Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Subindo sem parar

Copom segue o plano e eleva a Selic a 10,75%, mas indica que vai tirar o pé do acelerador a partir de agora

Foi a oitava alta consecutiva na Selic; veja o histórico da taxa básica de juros e os detalhes da decisão do Copom

Foto da fachada do Banco Central; servidores finalizam greve
Fachada da sede do Banco Central do Brasil, em Brasília - Imagem: Shutterstock

Numa decisão que era amplamente esperada pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou a Selic em 1,5 ponto percentual, ao patamar de 10,75% ao ano — com isso, a taxa básica de juros da economia brasileira superou a barreira dos 10% pela primeira vez desde 2017.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O colegiado, no entanto, deu a entender que, a partir de agora, a trajetória de alta será mais suave. No comunicado divulgado em conjunto com a decisão em si, o Copom afirma que a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros é a postura 'mais adequada' no momento, considerando o atual estágio do ciclo de aperto na Selic.

Essa foi a oitava elevação consecutiva por parte do Copom — em janeiro do ano passado, a Selic estava em 2% ao ano, nas mínimas históricas. O movimento ocorre num contexto de disparada nos índices de inflação; o IPCA fechou 2021 em 10,06%, muito acima do teto da meta do BC, de 5,25%.

Em meio à alta nos preços, o BC tem adotado uma postura bastante agressiva na condução da política monetária e promovido elevações bruscas na Selic — somente de setembro para cá, a taxa básica de juros deu um salto de 4,5 pontos percentuais. Veja o gráfico abaixo:

Fonte: Banco Central (BC)

Mas, ao menos por enquanto, o mercado financeiro continua receoso a respeito da trajetória dos preços, mesmo com a forte alta nos juros: o último relatório Focus, divulgado na segunda-feira (30), projeta um IPCA de 5,33% para 2022, também acima do teto para o ano, de 5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse salto na Selic para conter a inflação, no entanto, não é uma medida livre de efeitos colaterais. Com os juros nas alturas, a atividade econômica do país tende a desacelerar de maneira expressiva — o mesmo relatório Focus, por exemplo, prevê que o PIB brasileiro crescerá apenas 0,3% neste ano.

Leia Também

MÁQUINA DE MILIONÁRIOS

Lotomania 2949 aproveita bola dividida na Lotofácil 3734 e bolão na Quina 7064 para pagar o maior prêmio da noite nas loterias da Caixa

DEPOIS DA CHUVA

A Gerdau (GGBR4) vai encontrar o pote de ouro no final do arco-íris? Para o Citi, a siderúrgica pode surpreender no desempenho trimestral

Selic: avanços menos intensos

O Copom promoveu uma mudança importante no tom de sua comunicação: se, nas últimas reuniões, ele deixava claro que era necessário subir os juros de maneira intensa, hoje ele deixou claro que o ciclo de altas na Selic está se aproximando do fim, com uma desaceleração no ritmo dos ajustes.

E não é que os dados de inflação e de atividade econômica já estejam mostrando uma dinâmica mais saudável: o próprio BC admite que os preços ao consumidor continuam "surpreendendo negativamente", tanto nos itens mais voláteis quanto nos componentes ligados à inflação subjacente.

O que acontece é que, passado um ano do início do ciclo de alta de juros, o BC entende que os efeitos cumulativos desse processo começarão a ser sentidos num horizonte curto de tempo — e, sendo assim, o ideal é 'dosar melhor' as novas elevações da Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em linhas gerais, a economia real não é imediatamente afetada pela alta ou pela queda da taxa básica de juros — leva um certo tempo para que a nova realidade seja completamente difundida por toda a cadeia. Sendo assim, boa parte do efeito das elevações da Selic promovidos durante o ano passado só serão sentidos de fato em 2022 e 2023.

O Comitê antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros. Essa sinalização reflete o estágio do ciclo de aperto, cujos efeitos cumulativos se manifestarão ao longo do horizonte relevante

Trecho do comunicado da decisão de juros do Copom, de 2 de fevereiro

Copom e os riscos no horizonte

Em termos de riscos, a autoridade monetária continua batendo na tecla das preocupações com a trajetória fiscal do país. Por mais que as contas públicas estejam apresentando um bom desempenho, o BC se diz preocupado com eventuais medidas que impactem o arcabouço de preços — um recado claro ao governo, especialmente num ano de eleições.

"O Comitê avalia que a incerteza em relação ao arcabouço fiscal segue mantendo elevado o risco de desancoragem das expectativas de inflação e, portanto, a assimetria altista no balanço de riscos", diz o comunicado, ao tratar especificamente dos riscos domésticos à dinâmica de preços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto ao exterior, a autoridade monetária diz que o ambiente é até menos favorável do que no ano passado: a iminência do início do ciclo de altas de juros nos EUA, somado às incertezas geradas pela variante ômicron da Covid-19, criam um ambiente considerado "desafiador" para as economias emergentes.

Até onde vai a Selic?

Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos, afirma que a decisão e as sinalizações emitidas pelo Copom ficaram em linha com o que era esperado pelo mercado financeiro. Para ela, o ciclo de altas na Selic deve ser encerrado em 11,50%, o que implicaria numa última elevação de 0,75 ponto na próxima reunião, em março.

"Mas, assim como eles colocaram no comunicado, a gente também fica à mercê dos desdobramentos em relação à política fiscal, porque isso pode pesar novamente — de repente, exigir uma extensão do ciclo de elevação da Selic", diz ela, ponderando que a questão ainda está em aberto.

Para Gustavo Bertotti, head de Renda Variável da Messem Investimentos, a postura do BC foi acertada: manter o ritmo de alta de 1,5 ponto percentual da Selic seria um exagero, considerando a perspectiva de desaceleração nas métricas de inflação ao longo do ano. "O BC destacou uma melhora no quadro fiscal, embora ainda exista um cenário de incerteza".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Bilhetes da Mega-Sena e da +Milionária brincam de dança das cadeiras em clima de festa junina. 13 de julho de 2026 - 7:21
lotofácil loterias caixa mega sena 12 de julho de 2026 - 11:45
estados unidos eua irã estreito de ormuz guerra 12 de julho de 2026 - 10:05
avião passagem crianças adolescentes anac 10 de julho de 2026 - 15:10
Anvisa vacina covid-19 10 de julho de 2026 - 11:17
ipva-carros-veiculos- 10 de julho de 2026 - 10:27

IPVA VAI MUDAR?

PEC quer alterar cálculo do IPVA; entenda

10 de julho de 2026 - 10:27
Gás do Povo Créditos: Foto: Ricardo Botelho/MME 10 de julho de 2026 - 6:16

ATENÇÃO BENEFICIÁRIOS!

Gás do Povo julho de 2026 será liberado hoje; veja quem será contemplado

10 de julho de 2026 - 6:16
[Imagem: Divulgação] 9 de julho de 2026 - 16:00
ID da foto:2221778565 feriado 9 de julho são paulo 9 de julho de 2026 - 5:07
Tesoura rosa corta a Selic, taxa básica de juros 8 de julho de 2026 - 19:51
Celular exibindo o logo do Pix, sistema de transferências instantâneas do Banco Central 8 de julho de 2026 - 12:32
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar