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Resultados trimestral e anual apresentaram melhora em relação às métricas do ano passado; número de clientes cresceu mais de 60% na comparação anual
A Nu Holdings, dona do Nubank, fechou o quarto trimestre de 2021 com prejuízo líquido de US$ 66,2 milhões, uma melhora de 36,2% neutro de efeitos cambiais (FXN) em relação ao prejuízo de US$ 107,1 milhões do mesmo período do ano anterior. No ano, o prejuízo líquido totalizou US$ 165,2 milhões, uma melhora de 0,4% FXN em relação às perdas de US$ 171,5 milhões 2020.
O banco digital terminou o ano passado com uma base de 53,9 milhões de clientes, com um acréscimo de 5,8 milhões de clientes no quarto trimestre, o que corresponde a uma alta de 61,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apenas no Brasil, o Nubank atingiu o total de 52,4 milhões de clientes, crescimento de 57,8% ante o quarto trimestre de 2020, o que representa cerca de 30% da população adulta do país. Segundo a fintech, 55% desses clientes adotaram o Nu como sua conta bancária principal um ano após terem se tornado clientes.
No México, o número de clientes saltou 1.243% do quarto trimestre de 2020 para o quarto trimestre de 2021, para 1,4 milhão, o que sugere que o Nubank já pode ter se tornado o maior emissor de cartões de crédito do país, diz a companhia.
O nível de satisfação dos clientes do Nu segundo o indicador NPS (Net Promoter Score, que varia de -100 a +100) é de 90.
O lucro líquido ajustado foi de US$ 3,2 milhões no quarto trimestre, cerca de 80% menor que o lucro líquido ajustado de US$ 15,8 milhões no mesmo período de 2020. Em 2021, o lucro líquido ajustado totalizou US$ 6,6 milhões, revertendo o prejuízo líquido ajustado de US$ 26,8 milhões em 2020.
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O resultado líquido ajustado considera o resultado líquido acrescido de despesas de remuneração baseada em ações, amortização de intangíveis, despesas (dedução de receita) relacionadas ao programa NuSócios e os efeitos fiscais alocados a esses itens.
No seu primeiro balanço desde o IPO, o Nubank reportou uma receita de US$ 635,9 milhões no quarto trimestre, crescimento de 224,3% neutro de efeitos cambiais (FXN) na comparação anual, e uma receita média por cliente ativo mensal (ARPAC), na sigla em inglês de US$ 5,60 no período, alta de 71,8% FXN em relação ao quarto trimestre do ano anterior.
Segundo o roxinho, o crescimento da ARPAC se deu principalmente em razão do amadurecimento das safras de clientes e do lançamento de novos produtos. No ano de 2021, a ARPAC foi de US$ 4,50, um aumento de 28,6% FXN comparado com 2020.
Os depósitos totalizaram US$ 9,7 bilhões no trimestre, alta de 86,5% FXN na comparação anual, alavancados principalmente pelo crescimento da base de clientes da companhia.
Já a carteira de crédito (portfólio sujeito a ganho de juros) fechou 2021 em US$ 2 bilhões, crescimento de 343,5% FXN na comparação anual. O crescimento foi impulsionado principalmente pela expansão de empréstimos pessoais e, em menor medida, pela introdução de uma série de novos produtos financeiros para clientes, incluindo financiamento de compras e de boletos, bem como refinanciamento de contas.
A inadimplência de empréstimos pessoais acima de 90 dias subiu de 3,4% no terceiro trimestre para 3,5% no quarto trimestre de 2021, mas ainda permanece abaixo da média da indústria, que foi de 5,0% no quarto trimestre.
Finalmente, o custo médio mensal de atendimento por cliente ativo caiu 20,4% FXN no quarto trimestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 0,90. Segundo o Nu, trata-se de um reflexo da redução de despesas transacionais por cliente em razão da melhor negociação e da mudança estrutural no mix de transações.
Em 2021, esse custo médio atingiu US$ 0,80, uma queda de 31,9% FXN comparado a 2020.
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