🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Guilherme Valle

MELHOR, MAS AINDA LONGE DO IDEAL

Depois de IPO frustrado, Madero apresenta melhorias no balanço, mas dívida bruta de mais de R$ 1 bilhão ainda preocupa

Empresa conseguiu recompor parte de suas margens operacionais e reduzir sua alavancagem, mas tamanho e prazo da dívida ainda deixam a desejar

Guilherme Valle
7 de fevereiro de 2022
19:51
Unidade da rede de restaurantes Madero
Unidade da rede de restaurantes Madero - Imagem: Divulgação

A rede de hamburguerias Madero terminou 2021 com uma dívida bruta de R$ 1 bilhão, mostram as demonstrações financeiras apresentadas pela empresa nesta segunda-feira (07).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar da cifra preocupante, o balanço do quarto trimestre do ano passado traz também boas notícias. A empresa conseguiu, pelo menos parcialmente, recompor sua margem de lucro.

A margem Ebitda, métrica utilizada como proxy para geração de caixa operacional, fechou o ano em 11,9%, melhora expressiva quando comparamos ao número de 2020, 3,9%

Se olharmos exclusivamente para o quarto trimestre, a esperança de que os velhos tempos não tenham ficado para trás cresce ainda mais: no período, o Madero foi capaz de entregar uma margem de 21,2%, já bem mais próxima dos 25% observados antes da pandemia.

Outra coisa que tem voltado a se comportar de maneira mais parecida com o que acontecia antes do surto é a participação do delivery nas receitas da companhia. No auge da pandemia, a modalidade chegou a representar 55% da receita do grupo; agora volta ao patamar dos 17%. A empresa espera que essa participação se estabilize neste nível.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Perfil da dívida deixa a desejar

Apesar das melhorias apresentadas no balanço, o endividamento da empresa continua chamando a atenção, principalmente se tivermos em mente que a companhia planeja realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Leia Também

No balanço publicado hoje pudemos enxergar mais claramente como a companhia tem lidado com os recursos que capta.

O aumento de capital da ordem de R$ 300 milhões contribuiu para que a empresa gerasse, no ano, R$ 200 milhões em caixa, o que causou algum alívio e abriu espaço para que se mantivesse o nível de investimento realizado em 2020. Em ambos os anos a rubrica girou em torno dos R$ 333 milhões em desembolsos.

A empresa ainda foi ao mercado e captou R$ 436,3 milhões via dívida, frente R$ 444 milhões em 2020. O pagamento de empréstimos diminuiu de ritmo, ficando em R$ 113,32 milhões em 2021, frente a R$ 241,795 milhões em 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo isso fez com que a empresa ganhasse algum fôlego, como é possível observar ao analisarmos a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda. O indicador, que tinha terminado 2020 acima de 20x, conseguiu fechar 2021 entre 5x e 6x.

Essa redução indica que a empresa tem sido capaz de gerar mais receita e margens melhores, o que faz com que suas obrigações financeiras possam ser cumpridas com menos dificuldades.

Mas nem tudo são flores. A dívida da empresa está muito mais concentrada no curto prazo do que nos períodos anteriores. Para que se tenha uma ideia, cada R$ 1 que poderia ser exigido da empresa pelos seus credores nos próximos 12 meses se transformou em R$ 2,86. Isso em um intervalo de um ano.

A dívida de longo prazo até diminuiu, mas não na mesma proporção. Ou seja, temos uma dívida de curto prazo mais elevada, com as obrigações de longo prazo praticamente inalteradas. Veja como evoluiu o prazo da dívida no período:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Madero continua a assistir ao crescimento das suas obrigações de curto prazo. Desde 2019, o índice de liquidez corrente, calculado a partir da relação entre ativo e passivo circulantes, vem se deteriorando, como pode ser observado na tabela abaixo:

Ano/Conta202120202019
Passivo Circulante 1.018.968683.916360.929
Ativo Circulante 451.238191.022210.163
Liquidez Corrente2,263,581,72

IPO frustrado

O Madero tentou aliviar o peso do seu endividamento através de uma oferta pública de ações. Cogitou-se até que a rede de hamburguerias optaria por negociar seus papéis nos EUA, já que empresas do mesmo segmento estariam se saindo melhor por lá.

A rede Madero esperava vender uma participação minoritária por um múltiplo de 17 a 19 vezes o Ebitda, mas as características do IPO proposto acabaram atrapalhando.

Metade dos recursos da oferta primária de ações - quando novas ações são emitidas, e o dinheiro captado entra no caixa da empresa - seria destinada ao pagamento de dívidas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, haveria ainda uma oferta secundária, quando os próprios acionistas vendem suas participações, e os recursos obtidos vão para o bolso deles.

E um dos acionistas interessados em se desfazer de uma parte do grupo era, justamente, seu fundador, Junior Durski, detentor de 64,8% dos papéis do Madero. 

