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Ambev (ABEV3) pode experimentar melhora operacional considerável nos próximos meses, condição essencial para que os papéis fiquem mais atraentes para os investidores
Tradicionalmente, os grandes eventos do calendário nacional são de grande importância para a Ambev (ABEV3), maior fabricante de cervejas do mundo. E, neste ano, a companhia está animada: antes das festas de fim de ano, das férias e do Carnaval, teremos uma Copa do Mundo fora de época — e com promessa de calor, o que aumenta as chances de consumo das pessoas.
Com isso, a expectativa é de crescimento nas vendas e recomposição de margens, após meses em que foi preciso habilidades de equilibrista para suportar o aumento de custos e a necessidade de repasse de preços sem perder em vendas.
A melhora operacional é apontada como essencial para que os papéis ABEV3 fiquem mais atraentes para os investidores — as margens pressionadas foram um ponto de atenção para os analistas nos últimos meses.
Com o Mundial, a ideia é investir pesado em marketing e nas marcas premium, de modo a associar ao máximo o consumo de bebidas — inclusive as não alcoólicas — com o período. O resultado dessa estratégia deve ser visto já no balanço do quarto trimestre, especialmente no volume de vendas.
No entanto, o caminho pela frente não está totalmente desimpedido, uma vez que a situação macroeconômica ainda preocupa e tem impacto direto na demanda. Afinal, não basta ter festa para garantir que as pessoas vão lotar os bares ou encher o carrinho do mercado com cerveja.
"Para 2023, temos muito a fazer em termos de rentabilidade. Nossos focos para o ano que vem serão proteger liquidez e melhorar não apenas a rentabilidade, mas também retorno sobre o capital e nossas margens, além de ter uma forte geração de caixa", disse o CEO da Ambev, Jean Jereissati, durante teleconferência com analistas no fim de outubro, quando comentou o balanço referente ao terceiro trimestre da empresa.
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Para que isso seja possível, a companhia vem concentrando esforços em sua campanha de Copa do Mundo, com foco especial em tecnologia, logística e um mix de produto melhor do que aquele visto no mundial de 2018, disse o CEO.
"Mais de 25% do crescimento de volume que temos hoje vem de produtos que não existiam na Copa de 2018. O Zé Delivery também deve nos ajudar muito no período dos jogos", afirmou Jereissati.
Vale lembrar que o aplicativo de entregas de bebidas fechou uma parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para ser o delivery oficial da seleção Brasileira. Além do consumo nos bares, a estratégia consiste em atingir também aqueles consumidores que assistirão aos jogos em casa.
A plataforma BEES, voltada para o público B2B, também é essencial para que a Ambev avance.
Hoje, a companhia calcula que venderá 500 milhões de litros a mais na Copa deste ano em relação a 2018. Além disso, há expectativa de que o ganho de escala ajude a diluir os custos fixos.
De acordo com dados da Kantar Worldpanel, considerando informações da última Copa, que aconteceu entre os meses de maio e julho de 2018, foi observado um crescimento em valor de 15% na comparação com os três meses anteriores. Observando o mesmo período de 2019, a alta é de 20%, ficando atrás apenas do período do verão do mesmo ano. Para o cálculo, a Kantar considera o consumo fora do lar.
Isso ajuda a dar uma dimensão do que um Mundial às vésperas do verão pode significar para as fabricantes.
Faz todo sentido que tanto a própria Ambev (ABEV3) quanto os analistas e gestores ouvidos pelo Seu Dinheiro estejam mais otimistas com o desempenho da empresa nos próximos meses.
Os últimos balanços da cervejaria não foram assim tão excepcionais. No mais recente, referente ao terceiro trimestre deste ano, ficou claro que o inverno fora de época em setembro e o aumento nas despesas financeiras pesaram no resultado.
A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,2 bilhões, o que representa uma queda de 13,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de vendas de bebidas teve pequena alta de 1,3% em relação aos meses de julho a setembro de 2021, mas foi puxado pela categoria de não-alcoólicos.
Já as vendas de cervejas ficaram estáveis na comparação com o terceiro trimestre de 2021, época em que as restrições da pandemia começaram a abrandar. Assim, acredita-se que há espaço para o comércio de cervejas avançar.
