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Analistas veem objeção da Turquia ao ingresso de suecos e finlandeses na aliança militar como uma tentativa de obter concessões

A invasão da Ucrânia pela Rússia está prestes a completar três meses sem sinais de que uma solução para o conflito esteja minimamente próxima. Hoje, em meio à rendição de centenas de combatentes ucranianos entrincheirados em uma siderúrgica na cidade litorânea de Mariupol, a Turquia reiterou sua contrariedade ao ingresso da Suécia e da Finlândia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Em Mariupol, cerca de 260 integrantes das forças ucranianas foram detidos e levados para áreas sob controle da Rússia.
Não ficou claro se todos os combatentes ucranianos entrincheirados nas ruínas da siderúrgica já foram retirados do local.
Antes da rendição, a instalação figurava como um dos últimos bastiões mantidos por forças da Ucrânia na região. A expectativa agora é de que a Rússia amplie ainda mais a área costeira sob seu controle.
No campo da diplomacia - ou da falta de -, a Rússia minimizou os potenciais impactos de uma possível adesão da Finlândia e da Suécia à Otan depois de a Turquia ter antecipado que não aprovaria a entrada dos dois pleiteantes nórdicos.
O pedido sueco foi formalizado hoje; o finlandês está prestes a sair do forno. Estocolmo e Helsinque também anunciaram planos de enviar delegações a Ancara na tentativa de convencer o governo turco a aprovar o acesso de ambos.
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Entretanto, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, sugeriu a suecos e finlandeses que não percam tempo nem gastem dinheiro com isso.
Como o ingresso na Otan depende da anuência de todos os membros da aliança militar, o posicionamento da Turquia desfaz, ao menos temporariamente, um foco de tensão fundamental para o conflito na Europa.
Se William Shakespeare fosse analisar o momento geopolítico atual da Europa, talvez dissesse que há mais motivações por trás da posição da Turquia do que nossa vã filosofia é capaz de imaginar.
Não se trata apenas de alianças. A Turquia integra a Otan desde 1952. Ao mesmo tempo, Erdogan é conhecido por manter um bom relacionamento com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A Turquia chegou, inclusive, a abrigar negociações de paz entre russos e ucranianos.
Entretanto, as relações entre a Turquia e a União Europeia (UE) são tensas por natureza. Quem hoje pede a bênção aos turcos no passado fechou as portas à ambição de Ancara de integrar a UE.
Além disso, Suécia e Finlândia figuram entre os países que concederam asilo político a membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão.
Conhecido pelas iniciais PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão é um grupo separatista armado classificado como organização terrorista pela Turquia.
Agora que a Suécia e a Finlândia buscam o acesso à Otan depois de décadas de neutralidade, a Turquia tem a faca e o queijo na mão para retaliar dois países que nos últimos anos lhe negaram, entre outras coisas, a venda de armamentos.
"Não diremos 'sim' a quem aplica sanções à Turquia”, disse Erdogan ao ser questionado sobre a posição turca a respeito das pretensões suecas e finlandesas.
Sobre a intenção da Suécia e da Finlândia de enviarem delegações à Turquia na tentativa de persuadi-lo, Erdogan rebateu: “Eles virão nos persuadir? Desculpe-nos, mas eles não deveriam perder tempo com isso".
Ainda segundo Erdogan, a adesão da Suécia e da Finlândia transformaria a Otan num “lugar onde os representantes de organizações terroristas estão concentrados”, numa referência ao asilo concedido a membros do PKK.
Observadores experientes mostram-se céticos quanto à retórica de Erdogan.
“Apesar de suas objeções, Ancara não bloqueará a entrada dos países na Otan”, escreveram analistas da consultoria de risco político Eurasia Group em nota a clientes.
Na avaliação dos analistas do Eurasia, Erdogan está em busca de concessões.
“Isso pode abranger a flexibilização do embargo de armas à Turquia. Também pode incluir o reconhecimento do PKK como organização terrorista a fim de limitar suas atividades de arrecadação de dinheiro e recrutamento de militantes”, afirmam eles.
No último fim de semana, Ibrahim Kalin, considerado o principal conselheiro de política externa de Erdogan, tranquilizou os aliados de Ancara.
“Não estamos fechando a porta. Mas estamos basicamente levantando esse tema como uma questão de segurança nacional para a Turquia”, comentou ele em entrevista à Reuters.
*Com informações da CNBC e da Reuters.
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