A combinação de emissão de ações para quitar dívidas com acionista controlador reduzindo sua participação no negócio não costuma ser muito bem recebida pelos investidores, principalmente em momentos adversos de mercado. Assim, ainda no ano passado, a abertura de capital foi adiada. 

A rede de restaurantes justificou, na época, esperar por uma melhoria nas condições de mercado, o que se tornou possível após receber um aporte (anteriormente citado nesta matéria) de R$ 300 milhões do fundo americano Carlyle — que detém 27,6% das ações do grupo, em novembro. Mesmo assim, o Madero optou por cancelar os planos de IPO neste início de ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DE VOLTA AO BÁSICO

Em reestruturação, a Azzas, dona da Arezzo e da Hering, ainda não alçou voos; veja por que BTG e Santander acreditam que ainda vale investir

13 de março de 2026 - 17:03

A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco

NOVA FASE DA EMPRESA

Magalu (MGLU3) resolve problema que nem o ChatGPT conseguiu ainda: por que Fred Trajano está ‘all in’ em Inteligência Artificial

13 de março de 2026 - 12:54

Na nova fase anunciada na noite de quarta-feira (12), o Magalu coloca a inteligência artificial no centro da estratégia — e Fred Trajano diz ter resolvido, via WhatsApp da Lu, um problema que nem a OpenAI, dona do ChatGPT, conseguiu

DEPOIS DA OPA

Sabesp (SBSP3) reforça aposta na Emae e desembolsa R$ 171,6 milhões por nova fatia

13 de março de 2026 - 10:32

Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação

SINAL DE ALERTA

Oncoclínicas (ONCO3) à beira de um calote? Por que a Fitch rebaixou o rating da empresa pela 2ª vez no mês

13 de março de 2026 - 9:54

Agência vê risco de inadimplência restrita após empresa iniciar negociações com credores para prorrogar pagamentos de dívida

JÁ NÃO ESTÁ BARATO

Voar vai ficar (ainda) mais caro: alta do petróleo afeta passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)

13 de março de 2026 - 9:34

O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens

MAIS PROVENTOS

Privatização no horizonte e dinheiro no bolso: Copasa (CSMG3) aprova novo JCP aos acionistas; veja quem tem direito ao pagamento

13 de março de 2026 - 8:30

Companhia distribuirá R$ 177,6 milhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026. Saiba quando a remuneração vai pingar na conta

NOVA FASE

Magazine Luiza (MGLU3) inicia novo ciclo e quer acelerar o e-commerce — mas ainda se recusa a entrar na guerra de Shopee e Mercado Livre

12 de março de 2026 - 19:05

Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços

BALANÇO

Selic ainda aperta o Magazine Luiza (MGLU3): lucro cai 55% no 4T25 com pressão das despesas financeiras; lojas físicas seguram vendas

12 de março de 2026 - 19:01

O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 55% na comparação anual, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados

REESTRUTURAÇÕES EM ALTA

Quando a conta chega: por que gigantes como Raízen, Oi, GPA e Americanas recorreram à recuperação para reorganizar bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 18:01

As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras

MINERAÇÃO

CSN (CSNA3) despenca após resultado, com queima de caixa e dívida ainda maior: China e até guerra afetam a companhia

12 de março de 2026 - 15:40

A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil

NA MODA

O que Safra e BB Investimentos viram na Lojas Renner (LREN3)? Veja por que a ação pode subir até 40%

12 de março de 2026 - 15:15

“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra

BRIGA DE GIGANTES

A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem

12 de março de 2026 - 12:45

O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026

CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

12 de março de 2026 - 12:15

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024? A resposta não é tão simples.

NA CORDA BAMBA

CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço?

12 de março de 2026 - 10:01

Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas

VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

RESULTADO

Casas Bahia (BHIA3) corta prejuízo em 82% no 4T25, mas ainda amarga perda bilionária no ano; veja os destaques do balanço

12 de março de 2026 - 7:57

Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação

DEPOIS DA RE

Nada é tão ruim que não possa piorar: Citi abandona ações do GPA (PCAR3) e Fitch corta rating

11 de março de 2026 - 19:47

O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C

CRESCIMENTO ESTRUTURAL

Já deu para a WEG (WEGE3)? Por que analistas veem menos gatilhos para a ação no curto prazo mesmo com tese positiva

11 de março de 2026 - 19:23

Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo

SD ENTREVISTA

Espaçolaser (ESPA3) tem lucro maior no 4T25, vê ano de virada e quer estar pronta para a volta das small caps na bolsa, diz CFO

11 de março de 2026 - 19:07

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores

VAI PINGAR NA CONTA?

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) vêm aí — mas há condição para o pagamento aos acionistas

11 de março de 2026 - 18:45

A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar