em receita, enquanto as assinaturas somem US$ 10 bilhões.
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De acordo com a apresentação de Musk, o restante do faturamento virá de outros negócios da companhia. Um desses serviços é o de pagamentos, que inclui gorjetas e compras e hoje é insignificante para os números do Twitter.
Nas projeções do novo dono da plataforma, o negócio deve somar US$ 15 milhões em 2023 e aumentar esse valor para cerca de US$ 1,3 bilhão até 2028.
Ainda falando de faturamento, Elon Musk quer elevar a receita média por usuário do Twitter em US$ 5,39 até 2028, ao passar de US$ 24,83 por cliente no ano passado para US$ 30,22.
Além de aumentar as receitas por usuário, o novo dono da rede social quer também aumentar o número de pessoas na plataforma.
Em 2021, a companhia tinha 217 milhões de usuários cadastrados no site. A meta de Musk é que esse total avance para 600 milhões nos próximos três anos e para 931 milhões de clientes até 2028.
Só no Twitter Blue, uma assinatura mensal de US$ 3 assinatura para personalizar a experiência na rede social, o executivo projeta 69 milhões de usuários até 2025 e 159 milhões em 2028.
O acordo fechado por Elon Musk para comprar o Twitter envolveu a aquisição de US$ 13 bilhões em dívidas. Porém, o novo dono da rede social espera pagar a dívida conforme o fluxo de caixa livre aumentar.
Basicamente, o fluxo de caixa livre representa o quanto de dinheiro uma companhia possui para quitar seus débitos.
A projeção de Musk é que o indicador avance para US$ 3,2 bilhões em 2025 e siga em expansão até atingir a marca de US$ 9,4 bilhões em 2028, de acordo com a apresentação do bilionário.
As novidades anunciadas por Elon Musk ainda incluem mexer no quadro de funcionários do Twitter, de aproximadamente 7.500 empregados atualmente.
De acordo com uma fonte consultada pelo New York Times, a compra da rede social deve ter como consequência a demissão de diversos trabalhadores antes que o CEO da Tesla contrate novos talentos em engenharia.
O bilionário espera que o número de funcionários chegue a 9.225 funcionários neste ano e caia para 8.332 em 2023. Depois, as contratações devem voltar a crescer, até alcançarem o patamar de 11.072 empregados em 2025.
Elon Musk ainda quer lançar um novo e misterioso produto no próximo ano, apresentado como X no discurso feito aos investidores.
Até agora, não se sabe exatamente do que se trata o novo serviço, apenas que o bilionário sugeriu que será a introdução de uma experiência sem anúncios no Twitter.
O novo dono da rede social estima que, no ano de lançamento, o X bata a meta de 9 milhões de usuários. A tendência é que o total de assinaturas avance para 104 milhões de assinantes até 2028.
*Com informações de The New York Times
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