CVC (CVCB3) reduz prejuízo, mas ainda segue no vermelho — confira os números do terceiro trimestre
Apesar de apresentar um resultado um pouco melhor, a companhia de turismo registrou perda líquida de R$ 75 milhões entre julho e setembro

As ações da CVC Brasil (CVCB3) recuam mais de 60% neste ano. E, com o balanço do terceiro trimestre divulgado nesta terça-feira (8), os investidores podem imaginar o porquê.
Apesar de apresentar um resultado um pouco melhor, a companhia de turismo ainda segue no vermelho: registrou prejuízo líquido de R$ 75 milhões entre julho e setembro, contra R$ 83,8 milhões em perdas no mesmo período do ano anterior.
Já o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês) voltou para o azul: R$ 50,9 milhões ante um resultado negativo de R$ 19,5 milhões registrados no mesmo período de 2021.
- Magazine Luiza (MGLU3) já era? Cara ou barata? Com uma queda de mais de 30% no ano, alguns fatores marcantes podem impactar a ação e concorrentes daqui para frente. Acesse neste link mais detalhes.
Já a receita líquida da companhia subiu 46,6% em base anual e chegou a R$ 337,6 milhões.
CVC: um olhar mais de perto nos números
A CVC atribuiu a redução de 10,5% do prejuízo de um ano para o outro com a melhora do resultado operacional, enquanto a receita cresceu, acompanhando a evolução das reservas no período — julho é o mês de férias escolares tanto no Brasil e como na Argentina.
A companhia também destacou a procura por destinos internacionais, dado o aumento gradual da malha aérea, bem como de eventos e viagens corporativas. E aqui vale lembrar que no terceiro trimestre de 2021 já havia uma retomada gradativa das atividades devido ao aumento da vacinação contra a covid-19 e a reabertura de fronteiras.
Leia Também
- Outras receitas e despesas operacionais: ficaram negativas em R$ 4,1 milhões dado provisão para contingências e despesas com reembolsos. A redução no volume de despesas decorrentes de pedidos de reembolso (compostas majoritariamente por comissões e taxas não recuperáveis) explica a melhoria ante o terceiro trimestre de 2021
- Despesas não recorrentes: totalizaram R$ 24,5 milhões, compostas basicamente pela variação em provisões relacionadas a fusões e aquisições realizadas, no montante de R$ 10,8 milhões, e em despesas com pessoal, no montante de R$ 10,6 milhões, decorrentes de indenizações incorridas na implementação de plano de reestruturação iniciado em setembro e retenção de executivos-chave.
- Resultado Financeiro: somou despesa líquida de R$ 69,2 milhões entre julho e setembro ante despesa de R$ 13,9 milhões em igual período de 2021 — o aumento deve-se, principalmente, aos efeitos da elevação da taxa básica de juros sobre a dívida líquida.
A variação cambial no período foi de R$ 1,8 milhão ante R$ 11,2 milhões do terceiro trimestre de 2021, em função do resultado da variação da marcação a mercado de derivativos, da variação cambial sobre saldo de bancos e pagamentos internacionais.
Reservas confirmadas e consumidas
As reservas confirmadas no terceiro trimestre aumentaram 34,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior e subiram 4,8% frente ao segundo trimestre deste ano.
A CVC destaca também o desempenho relacionado à temporada de cruzeiros 22/23, com aumento de 123% frente ao segundo trimestre e de 177% quando comparado com o mesmo período de 2021 — considerando as reservas já registradas pela companhia até o momento, essa já é a melhor temporada de cruzeiros da história da CVC em termos de vendas.
Entre julho e setembro houve também uma recuperação nas reservas confirmadas para destinos internacionais: crescimento de 176% em base anual, representando 56% das reservas confirmadas no período (versus 27% no terceiro trimestre de 2021).
Em termos de reservas consumidas houve avanço de 61,5% no terceiro trimestre em termos anuais e de 18,8% em base trimestral.
No B2B, as reservas consumidas foram 3,1% inferiores ao segundo trimestre por redução de participação nas vendas de produto aéreo, que registrou forte volume de vendas entre abril e junho, em especial nos destinos internacionais. No entanto, frente ao terceiro trimestre de 2021, a CVC registrou aumento de 20,4%, dado a retomada de viagens e eventos corporativos.
Houve aumento do ticket médio no período, porém em menor proporção de períodos anteriores: +8,9% em relação ao segundo trimestre.
Novos negócios
No mês passado, a CVC lançou seu programa de fidelidade Clube CVC, que visa o acúmulo de pontos pelos clientes, que poderão utilizá-los no resgate de produtos e benefícios dentro do portfólio da companhia.
O objetivo da companhia é que o programa seja distribuído em mais de 1,1 mil lojas que a CVC tem atualmente em todo o Brasil. Neste primeiro momento, o piloto tem início no site e no aplicativo na operadora, chegando às lojas no primeiro trimestre de 2023.
O Clube CVC é de adesão gratuita, mas a empresa também lançou uma versão de assinatura, o Clube CVC Super 1.000, com valor mensal de R$ 37,90, em que os pontos nunca expiram e o cliente acumula mil pontos todos os meses, mesmo sem fazer compras.
Na ocasião, Tulio Oliveira, diretor-executivo de tecnologia e novos negócios da CVC, disse que a ideia é que o programa seja um grande gerador de caixa.
Não à toa, a CVC informou hoje que investiu mais de R$ 300 milhões em tecnologia desde 2020, sendo R$ 166 milhões entre janeiro e setembro — mantido o ritmo, 2022 deverá se tornar o ano de maior investimento da companhia.
NA BERLINDA
“Sem saída fácil”: Braskem (BRKM5) despenca mais de 13% após UBS BB rebaixar ação e cortar preço-alvo em 74%
16 de setembro de 2026 - 14:09LA BELLE DE JOUR
Amazon esquenta disputa em setor após aposta da Raia Drogasil (RADL3); veja quem vence, segundo o BTG Pactual
16 de setembro de 2026 - 12:01TIROU O PÉ
XP rebaixa ação da Sanepar (SAPR11) mesmo com potencial de 33% de alta na bolsa. O que está faltando para o papel?
16 de setembro de 2026 - 11:21QUEM ROUBA A CENA?
O roxinho perdeu o brilho? Itaú BBA rebaixa Nubank e elege um novo favorito entre os bancões
16 de setembro de 2026 - 10:44O CÉU É O LIMITE
Valor de mercado da Petrobras (PETR4) chega perto de R$ 700 bilhões, no maior patamar da história
15 de setembro de 2026 - 19:26FUSÕES E AQUISIÇÕES
JBS e Viva criam joint venture em couros, mas deixam ativos no Texas, na Alemanha e no México de fora
15 de setembro de 2026 - 19:14ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: WEG (WEGE3) aprova quase meio bilhão de reais em proventos — mas não está sozinha
15 de setembro de 2026 - 17:52O MAIOR RETORNO PARA O SEU BOLSO
Empresas do Brasil pagaram mais de R$ 22 bilhões em dividendos no último trimestre; veja quem superou a Petrobras (PETR4) como maior pagadora
15 de setembro de 2026 - 13:28PROVENTOS
Dividendos e JCP: Dona da Vivo (VIVT3) vai pagar R$ 500 milhões aos acionistas; confira os prazos
14 de setembro de 2026 - 19:10SETE CHAVES?
O segredo da Vale (VALE3) não está mais tão bem guardado assim — e já aparece no preço da ação
14 de setembro de 2026 - 18:31JOIA ESCONDIDA?
Itaú BBA aposta em banco ‘fora do radar’ que entrega ROE acima de 30% e pode saltar 45% na bolsa
14 de setembro de 2026 - 17:58CRÉDITO PARA QUEM?
Com calote em alta e agro sob pressão, bancos fecham torneira para famílias e apostam em outro segmento
14 de setembro de 2026 - 16:32CONCORRÊNCIA
A5X, nova bolsa brasileira de derivativos, capta R$ 360 milhões com gigantes do mercado — e já tem data para estrear as negociações
14 de setembro de 2026 - 13:41FORÇA, FOCO E FÉ?
Cleusa Maria: a empresária que nunca tinha provado um bolo na vida e criou um império de R$ 800 milhões
14 de setembro de 2026 - 7:07CASO MASTER
Fraudes entre Master e BRB chegam a R$ 17 bilhões e Banco de Brasília diz ser vítima de atos criminosos
13 de setembro de 2026 - 15:44TER OU NÃO TER
Petróleo acima de US$ 100 muda a tese para Petrobras (PETR4)? O que ainda favorece — e o que ameaça — a ação
11 de setembro de 2026 - 18:53MENOS ALARDE
IA vai destruir a humanidade? Neurocientista brasileiro rebate previsão alarmante de ex-pesquisadores da OpenAI
11 de setembro de 2026 - 15:31NAS ÁGUAS DO MINÉRIO DE FERRO
Vale (VALE3) segue blindada, mas outra mineradora brasileira está à deriva no mar mais caro dos últimos anos
11 de setembro de 2026 - 14:15SAÚDE FINANCEIRA NA VEIA
Como a Amil saiu da crise e agora se dá ao luxo de recusar proposta multibilionária de compra de fundos estrangeiros
11 de setembro de 2026 - 11:40POTENCIAL