Recentemente, a Heineken — maior concorrente da Ambev em cervejas — também demonstrou preocupação com o volume vendido e a demanda mais fraca. Em sua divulgação de resultados, a companhia informou um avanço de 8,9% no volume comercializado, abaixo das expectativas de 11,8% previstas pelo mercado.
Após o anúncio, as ações da cervejaria holandesa caíram mais de 10%, com analistas preocupados com o aumento dos custos e, por consequência, seu impacto nas margens da Heineken.
No geral, as fabricantes de cerveja conseguiram repassar bem os preços a fim de proteger suas margens ao longo deste ano, mas essa prática tem um limite de exercício. Afinal, quando o bolso aperta, a cerveja acaba não sendo uma prioridade.
Para esclarecer as contas, dados do CervBrasil apontam que a inflação anual medida pelo IPCA em setembro foi de 7,17%, enquanto o preço da cerveja no mesmo período subiu 10,68% — fruto da recomposição de preços praticada no segundo semestre.
Na avaliação de Andreas Ferreira, analista da Mantaro Capital, é importante observar que a Ambev vem sustentando sua receita mais pela alta de preço do que pelos volumes. Assim, fica a dúvida: quando essa tendência irá se inverter?
"Falar de vendas acaba sendo mais relevante no caso da Ambev porque ela está repassando bastante os custos, vemos isso nos balanços. No curto prazo, ainda esperamos ver queda de volume com crescimento via preços", explica.
Veja os destaques financeiros da Ambev no terceiro trimestre:
| R$ milhões | 3T22 | 3T21 |
| Volume ('000 hl) | 45.655,4 | 46.256,3 |
| Receita líquida | 18.492,6 | 20.587,6 |
| Lucro bruto | 9.239,5 | 9.939,6 |
| Margem bruta | 50,0% | 48,3% |
| EBITDA ajustado | 5.468,9 | 5.600,6 |
| Margem EBITDA ajustado | 29,6% | 27,2% |
| Lucro líquido | 3.712,7 | 3.215,0 |
| Lucro líquido ajustado | 3.753,3 | 3.229,8 |
Mas o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) quase estragou a festa da Ambev (ABEV3) com a Copa do Mundo. O órgão proibiu a empresa de firmar novos contratos de exclusividade para a venda de cerveja até o fim da investigação — anteriormente, a proibição era válida apenas até o fim da Copa no Catar, que termina em 18 de dezembro.
A medida, segundo o Cade, foi tomada em caráter cautelar depois de reclamação da Heineken de que a Ambev estaria fechando diversos acordos de exclusividade com bares, restaurantes e outros pontos de venda de forma a excluir as outras cervejarias e limitar a escolha dos consumidores.
A liminar é válida para regiões em que a Ambev tem mais de 20% de participação de mercado e afeta especialmente São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. A medida também proíbe a própria Heineken de firmar contratos de exclusividade.
Um consenso entre os especialistas é que o ano que vem deve ser um período de custos menores para a Ambev (ABEV3), uma vez que os preços de suas principais matérias-primas estão em tendência de queda
"Esse declínio do preço das commodities deve ter reflexo nos balanços do segundo ou terceiro trimestre de 2023. Se não baixarem o preço, a partir daí a Ambev vai melhorar suas margens, por isso vejo um ano mais positivo para a empresa", diz Bruno Damiani, analista de varejo da Western Asset.
Para ele, caso esse cenário se confirme, é o cenário macroeconômico global que deve oferecer mais desafios à companhia.
Em relatório recente, os analistas do Itaú BBA apontaram que o aumento de preços feito ao longo desse semestre garantirá uma alta de 3% de receita para a Ambev no ano que vem, em termos reais.
A equipe do banco também revisou suas projeções para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da divisão de Cerveja Brasil para 2023 e 2024 em 15% e 10%, respectivamente.
Já o BTG Pactual, em relatório, aponta que a demanda por cerveja no Brasil segue forte e deve permanecer assim pelo menos até o fim do ano, especialmente por conta da Copa do Mundo.
Olhando especificamente para ABEV3, os analistas do banco apontam que o papel negocia atualmente em 18,1 vezes o preço/lucro projetado para 2023. Para a equipe, trata-se de um valuation "exigente", principalmente se considerada a qualidade dos lucros da empresa.
A recomendação do BTG para as ações é neutra.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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