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Sem seguro individual para a maioria de seus jogadores, Paris Saint-Germain pode ter um prejuízo e tanto se Neymar ficar muito tempo fora
O Brasil enfrenta a seleção da Suíça a partir das 13h desta segunda-feira no Estádio 974, diferentão até no nome, pela segunda rodada da primeira fase da Copa do Mundo do Catar. E o técnico Tite terá desfalques de peso. O atacante Neymar e o lateral Danilo foram vetados pelo departamento técnico da seleção brasileira.
Na estreia, contra a Sérvia, os dois deixaram o campo com graves lesões no tornozelo. Feitos os exames, os médicos da seleção determinaram que Neymar e Danilo estão sem condições de ir a campo hoje. Eles provavelmente também não estarão disponíveis para o último jogo da primeira fase, contra Camarões.
Embora Neymar seja considerado o craque da seleção, Tite tem excelentes jogadores à disposição no elenco para suprir a ausência do atacante.
O mesmo não se pode dizer de Danilo. O lateral-direito sofreu lesão muito parecida com a de Neymar no jogo contra a Sérvia e também estará fora dos próximos jogos.
O problema é que o substituto direto de Danilo seria o único atleta cuja convocação provocou polêmica - e até indignação: Daniel Alves. A solução encontrada por Tite foi improvisar o zagueiro Éder Militão na lateral.
A contusão de Neymar tem outros contornos. O mais óbvio deles é o futuro do Brasil na Copa. Em relação a isso, é possível assegurar que a seleção brasileira já não é mais tão 'Neymardependente' como em outras Copas.
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Em 2014, por exemplo, Neymar foi quebrado nas quartas-de-final contra a Colômbia. Na semifinal, todo brasileiro sabe exatamente onde estava e o que fazia enquanto a Alemanha aplicava um humilhante 7 x 1 sobre o Brasil em pleno Mineirão.
A situação é bem diferente agora. Mesmo com a atuação apagada de Neymar e sua posterior contusão, o Brasil teve uma excelente atuação coletiva diante da Sérvia e venceu com autoridade.
Caso consiga manter o desempenho nos próximos jogos da primeira fase, o Brasil deve avançar sem dificuldade e chegar às oitavas-de-final fazendo jus ao favoritismo atribuído por especialistas, torcedores e até mesmo apostadores.
Mas existem outros aspectos envolvendo a contusão. E eles extrapolam a Copa e vão muito além do campo.
Um deles é a questão financeira. Se a lesão for mais grave do que aparenta e Neymar ficar sem condições de jogo por um tempo prolongado, qual seria o custo disso para o Paris Saint-Germain, clube com o qual o atleta tem contrato?
Quando ainda estava no Barcelona, o argentino Lionel Messi virou notícia não apenas por suas atuações deslumbrantes, mas também pelos valores envolvidos no seguro pago pelo clube catalão pelas pernas do atleta.
A cobertura total da apólice de Messi alcançava impressionantes US$ 889,4 milhões em caso de “perda total”
Ao longo dos últimos anos, as altas somas envolvidas nas transações de atletas levaram os principais clubes da Europa a contratarem seguro para seus elencos.
A intenção é atenuar perdas financeiras decorrentes de contusões, punições, invalidez permanente e até mesmo óbito dos atletas contratados.
A prática ainda é incipiente no Brasil. Na maioria dos casos, limita-se a uma apólice paga pela CBF cujo prêmio total não pode ultrapassar R$ 1,2 milhão por atleta profissional associado a ela.
Em 2017, quando o Paris Saint-Germain desembolsou 75 milhões de euros para tirar Neymar do Barcelona, o clube francês sondou o mercado com a intenção de fazer um seguro exclusivo para Neymar.
Entretanto, os altos valores envolvidos inibiram até mesmo o sólido fundo de investimento catari que opera o PSG.
Segundo relatos da imprensa francesa, a fama de baladeiro e as duras faltas das quais Neymar costuma ser vítima jogaram as cotações das seguradoras para algo em torno de 300 milhões de euros apenas pelo seguro individual do jogador.
A solução encontrada pelo PSG foi contratar um seguro para todo o seu elenco, que, além de Neymar, conta atualmente com astros como o francês Kylian Mbappé e o argentino Lionel Messi.
De acordo com a Atlas Magazine, publicação mensal especializada no mercado de seguros e que circula na Europa, na Ásia e na África, a apólice contratada pelo PSG junto ao Lloyd’s cobre até 1 bilhão de euros em despesas com ausências prolongadas por contusão no elenco do clube.
Pelas práticas mais comuns no mercado de seguros da Europa, nos casos cobertos pela apólice, o prêmio varia de 0,5% a 1,5% do valor da multa rescisória do atleta.
No que se refere a Neymar, a multa rescisória é estimada em 222 milhões de euros. Com isso, se o seguro precisar ser acionado, cobrirá um valor entre 1,11 milhão e 3,33 milhões de euros.
Não cobre nem um salário integral do jogador. Neymar ganha pouco de 4 milhões de euros por mês no PSG.
*Atualizada às 8h14 para informar que Éder Militão substituirá Danilo.
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