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Carolina Gama
Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.
FECHAMENTO DO DIA

S&P 500 cede à pressão vinda da China e leva Dow Jones e Nasdaq junto; veja como as bolsas nos EUA se comportaram

Na Europa, os mercados voltaram a fechar em queda em sua maioria, também preocupados com a escalada da guerra entre Rússia e Ucrânia; veja detalhes

Placa sinalizando Wall Street, centro financeiro dos EUA e que simboliza a bolsa e o mercado de ações do país
Na Europa, os mercados voltaram a fechar em queda em sua maioria, também preocupados com a escalada da guerra entre Rússia e Ucrânia; veja detalhesImagem: Shutterstock

O S&P 500 cedeu à pressão dos temores de uma desaceleração econômica global e, junto com Dow Jones e Nasdaq, fecharam a terça-feira (26) em queda. 

Os testes em massa em Pequim após um aumento nos casos de covid-19 alimentaram preocupações de que a capital da China possa enfrentar um bloqueio no estilo de Xangai.

Isso fez com que os investidores despejassem ações no mercado, especialmente de tecnologia. O Nasdaq foi o que mais sofreu com o movimento. 

Os papéis das fabricantes de chips também contribuíram para a fraqueza no setor de tecnologia geral, com AMD e Nvidia caindo mais de 4%. 

Os investidores avaliaram a perspectiva de interrupções na cadeia de suprimentos com o aumento dos casos de covid-19 na China.

Confira com os três principais índices da bolsa de Nova York fecharam o dia:

  • Dow Jones: -2,38%, 33.239,45 pontos
  • S&P 500: -2,81%, 4.175,20 pontos
  • Nasdaq: -3,95%, 12.490,74 pontos

Guerra volta ao radar e pesa sobre o S&P 500

O S&P 500 e os demais índices de Wall Street não sentiram apenas o peso do aumento dos casos de covid-19 na China. O conflito no leste europeu voltou ao radar dos investidores com novos contornos. 

Prova disso é que os juros projetados pelos títulos do Tesouro dos EUA continuaram a precificar a perspectiva de risco de desaceleração do crescimento global em um momento em que a guerra entre Rússia e Ucrânia, que continua a se intensificar. 

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse que se os EUA e seus aliados continuarem a fornecer armas à Ucrânia, existe o risco de a guerra se transformar em um conflito mais amplo com as nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Bolsas na Europa

Assim como o S&P 500, a maioria das bolsas europeias fecharam em baixa nesta terça-feira, com a confiança dos investidores ainda abalada pelas taxas de juros, inflação, desaceleração do crescimento e a guerra na Ucrânia.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,8% depois de estar em alta durante grande parte da sessão. Bancos, tecnologia e automóveis foram os retardatários em toda a região.

  • Londres: +0,08%
  • Paris: -0,54%
  • Frankfurt: -1,20%

Na segunda-feira (25), as bolsas europeias fecharam em forte queda, com as preocupações com o ressurgimento de casos de covid-19 na China ofuscando a reeleição do presidente francês, Emmanuel Macron.

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