China aposta no consumo doméstico para estimular a economia atingida pela covid-19; veja as medidas
Segunda maior economia do mundo dá sinais de desaceleração e governo adota medidas para evitar que a política de “tolerância zero” ao covid-19 tenha efeitos significativos no país.

A luz amarela voltou aos mercados nesta segunda-feira (25), e um dos motivos da cautela dos investidores vem da China. O país enfrenta um aumento nos casos de covid-19, e a perspectiva de redução das atividades na segunda maior economia do mundo derruba as bolsas mundo afora.
Assim, na tentativa de evitar que um novo surto de coronavírus afete ainda mais a economia, a China divulgou uma série de medidas. Saiba mais sobre o minipacote adotado por Pequim.
China aposta no consumo interno
Para lidar com os gargalos de oferta no curto prazo e impulsionar a economia, a China aposta no consumo interno. Assim, entre as medidas, o país planeja construir uma série de armazéns nos arredores de cidades grandes e de tamanho médio para garantir o fornecimento de produtos de necessidade diária em casos de emergência.
Ainda de acordo com as diretrizes publicadas pelo Conselho Estatal, como é conhecido o gabinete chinês, o documento especifica ações para lidar com o impacto da covid-19 e acelerar a recuperação do consumo, de acordo com a agência de notícias oficial Xinhua.
Menos compulsório
A segunda medida que será adotada pela China é a redução da taxa de compulsório em moeda estrangeira. O Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) anunciou a redução do recolhimento compulsório bancário sobre depósitos em moeda estrangeira, de 9% para 8%.
Dessa forma, a medida, que entra em vigor em 15 de maio, tem o objetivo de "aperfeiçoar a habilidade de instituições financeiras de utilizar recursos cambiais", segundo comunicado do PBoC.
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Novo surto de covid na China
As medidas para estimular a economia acontecem em meio a um novo aumento nos casos de covid-19 na China. Só no domingo houve registros mais de 22 mil novos casos da doença em Pequim. Da mesma forma, em Xangai, cidade com mais de 22 milhões de habitantes, ocorreram 39 mortes no sábado. Esses números despertaram preocupação, pois a China adota uma política de “tolerância zero” à covid-19.
Assim, os mercados temem que novos lockdowns aconteçam no país. Pois, se a China voltar a parar as atividades em grandes centros industriais, o consumo de matérias-primas de outros países diminuirá. Além disso, o preço desses produtos tende a cair. É o caso do minério de ferro, que sofreu uma queda de 10% hoje.
Leia também:
- Um negócio da China às avessas: como os lockdowns podem afetar a economia global;
- Destaques do dia: O novo alerta da China, investimento do Itaú, imposto argentino, bitcoin, ouro e IR;
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*Com informações do Estadão Conteúdo
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